sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O povo não aguenta mais

 

Durante três dias, o povo brasileiro arrombou as trancas, as blindagens e interditos para dizer de forma direta ou metafórica a mesma coisa: 'ninguém aguenta mais'


Durante três dias, o povo brasileiro arrombou as trancas, as blindagens e interditos para dizer de forma direta ou metafórica a mesma coisa: ‘ninguém aguenta mais’

 Este foi o recado contundente de uma participação popular massiva, espontânea e inédita registrada no Carnaval 2018.

 Nas ruas, nos blocos, nos desfiles e até mesmo no aeroporto Santos Dumont, no Rio, milhares de pessoas expressaram a indignação e a recusa à perda de direitos e de esperança imposta à nação desde o golpe de 2016.

Não sem motivo.

O resultado do desmonte salta aos olhos: o país tomado de assalto pelo conservadorismo tornou-se um pasto de engorda do caos.

Um dado resume todos os demais: o investimento em infraestrutura em 2017 limitou-se a 1,4% do PIB, montante inferior ao gasto necessário para compensar a depreciação dos equipamentos existentes.

O resultado emerge em fotos e fatos que dão linearidade à expressão ‘indo para o brejo’.

Passarelas, pontes e viadutos desabam, como se viu recentemente em Brasília, quando 30 metros do elevado da Galeria dos Estados ruiu em estrondosa metáfora de um sucateamento estrutural e político.

 Entre os grandes Estados quebrados, o Rio de Janeiro é o paradigma assustador de um Brasil em ponto pequeno.

A cidade vive um quadro de descalabro que beira a perda de controle; não há recursos para o essencial, o urgente ou o emergencial.

A pane avançou da saúde para o funcionalismo e explodiu na insegurança pública.

As prioridades diante do colapso evidenciam o despreparo para enfrenta-lo dentro da estrutura de poder atual.

Paga-se a folha salarial de um judiciário que perdeu a credibilidade e o juízo, por exemplo, enquanto escolas e hospitais afundam.

A violência é senhora ao lado do escárnio. Os pobres, o alvo mais exposto dessa aquarela de cores sombrias, que nada fica a dever à sangria derramada nos países marcados pela guerra civil.

Hoje no Brasil a violência já mata mais do que na guerra síria.

Morrem policiais também, vítimas de uma corporação que traduz em seu despreparo a relação de descaso e incompetência do Estado com os segmentos mais fragilizados da população.

Nesse caldo de cultura de medo e conflagração manipula-se o sentimento de desamparo a classe média para legitimar o genocídio praticado especialmente contra a juventude pobre, preta e periférica.

Instrumentalizado pela mídia, por juízes oriundos da elite senhorial e por políticos de extrema direita, ordenha-se desse quadro o preconceito de classe. que alimenta o ódio ao pobre, às suas reivindicações, à sua presença, aos seus direitos, aos partidos e lideranças que os vocalizam.

Como supor que disse apartheid em marcha batida resultará uma nação?

O desfile da escola de São Cristovão, a ‘Paraíso do Tuiuti’, liberou esse grito que inquieta o espírito da nação e pulsa no cotidiano de cada família assalariada.

 “Não sou escravo de nenhum senhor”, desabafa o samba-enredo que questiona oportunamente: “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?”.

A opressão que perdura e se aprofunda em ‘reformas’ e ‘ajustes’ tão ou mais desumanos que a versão escravocrata que se enraizou em 388 anos de vigência aqui, explodiu assim de forma demolidora de onde menos se esperava: no desfile de uma escola de samba modesta da periferia do Rio de Janeiro.

Tudo muito sugestivo do grau de insatisfação popular aqui mencionado.

Igualmente expressiva foi a via sacra da ‘Paraíso de Tuiuti’ para romper as blindagens e interditos que cercam o pacto golpista no país.

A escola levantou a Marquês de Sapucaí no domingo, enfrentou o boicote constrangedor da cobertura ao vivo da Globo com intensa repercussão nas redes sociais e se impôs à emissora obrigando-a, dois dias depois, finalmente, a dar espaço ao enredo-denúncia do golpe no JN, na terça-feira à noite.

O conjunto injetou coragem ao jurado que concedeu o vice-campeonato a ‘Tuiuti’ por uma diferença de apenas 1 décimo em relação à campeã, Beija-Flor. (confira a íntegra do desfile).

Desassombro, cerco, resistência e vitória popular.

Esse enredo de carnaval encerra lições à luta democrática e progressista nos poucos meses que nos separam da disputa presidencial de outubro.

Uma delas, emblemática, mostra a importância de se expor claramente o conflito social aguçado no país desde o golpe de 2016.

Foi o que fez o carnavalesco da Tuiuti, ao traduzir em gigantescas mãos manipuladoras a participação da elite, da mídia e do dinheiro na mobilização da classe média para legitimar o golpe.

Um segundo mas não menos notável ensinamento remete à importância de se fortalecer a comunicação progressista para romper o monopólio da mídia conservadora na agenda nacional.

Foi graças à intensa denúncia das redes, sites e blogs progressistas que a sabotagem da Globo ao desfile da ‘Tuiuti’ foi revertida.

Sem ilusões, porém. Esse embate não se resolveu na Marquês de Sapucaí e tampouco se esgotará no escrutínio de outubro.

É necessário arregimentar forças, recursos e organização para uma longa e dolorosa resistência. Seja qual for o resultado do pleito.

A contraposição de interesses subiu o degrau dos confrontos no país.

A elite brasileira abraçou um projeto no qual não cabe a imensa maioria da população, rechaçando uma trajetória incremental de inclusão da qual Lula se tornou o principal negociador e símbolo.

Ela nunca o perdoará por ter denunciado a existência de 38 milhões de famintos na oitava maior economia do planeta e ter acabado com a fome.

Tampouco por gerar 22 milhões de empregos com direitos plenos e não quebrar a economia das empresas -- ao contrário, nunca lucraram tanto.

Assim como jamais perdoará Dilma por ter baixado os juros reais a 1,5% (hoje, em plena recessão golpista, está em 2,5%), escancarando o grande sumidouro rentista que esteriliza o equivalente a 6% do PIB para servir à riqueza privada nas tetas da dívida pública.

Entre outros pontos, a clareza programática requerida na disputa de outubro deve incluir a auditoria dessa boca pantagruélica. Feita na Grécia, descobriu-se que 50% dos títulos em mãos do mercado resultavam de artifícios contábeis ilegítimos e fraudulentos.

O pornográfico lucro do maior banco privado brasileiro, o Itaú, analisado por Jefferson Miola em “O lucro indecente do Itaú e a verdadeira corrupção”, sinaliza esse dreno. Acionistas engordam nos piquetes fartos da renda fixa que acumula nas carteiras da banca o investimentos que falta nos serviços essenciais à população.

A volúpia rentista não é um atributo exclusivamente tropical, todavia.

Sua dinâmica é inerente a atual etapa do capitalismo, sob a supremacia das finanças desreguladas.

A reportagem “O mundo já esqueceu as lições de 2008”, publicada em Carta Maior, aponta a nova bolha em formação nos USA na esteira dessa lógica.

A ameaça chega em má hora.

No estouro anterior, em 2008, o Brasil dispunha de uma economia mais sólido.

Crescíamos, havia efetivamente um presidente da República comprometido em defender interesses da nação, não os do dinheiro.

Um novo e persistente ciclo de turbulência agora arrastaria o país a um torvelinho imponderável.

Contrapesos a essa fatalidade não podem faltar no projeto progressista para a a repactuação do desenvolvimento brasileiro.

Confira esse debate no artigo “Restaurar o Estado é preciso” de Maria da Conceição Tavares e “O lawfare neoliberal e o sacríficio de Lula” de Carol Proner.

A farra e o privilégio das elites terá que acabar para que a sociedade disponha de mais recursos para investimento com efeito fiscal nulo, sem elevar a dívida, taxando-se mais os ricos, poupando-se a classe média e atendendo ao clamor ascendente – aqui e no mundo todo-- pela universalização de serviços públicos dignos.

Pequena em número, a elite brasileira tornou-se um estorvo a essa agenda.

A ganância concentra aqui uma fatia da renda nacional inédita no planeta no extrato do 1% mais rico, como já denunciou o economista Thomas Piketty. Lembremos: seis brasileiros detêm a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres.

O conjunto tornou-se insuportavelmente disfuncional com a ideia de sociedade, que pressupõe a existência de laços compartilhados de valores e direitos.

Sob um neoliberalismo agônico, mas sem forças de ruptura que o superem, a desigualdade cresce em todo o mundo, como se não houvesse amanhã. (leia “A ascensão dramática da desigualdade de riqueza”). Nos Estados Unidos, dados de 2017, 41 milhões vivem oficialmente na pobreza; destes, nove milhões têm renda zero, 553 mil não têm onde morar .

Sem a criação de contrapesos de participação e organização popular essa espiral não arrefecerá.

Ao contrário: o impacto fulminante do golpe no Brasil aponta em sentido inverso.

Em reportagem de outubro de 2017, com dados do Banco Mundial, Carta Maior registrava a ação demolidora das elites no metabolismo social brasileiro: 28,6 milhões saíram da pobreza entre 2004 e 2014; mas em 2016, entre 2,5 milhões a 3,6 milhões foram devolvidos a ela, com menos de R$ 140 por mês (leia aqui). Detalhe pedagógico: São Paulo, governada pelo tucanato há décadas, desponta desde 2013 como o Estado onde a miséria mais cresce no Brasil. (confira aqui).

É óbvio que um sistema econômico com esse grau de perversidade não subsiste sem a lavagem cerebral diuturna assegurada pela Rede Globo e seus satélites.

Trata-se de uma usina de legitimação do robinhoodismo invertido que tem no Brasil uma referência mundial na arte de tirar dos pobres para dar aos ricos.

A Lava Jato era o ingrediente que faltava para lubrificar a engrenagem demolidora, mastigando líderes e organizações da resistência popular nos dentes do descrédito e da perseguição.

 A missão atribuída a Curitiba é clara e audaciosa: enterrar por décadas a possibilidade de um novo governo popular no Brasil.

A manipulação do preconceito da classe média é parte essencial dessa barragem.

Sem a adesão de uma parte dos extratos médios, projetos como os de Getúlio ou o de Lula tornam-se adicionalmente fragilizados do ponto de vista da sustentação eleitoral e política (confira o artigo de Flávio Aguiar sobre o documentário “O Processo” que trata desse componente do golpe).

O legado social dos governos populares, porém, ainda que sabotados e limitados, continua a pulsar no imaginário brasileiro tendo sido o seu oposto, a restauração neoliberal, rejeitado quatro vezes sucessivas nas urnas desde 2002.

Tal polarização ilustra o grau de arbítrio necessário – e de força em uso pela aliança da mídia com a escória, o dinheiro e o judiciário-- para extirpar definitivamente a voz de Lula do jogo eleitoral e da vida pública nacional.

Não será fácil, porém. É o que mostra Saul Leblon no editorial “Como calar Lula se a prisão também fala?”.

Reside nesse impasse o epicentro simbólico do confronto social e político que sinaliza grandes embates no front, antes durante e depois da votação de outubro próximo.

 A transparência da contraposição de interesses no Brasil, lembra o editorial, coloca uma obrigação incontornável às candidaturas progressistas neste pleito: ‘convocar a rua assumir o comando do sonho de futuro que os coveiros da nação querem sepultar”.

À Mídia Alternativa, cumpre dar a essa travessia histórica o respaldo do jornalismo crítico que ela requer.

Isso só ocorrerá, na dimensão requerida, se a parceria com os seus leitores e leitoras registrar um salto equivalente (saiba as opções de colaboração aqui).

Sobretudo, é imperioso estreitar os laços de uma rede progressista de comunicação independente e mobilizável a qualquer momento.

Não deixe, também, de se inscrever em nosso cadastro (clique aqui) para receber diretamente, por e-mail, nossos Boletins regulares, Ou as edições extraordinárias que a hora exigir.

Lembrem-se: eles têm o mercado, mas nós temos uns aos outros.

Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior

O que significa uma intervenção militar em 10 pontos


É importante ser mais claro sobre os significados dessa intervenção militar no Rio de Janeiro. A primeira delas acabei de falar na live que você pode assistir aqui e que define todo o resto. Não é uma intervenção na segurança pública apenas. É em tudo. Quem vai mandar no Estado é o general Walter Souza Braga Netto. Vou buscar esclarecer isso em alguns pontos.
1) O general é quem vai garantir a segurança no entorno das escolas. Se ele considerar que é conveniente colocar soldados e militares dentro das escolas ele poderá fazê-lo. Porque é ele quem manda.
4) Se o responsável pela segurança do posto médico for informado que no local um dos agentes de saúde critica a ação dos militares, ele pode ser punido ou preso também pelo mesmo motivo anterior.
5) O general é quem vai garantir a segurança das pessoas na noite, se ele achar conveniente decretar toque de recolher na Lapa às 22h fechando todos os bares e restaurantes ele pode fazê-lo. Inclusive para diminuir a ação do tráfico de drogas.
6) O general é quem vai garantir a segurança nas ruas da cidade, se a CUT e o MST marcarem manifestações e ele disser que não, ele pode colocar as tropas nas ruas para prender os inimigos da ordem. Que estão fazendo o jogo dos traficantes.
7) O general é quem vai garantir a segurança nas favelas. Se ele quiser impedir a entrada e saída de pessoas em alguma comunidade por dias para fazer um pente fino no local ele pode fazê-lo. Porque muitos estão associados ao tráfico.
8) O general é quem garante a segurança das pessoas nas igrejas. Se ele estiver incomodado com o discurso de um padre ou pastor, ele pode levá-lo para depor e acusá-lo de qualquer coisa, inclusive de associação ao tráfico.
9) O general é quem garante a ordem geral e irrestrita, se ele achar que um blogueiro está infringindo leis contra essa tal ordem pode mandar prendê-lo, também por associação ao tráfico.
10) Ou seja, quando estamos sob uma intervenção militar quem manda é o general. Ou vários deles. E ele escolhe um inimigo. Pode ser a Argentina ou a associação ao tráfico. E se não funcionar ele escolhe outro inimigo. Porque as Forças Armadas precisam de inimigos para continuar mandando. Entregar o poder civil às Forças Armadas pode começar aos poucos, mas dificilmente volta aos poucos e de forma rápida.
PS: Se quiser saber mais sobre o que penso da intervenção militar no Rio de Janeiro, fiz um outro texto tratando do assunto.
Fonte: https://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2018/02/16/o-que-significa-uma-intervencao-militar-em-10-pontos/

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Mesmo com banimento do Lula, oligarquia continua sem viabilidade eleitoral. Por Jeferson Miola

POR JEFERSON MIOLA
O banimento eleitoral do ex-presidente Lula parece ser uma realidade incontornável. Este desfecho somente não se confirmaria num cenário a essas alturas improvável, de reversão da farsa judicial arquitetada pela Lava Jato para retirar Lula da eleição.
Mesmo banindo Lula, contudo, o plano da oligarquia golpista de dar continuidade ao golpe via legitimação eleitoral, continua sem viabilidade. Algumas razões:
1] o absoluto fracasso de todas as candidaturas de direita – as testadas ou as ainda em testagem nas sondagens eleitorais – que perderiam a eleição para Lula no primeiro turno e perderiam também para o eventual candidato do Lula;
2] a crescente consciência do povo pobre e da classe média trabalhadora sobre a armação montada para perseguir Lula e impedir seu retorno à presidência do Brasil;
3] a percepção cada vez mais difundida nas camadas populares a respeito das reais motivações do golpe e a associação disso com os retrocessos sociais, o desemprego, a subtração de direitos e a piora da qualidade de vida;
4] a comparação entre a realidade dramática e depressiva do país no curto período de vigência do golpe, e os anos de desenvolvimento, progresso social e felicidade vividos durante os governos do PT, sobretudo no período Lula.
O impedimento eleitoral do Lula, além disso, principalmente se precedido de sua eventual prisão, aumentará a audiência e a influência dele na escolha das camadas populares.
Em vista dessa realidade, FHC, Globo, a direita e o grande capital se movem em desespero para salvar o golpe. A movimentação para viabilizar a candidatura do animador de auditório da Globo, Luciano Huck, é parte desta tentativa desesperada que também fracassará.
A questão que se coloca, diante da incapacidade da oligarquia golpista em concretizar uma saída eleitoral/institucional, é saber qual será seu comportamento.
O cardápio à disposição é diversificado; comporta um amplo espectro de opções: o cancelamento da eleição, a proscrição do PT, a proibição do candidato apoiado por Lula, a cassação da chapa [depois de] eleita e a aprovação do parlamentarismo.
De uma coisa não se pode duvidar. A oligarquia fará o impossível para assegurar a continuidade do golpe, mesmo que ao custo do aprofundamento autoritário da ditadura e de novas rupturas do Estado de Direito e das regras constitucionais.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

BOMBA! MORO, BRETAS E DALLAGNOL CONDENAM A SI MESMOS A 43 ANOS PELO RECEBIMENTO DE AUXÍLIO-MORADIA.


O juiz Moro condenou a si mesmo por receber auxílio-moradia e morar em duplex próprio (Duplex de Curitiba). A pena foi de 43 anos, 7 meses e 7 dias sem receber auxílio-moradia. Em seguida, coincidentemente, Bretas se aplicou a mesma pena. Já Dalagnol, apresentou uma denúnica contra si mesmo e pede uma pena de 43 anos, 7 meses  e 7 dias sem direito a qualquer "penduricalho". 

Até o trânsito em julgado da sentença, todos tem a liberdade de continuar recebendo as cifras e furando o teto constitucional. 

Da Redação Causa-me Espécie - 08/02/2018 (637º dia do Golpe de 16)

A Lei é Para Todos e Para Si
A reação do triunvirato da Lava Jato (Moro, Dallagnol e Bretas) foi imediata, após as divulgações pela Folha de SP, que os três recebem auxílio-moradia mesmo sendo proprietários de imóveis. 

Duplex De Curitiba
Dr. Moro, o grande tribuno da Nação, o mais imparcial magistrado de todos os tempos desde a Roma e Grécia antigas, a encarnação da Deusa Themis para muitos fãs, o pai, o filho e o espírito santo da Lava Jato, após gritar "eureka!", decidiu condenar a si mesmo a ficar 43  anos, 7 meses  e 7 dias sem receber auxílio-moradia. A prova apença aos autos foi a reportagem da Folha de SP, que divulgou que Moro recebe desde 2014 auxílio-moradia mesmo sendo dono - comprovado em cartório - de um duplex em Curitiba.

Sua esposa, Dona Rô, que mora com ele, foi absolvida. Na sentença, Moro afirmou que não há provas da participação da Rô no usufruto dos valores recebidos como auxílio-moradia pelo cônjuge. Seu passaporte, inicialmente retido, foi devolvido.

Em sentença, já aclamada "irretocável" por um de seus pares, Dr. Moro, além de se condenar a pedir escusas aos súditos da República de Curitiba, também se condenou a restituir aos cofres públicos todos os valores recebidos por auxílio-moradia desde 2014, devidamente corrigidos. Caso não disponha da quantia em cash, seu duplex será leiloado.

In Moro We Trust
Segundo fontes próximas ao semi-deus, a benevolente decisão foi inspirada por uma de suas milhares de fãs. Uma elegante senhora, quatrocentona de Curitiba e frequentadora do mesmo requintado restaurante do casal Moro, deixou cair um bilhete sobre sua mesa, onde consta: "Devolva. Não fica bem a pessoas do nosso estrato social aceitar migalhas do governo". E sumiu entre as mesas do lugar, ao som de “Nearer, My God, To Thee” (“Mais perto de ti, meu Deus”), ao violino. 

Que Deus tenha misericórdia desta Nação
Dr. Bretas, juiz carioca, o primeiro do triunvirato a ser denunciado pela Folha de SP ("Casado com juíza, Marcelo Bretas foi à Justiça para que ambos pudessem receber auxílio-moradia") e Folha de SP ("Casa de Bretas já foi matéria de revista"), proferiu pelo Twitter uma sentença ainda mais dura a si mesmo e a sua esposa, também juíza. A pena foi de 43 anos, 7 meses e 7 dias sem receber o duplo penduricalho

Apensa à sentença, Bretas sapecou uma citação bíblica:
"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração." Mateus: 6:19-21
O magistrado prometeu voltar ao Vaticano para se confessar com o Papa Francisco. 

Meu Auxílio Moradia, Minha Vida
D. Dallgnol, procurador do MPF, após ser denunciado pela Folha de SP ("Deltan Dallagnol recebe auxílio-moradia mesmo com imóvel próprio"), não se fez de rogado e autodenunciou ao Dr. Moro pelo mesmo motivo. Pediu uma pena de 43 anos, 7 meses e 7 dias sem receber qualquer penduricalho

Dosimetria 
Especialista ouvida pelo Blog, Dra. Janaína Sonrisal Colesterol, da ESPA - Escola Superior de Penas Aplicadas, concluiu que as penas são de uma precisão cirúrgica, comum a juízes que tenham conecção com o dívino. E os rumores que os três tenham combinado o voto, não passa de "fake news", maledicência! Quem leu o Código Da Vinci e O Segredo entenderá os números.

10 Medidas Contra o Auxílio-Moradia
Dallagnol já prepara um powerpoint com as "10 Medidas". Planeja viajar o Brasil e o mundo em campanha para promover e coletar assinaturas para um Projeto de Lei que visa acabar com tal "mimo-penduricalho" concedido a cerca de 30 mil autoridades da União, ao custo de R$ 1,6 bi ao ano, segundo estudos do Senado.

Eu Moro Com Ele
Uma esposa de juíz que recebe o penduricalho solicitou, em anonimato, que sites de humor parem de fazer piadas com a situação. Como tem feito o Sensacionalista (Mulher de Moro lança a página “Eu Moro com ele e você paga”) e The Piauí Herald (Revista de decoração lança edição especial auxílio-moradia). Já outra esposa indignada, ameaçou mandar seus filhos para a Suíça, pois estão sofrendo bullying no colégio.

Lamentável!

Fonte: http://causameespecie.blogspot.com.br/2018/02/bomba-moro-bretas-e-dallagnol-condenam.html - Da Redação Causa-me Espécie - 08/02/2018 (637º dia do Golpe de 16).

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Sepúlveda tem força para deter a máquina?

sepulveda

Sepúlveda Pertence, que passa a capitanear hoje a defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva tem, como  jurista e como político, conhecimento de sobra do que espera o ex-presidente no Tribunal. De Procurador.

Fonte: .tijolaco.com.br/blog/

TRF 4 publica acórdão de julgamento e defesa de Lula será intimada em até 10 dias


O tempo para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiar a execução penal contra o petista diminuiu mais um pouco nesta terça-feira (6). Duas semanas após confirmar a condenação e aumentar a pena do ex-presidente no caso do triplex em Guarujá (SP), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) publicou o acórdão do julgamento dos desembargadores da 8ª Turma da Corte.
Agora, a defesa de Lula será intimada em até 10 dias. Somente após a notificação, começa a correr o prazo de dois dias para a apresentação do recurso. Esse tipo de trâmite tem como objetivo pedir esclarecimentos a algum ponto confuso ou obscuro da decisão.
Na prática, como os embargos de declaração, em geral, não alteram a essência da decisão, os advogados de Lula devem tentar empurrar o processo ao máximo para adiar a eventual prisão do petista. Como não houve divergência nos votos dos três desembargadores do tribunal, foi excluída a possibilidade de embargos infringentes – utilizado pela defesa para pedir que prevaleça o voto mais favorável ao réu. 
Mesmo após a análise dos embargos declaratórios, a defesa ainda pode ingressar com outro recurso questionando os próprios embargos. Esse trâmite é semelhante ao do embargo de declaração. Os defensores do ex-presidente serão intimados em até 10 dias. Após a notificação, eles terão dois dias para questionar a decisão. Somente após a análise desse recurso, o processo será encerrado na segunda instância, possibilitando a prisão de Lula, conforme o entendimento mais recente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após o encerramento do processo em segundo grau, os advogados de Lula poderão ingressar com novos recursos em instâncias superiores – STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Fonte: DCM

Criminalista Sepúlveda Pertence aceita integrar defesa de Lula


O criminalista Sepúlveda Pertence aceitou fazer parte da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A contratação é um reforço para a atuação da equipe diante dos recursos que tramitam nos tribunais superiores de Brasília.
Desde que Lula foi condenado por unanimidade pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em 24 de janeiro, aliados e integrantes da cúpula do PT pressionavam por um reforço na defesa do ex-presidente, hoje sob comando do advogado Cristiano Zanin Martins.
O principal argumento era o de que, na fase de recursos na terceira instância, seria necessário um nome mais técnico e com trânsito nos tribunais superiores. Além disso, auxiliares de Lula cobravam por um perfil de menos embate e mais conciliação para defender o petista.
Uma das principais marcas de Zanin até a condenação do ex-presidente foi a do enfrentamento com o Judiciário, linha seguida inclusive por Lula em seus discursos públicos.
O ex-presidente não quis abrir mão de seu atual advogado, e ele e Sepúlveda, que resistia em aceitar o convite, devem trabalhar juntos daqui para frente.
Segundo a Folha apurou, Zanin e Sepúlveda conversaram algumas vezes após o dia 24 de janeiro e estão acertando os últimos detalhes para o anúncio oficial da nova configuração da equipe.
Publicamente, a defesa ainda não confirma a integração de Sepúlveda à banca.
Fonte: DCM - Diário do Centro do Mundo