domingo, 18 de fevereiro de 2018

Intervenção militar no Rio aumentará a violência contra os pobres e a criminalização das lutas

Intervenção militar no Rio aumentará a violência contra os pobres e a criminalização das lutas  

O Rio de Janeiro amanheceu nesta sexta-feira (16) sob intervenção militar decretada pelo governo Michel Temer. Argumentos de que a violência fugiu de controle no carnaval e declarações do governador Pezão (RJ) de que não houve preparação suficiente para o evento foram alardeadas pela grande mídia, que insistiu em propagar o carnaval da cidade como o mais violento e elogiar o evento em outras capitais.

De acordo com matéria publicada pelo Estadão, isso não é verdade. “A diretora-presidente do Instituto de Segurança do Rio (ISP), Joana Monteiro, afirmou que os dados de segurança do Rio de Janeiro divulgados pelo órgão mostram que não houve uma onda de violência atípica neste carnaval, apesar de críticas à Secretaria que motivaram a intervenção federal no Estado. Foram registradas 5.865 ocorrências policiais no total no Rio, entre os dias 9 e 14 de fevereiro, enquanto no carnaval do ano passado (quando a Polícia Civil ainda estava em greve), foram 5.773. Em 2016, 9.016 ocorrências foram registradas e, em 2015, computaram-se no total 9.062”, aponta o texto.

Ou seja, a violência no Rio de Janeiro não é de hoje, principalmente a que se abate na população mais pobre. Essa vive cotidianamente nas mãos do tráfico, da polícia, que é quem mais mata, e das milícias. São as balas perdidas que assassinam dezenas de crianças e a juventude negra; não nos esqueçamos de Sofia, Fernanda, Maria Eduarda, Paulo Henrique, Vanessa, Artur e tantas outras. Até hoje não sabemos do paradeiro de Amarildo. Até hoje vem em nossas mentes as imagens da mulher negra Claudia Ferreira sendo arrastada por um carro da polícia.


Essa violência vai piorar com a Intervenção Militar Federal decretada por Temer. A “ordem” anunciada afetará os negros e pobres que vivem nas dezenas de comunidades nos morros cariocas.

Assim como haverá o aumento da criminalização das lutas. Isto num Estado em que os trabalhadores não param de lutar, onde os serviços públicos estão desmantelados, a saúde e a educação públicas estão falidas. Na capital foram greves e manifestações de tantos setores no último período e de servidores públicos enfrentam por meses os atrasos nos salários. A intervenção quer controlar essa insatisfação que se transforma em resistência.

Ao enfrentar todos esses desmandos, desleixo e o Estado sendo um palco de corrupção, o carnaval carioca lavou a alma de muitos pela denúncia, irreverência e bom humor. Mostrou ao país e ao mundo como governam Temer, Pezão e o prefeito Crivella. O povo foi às ruas pediu o Fora Temer e Crivella, pediu a renúncia de Pezão; levantou o ânimo para resgatarmos as lutas e a resistência no Rio e isso os assustou”, afirma a bancária da CEF-RJ Rita de Souza, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
Isto significa que a intervenção se prepara para tratar as lutas com maior repressão. “Sabemos como o Exército atua, FHC (PSDB) usou o Exército para reprimir a greve dos petroleiros em 1995, a presidenta Dilma (PT) usou o Exército para reprimir os manifestantes que lutavam contra o leilão do Campo de Libra, das reservas de petróleo do Pré-sal; o Exército é treinado para usar a violência ”, reforça Rita.

Essa escalada repressiva da intervenção no Rio vem reforçada por ações de governos anteriores como a aprovação da Lei Anti-Terrorismo, Lei das Organizações Criminosas e decretos autorizando a utilização das Forças Armadas na garantia da “lei e da ordem” dentre outros. Infelizmente em gestões de governos petistas.

E, não há dúvida, Temer e Pezão, se assustaram como o povo nas ruas no carnaval, desmoralizando completamente seus governos e o prefeito Crivella que estava na Europa. O que teve no carnaval do Rio não foi violência exacerbada e sim resistência com muita irreverência. Lembremos somente os exemplos mais expressivos: Tuiuti, Mangueira e aeroporto Santos Dumont. Houve muito mais.

A intervenção militar pretende conter essa revolta social que existe no Rio de Janeiro. Mas em absoluto aumentar a segurança, como almeja a classe média. Se aumentar a violência contra negros e pobres e a criminalização das lutas, aumentará a revolta social.

O que o Rio de Janeiro precisa não é de intervenção militar. Ao contrário. É necessário garantir emprego decente, salário digno, direito à moradia digna, educação e saúde públicas gratuita e com qualidade, garantir oportunidade para que os jovens tenham perspectiva de vida, tenham com o que sonhar. O governo do Rio precisa pagar os salários atrasados do funcionalismo público, garantir creches para que as mulheres possam trabalhar sem se preocupar com a segurança de seus filhos, precisa garantir postos de saúde e saneamento básico para as favelas. Acabar com o tráfico legalizando as drogas leves e não deixando esse controle nas mãos da polícia, de bandidos e de políticos.

É preciso acabar com a desigualdade social do Rio. Assim acabará a violência.

Um Estado envolvido até o pescoço em corrupção, em tráfico de drogas, em beneficiamento ilícito de empresários. Acabar com isso é que resolverá o problema do Rio de Janeiro.

A CSP-Conlutas repudia a Intervenção Militar Federal no Rio de Janeiro e convoca a resistência unificada dos movimentos sindical, sociais e populares e da juventude. É preciso que os moradores das comunidades se organizem e busquem os meios de se defenderem da violência que deve se aprofundar, seja do tráfico, das milícias, ou da polícia e militares. Precisamos unir forças com os que lutam e resistem.
Fora Intervenção Militar Federal do Rio de Janeiro!
Fora Pezão e Crivella!
Fora Temer e todos os corruptos do Congresso Nacional!
Fonte: CONLUTAS

Intervenção na Sapucaí - EMISSÁRIOS DA PRESIDÊNCIA PEDIRAM A LIGA DAS ESCOLAS QUE IMPEDISSE “VAMPIRÃO”


Do Globo:
Uma das figuras mais comentadas do carnaval carioca, o vampiro-presidente da Paraíso do Tuiuti, vice-campeã do Grupo Especial, desfilou sem a faixa presidencial neste sábado. Segundo informações do barracão da escola, emissários da presidência da República pediram à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) que impedisse a entrada do destaque.
Questionado, o professor de História Léo Moraes, de 40 anos, disse que não tinha recebido essa informação, e que desfilaria com a faixa. Logo depois ele afirmou que perdeu o adereço no fim da apresentação de domingo. A reportagem do GLOBO, no entanto, viu o momento que o professor entregou a faixa para um funcionário da escola guardar dentro de um carro.
– Ele (o vampiro) representa um sistema. Isso que está acontecendo no Rio de Janeiro hoje, para qualquer um que tenha um conhecimento de história, é preocupante. A gente fica até com medo de se manifestar. Eu espero que isso não seja um grande retrocesso – disse o professor.
O carnavalesco Jack Vasconcelos disse que não teria como negar ou confirmar a informação:
– Para ser muito sincero eu passei o dia isolado. Acabei de chegar aqui. Não posso confirmar ou negar essa informação, pois seria leviano – disse.
(…)

Ao fim da apresentação, o professor de história recebeu a orientação de se descaracterizar rapidamente. Ainda mesmo na dispersão ele retirou a maquiagem e a roupa de vampiro. De acordo com fontes da escola, até duas horas antes do desfile a informação era de que professor não desfilaria, mas depois resolveram que ele entraria na Avenida, mas sem a faixa.
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/emissarios-da-presidencia-da-republica-pediram-liga-das-escolas-de-samba-que-impedisse-vampirao/

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Em praça do Rio, atores colocam placa: “Converso com eleitor do Bolsonaro”

“Não sou eleitor dele, me considero de esquerda, mas acho que as pessoas precisam ouvir mais”, diz um dos idealizadores do projeto – Foto: Arquivo/Leitora do Blog do Ancelmo
A ideia é desenvolver uma pesquisa cênica, que deverá se transformar em um espetáculo teatral, tentando entender o que levaria uma pessoa a votar no deputado.

Quem passou, nesta quinta-feira (15), pelo Largo do Machado, no bairro do Catete, Rio de Janeiro, se surpreendeu com uma cena inusitada. Na praça, foram montadas duas cadeiras de praia, uma delas ocupada, e uma placa ao lado: “Converso com eleitores do Bolsonaro”. Trata-se de um projeto de dois atores, Leonardo Chaves, do grupo Do Buraco Sai o Quê?, e André Garcia, do Será o Benedito?!. As informações são do blog do Ancelmo Gois de O Globo.
“Conversar, hoje em dia, já é um ato revolucionário”, afirmou Chaves. O objetivo da pesquisa, segundo ele, é ouvir, entender por que uma pessoa votaria no Bolsonaro. “Não sou eleitor dele, me considero de esquerda, mas acho que as pessoas precisam ouvir mais, conversar; não demonizar quem pensa e vota diferente”. A ideia é, a partir do que for ouvido, montar um espetáculo teatral para estrear antes das eleições. Depois do Largo do Machado, eles querem levar as cadeirinhas para bairros das Zonas Norte e Oeste. Conheça o blog do projeto.

Fonte: https://www.revistaforum.com.br/em-praca-do-rio-atores-colocam-placa-converso-com-eleitor-do-bolsonaro/

EUA: Servidão e degradação moral, por James Petras

Por James Petras
Enviado por Antonio Ateu
Do Resistir
A denúncia pública por milhares de mulheres e alguns homens de que foram vítimas de abuso sexual por parte dos seus patrões levanta questões fundamentais acerca das relações sociais no capitalismo americano.

As ofensas morais são essencialmente crimes económicos e sociais. O abuso sexual é só um aspecto de dinâmicas sociais que facilitam o aumento da desigualdade e concentração de riqueza, as quais definem as práticas e valores do sistema político e económico americano.

Os bilionários e mega-milionários são eles próprios produtos da exploração intensa de dezenas de milhões de trabalhadores assalariados isolados e não organizados. A exploração capitalista está baseada numa hierarquia rígida com suas prerrogativas privadas, as quais permitem aos oligarcas exigirem seus privilégios feudais, suas predações sexuais senhoriais. 

O capitalismo estado-unidense prospera e exige poder ilimitado e a capacidade de ter o tesouro público a pagar pela sua pilhagem desimpedida da terra, do trabalho, dos sistemas de transporte e do desenvolvimento tecnológico. O poder capitalista, nos Estados Unidos, não tem contrapartidas; há poucas, se é que algumas, forças para dar qualquer equilíbrio.

Hoje, 93% dos trabalhadores do sector privado dos EUA não têm representação organizada. Além disso, muitos dos 7% que estão em sindicatos são controlados e explorados por responsáveis sindicais corruptos – em aliança com o patronato.

Esta concentração de poder produz o contínuo aprofundamento das desigualdades entre o mundo dos bilionários e os milhões de trabalhadores de baixos salários.

As tão celebradas inovações tecnológicas têm sido subsidiadas pelo estado e suas instituições educacionais e de investigação. Embora estas sejam financiadas pelos contribuintes, os cidadãos-trabalhadores são marginalizados pelas mudanças tecnológicas, como a robótica, que eles originalmente financiaram. Inovações de alta tecnologia florescem porque elas concentram poder, lucros e privilégio privado.

A matriz hierárquica de poder e exploração levou à polarização das taxas de mortalidade e dos códigos morais. Para os trabalhadores pobres, a ausência de cuidados de saúde competentes levou à utilização maciça e ao abuso da prescrição de opiáceos e outras drogas viciantes. Para a classe alta, levou ao flagrante abuso físico e psicológico de empregados vulneráveis, especialmente, mas não exclusivamente, mulheres trabalhadoras jovens. Os prestigiosos media da burguesia obscurecem a polarização de classe com a constante referência ao que denominam "nossos valores democráticos partilhados".

A generalizada e crescente vulnerabilidade de trabalhadores de ambos os sexos coincide com a incorporação das mais recentes inovações tecnológicas na produção, distribuição e promoção. Isto inclui avanços electrónicos e digitais, inteligência artificial, robótica e vigilância extensiva sobre trabalhadores, os quais incorporam altos lucros para os investidores e longas horas de degradante trabalho monótono para os que manufacturam e transportam os "produtos".

A proliferação da nova tecnologia tem crescido em relação directa com a degradação do trabalho e a marginalização e banalização de trabalhadores. A Amazon e Walmart aproximam-se dos triliões de dólares de receitas vindos do consumo em massa, ainda que com a aceleração chaplinesca da corrida de humanos robotizados para atenderem noite e dia à entrega de encomendas. A indústria do entretenimento distrai a população transversalmente às linhas de classe com ofertas cada vez mais vulgares e violentas, ao passo que os barões do cinema entretêm-se com jovens trabalhadoras – as quais são despersonalizadas e mesmo violadas.

A imoralidade mais chocante revela-se por vezes e é condenada, enquanto as vítimas são temporariamente celebradas pela sua coragem em protestar. Os piores predadores pedem desculpa, desistem dos seus iates e mansões e são substituídos por novas encarnações com os mesmos poderes e as mesmas estruturas em vigor que facilitaram o abuso. Políticos correm a abraçar as vítimas numa espécie de " Síndrome de Munchausen por Procuração" dos políticos e dos media quando alguém considera o seu próprio papel como facilitador desta desumanização.

O problema não é meramente de canalhas individuais corruptos e pervertidos: É a hierarquia da desigualdade que produz e reproduz uma oferta infindável de trabalhadores vulneráveis para explorar e abusar.

As formas mais avançadas de entretenimento vicejam num ambiente de absoluta impunidade no qual a revelação ocasional de abuso ou corrupção é ocultada atrás de um pagamento monetário. A coragem de uma vítima individual capaz de atrair atenção pública é um passo em frente, mas terá maior significado se for organizada e ligada a um desafio maciço ao poder da indústria do entretenimento burguês e ao sistema de exploração de alta tecnologia. O abuso sexual de um indivíduo no lugar de trabalho é apenas parte de uma cadeia que começa com a exploração dos trabalhadores em geral e só pode ser travada através da sua organização colectiva.

Pode alguém dizer com uma cara séria dizer que os EUA permanecem uma nação de cidadãos livres e autónomos? A servidão e a degradação moral são o resultado de uma classe trabalhadora atomizada e impotente que pode [apenas] mudar de um patrão para outro ou de um presidente vulgar para um moralista hipócrita. Esperamos que as denúncias iniciem algo, mas sem organizações com consciência de classe não sabemos o que surgirá.
Fonte: https://jornalggn.com.br/blog/antonio-ateu/eua-servidao-e-degradacao-moral-por-james-petras

Temer vai criar Ministério da Segurança Pública e quer Beltrame no comando. Tudo a ver

1ª página de O Dia com acusação de improbidade contra Beltrame
Tempo estimado de leitura: 70 segundos 


A notícia começou pela Folha e se espalhou pelo restante da mídia corporativa. O golpista Temer vai criar o Ministério da Segurança Pública (mas ele não chegou ao poder, por intermédio de um golpe de Estado, prometendo enxugar o número de ministérios?) e mandou sondar José Mariano Beltrame para ver se ele topa o cargo. Tudo a ver.

Beltrame foi secretário de Segurança do Rio durante 10 anos: nos dois governos Cabral e nos primeiros dois anos de Pezão. Saiu quando sentiu o cheiro de borracha queimada se aproximar de sua cadeira. Antes, havia sido chefe da Inteligência na PF e da Interpol.

Por que digo que Beltrame é o nome certo de Temer para o cargo? Porque ele passou 10 anos à frente da Segurança no Rio, com todas as informações da inteligência das polícias civil, militar, rodoviária, federal à sua disposição e não viu nada da escandalosa corrupção do governo Cabral.

Em momento algum ele sentiu que havia algo de errado naquela movimentação de dinheiro (a quadrilha de Cabral chegava a usar carro-forte de transporte de dinheiro) pra lá e pra cá. E Beltrame não viu nada.

Há ainda a acusação de desvio de verbas de sua secretaria, que ainda não chegou até ele, mas vai chegar, no aluguel de carros para a polícia do Rio.

Junto com o novo diretor da Polícia Federal nomeado por Temer, que disse que uma mala carregada com R$ 500 mil não é prova de nada, Beltrame vai completar o time, agora sob a batuta de Moreira Franco, o homem que prometeu acabar com a violência do Rio em seis meses, quando foi governador, e o que fez foi começar o desmonte dos CIEPS (os populares "brizolões", escolas em tempo integral), o que contribuiu, e muito, para alavancar a violência que impera hoje no estado.

Fonte: Blog do Mello.

PUBLICITÁRIOS DE TEMER SE ESBALDAM NA GLOBO, QUE APOIA MILITARES NO RIO

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Intervenção militar: pobre Rio, tão longe de Deus, tão perto da Globo e do Crivella. Por Kiko Nogueira

Por
 Kiko Nogueira
 
Pobre Rio de Janeiro, tão longe de Deus, tão perto da Globo e do Crivella.
A decisão de Michel Temer de decretar a intervenção militar no Rio atende, sobretudo, à Globo. 
Na draga, ele tenta dar uma demonstração de força de olho, também, nas eleições de 2018.
“Decidimos ontem à noite  com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, pela continuidade da Reforma da Previdência. Quando houver votos, farei cessar a intervenção”, afirmou.
Desde a redemocratização isso não ocorria. Não vai dar em nada, apenas em choque e pavor.
Vai deixar feliz a malta de cidadãos de bem que acham que os soldados vão subir o morro, matar os bandidos e transformar a cidade em Miami.
Oficialmente, a decisão foi tomada depois da constatação de que havia “uma metástase da violência” que contaminou o estado.
A situação ficou explícita durante o Carnaval, segundo um ministro contou ao colunista do G1 Gerson Camarotti.
Foi quando optou-se pelo “terceiro remédio mais forte que há na Constituição”.  Os outros dois são o estado de defesa e o estado de sítio.
Pezão, fraco e sem caráter, se submeteu.
O bispo Marcelo Crivella, uma excrescência da Igreja Universal, mandou um recado da Europa, onde ele está passeando, parabenizando Temer e alegando que “já havia feito pedido semelhante”.
Crivella é um inepto — mas é chocante como a Globo vive de espalhar o pânico no Rio. Se tivesse um aliado na prefeitura, não seria assim.
Ao longo do feriado, a emissora deu em detalhes cada assalto, cada tragédia, cada alagamento, sem descanso.
É evidente que a criminalidade no Rio é alarmante — mas daí a martelar isso, e não possíveis saídas, 24 horas por dia na GloboNews são outros quinhentos.
A Globo se orgulha de suas raízes cariocas. Ganhou dinheiro público de todos os governos corruptos, no âmbito municipal e no estadual.
A mesma coisa com a CBF e os bicheiros e traficantes do Carnaval. Cobre como festa, fatura milhões — e depois denuncia, como se não tivesse nada com isso.
O triplex de Roberto Marinho vendido para Aniz Abraão David, patrono da Beija Flor, ilustra essa relação promíscua.
Com uma medida estúpida, supostamente corajosa, e que não resolverá absolutamente nada, Temer tenta agradar a emissora da qual é parceiro e refém.
Logo mais sai um editorial no jornal da família Marinho o elogiando.
Pobre carioca. Pobre Rio de Janeiro. Pobre Brasil.