domingo, 18 de março de 2018

Juca Kfouri: “Ou o Brasil retoma seu destino já ou o fascismo vencerá e não haverá a quem se queixar”

Juca Kfouri: “Desta vez os executores erraram demais a mão, porque assassinaram uma vereadora eleita por quase 50 mil pessoas” – Foto: Pedro França/Agência Senado
Em seu comentário para o Jornal da CBN desta sexta (16), o jornalista lembrou Marielle: “Ela era uma lutadora pela igualdade, pelos Direitos Humanos que bestas feras insistem em menosprezar”
O jornalista Juca Kfouri, em seu comentário no quadro Momento do Esporte para o Jornal da CBN desta sexta-feira (16), lembrou o assassinato da socióloga Marielle Franco: “Enquanto transcorria no Rio o velório de Marielle Franco, Michel Temer brincava com uma bola de basquete em uma solenidade em Brasília. Antes de começar o ato, ele pediu um minuto de silêncio. Pouco depois, sorria sem pudor”.

Em outro trecho, Juca disse: “Mais uma mulher negra e pobre estava morta em execução sumária. Desta vez os executores erraram demais a mão, porque assassinaram uma vereadora eleita por quase 50 mil pessoas. E o país a elegeu imediatamente como símbolo da barbárie da democracia golpeada para que os privilégios de mais de 500 anos se perpetuem”.
“Marielle era uma lutadora pela igualdade, pelos Direitos Humanos que bestas feras insistem em menosprezar. Matar aqui no Brasil é fácil. Algumas mortes, porém, têm o condão de despertar a indignação da Nação e exigir um basta.Assim foi quando o jornalista Vladimir Herzog foi torturado até a morte nas masmorras da polícia política da ditadura de 1964, em 1975. Que assim seja também agora”.
“Ou o Brasil retoma seu destino já ou o fascismo vencerá e não haverá a quem se queixar. A grande mão que assassinou Marielle é muito maior que as mãos de seus executores. Não é a mão que enterra uma bola na cesta ou salva um gol decisivo. É a mão que encerra o sonho de construirmos um país livre e justo. São as nossas mãos, sem o sangue dos inocentes, que podem levar tal missão adiante. Mãos à obra! Desesperar jamais”, completou.
Fonte: Revista Fórum

Carro suspeito de ter sido utilizado no assassinato de Marielle é encontrado em MG

Às 21h07, o vídeo de uma câmera na Av. Salvador de Sá mostra o carro branco onde estava Marielle passando e sendo seguido por dois veículos de cor prata – Foto: Reprodução/TV Globo
Polícia da cidade de Ubá aguarda a chegada da equipe da perícia do Rio de Janeiro para fazer a vistoria no veículo.
Um dos carros suspeitos de terem sido utilizados no assassinato da socióloga e vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi apreendido pela Polícia da cidade de Ubá, em Minas Gerais, entre o final da noite deste sábado (17) e a madrugada deste domingo (18), de acordo com informações do G1. O delegado Alexandrino Rosa de Souza informou que uma denúncia anônima feita à Polícia Civil do Rio de Janeiro indicou a localização do veículo na cidade da Zona da Mata. Uma equipe da perícia do Rio está a caminho do local
No sábado, novas imagens obtidas com exclusividade pela TV Globo, indicam parte do trajeto do veículo onde estavam a vereadora Marielle o motorista Anderson Gomes antes de serem mortos na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, no Centro do Rio, na quarta-feira (14). Às 21h07, o vídeo de uma câmera na Av. Salvador de Sá mostra o carro branco onde estava Marielle passando e sendo seguido por dois veículos de cor prata.
A Polícia Civil confirmou que a avenida faz parte das vias percorridas por Marielle na noite do crime. A Divisão de Homicídios já tem todo o trajeto registrado por imagens de câmeras de segurança. A polícia investiga também se os assassinos de Marielle começaram a monitorar a vereadora pelas redes sociais, já que ela fez uma convocação na internet um dia antes do evento da Rua dos Inválidos, de onde saiu antes de ser assassinada.
Fonte: REVISTA FÓRUM

sexta-feira, 16 de março de 2018

“Tráfico não opera da forma como Marielle foi executada”, diz delegado da polícia civil do Rio

Carro em que Marielle estava quando foi baleada (Foto: Divulgação)
Publicado na RFI
POR MARIA EMILIA ALENCAR
Orlando Zaccone, delegado da polícia civil do Rio de Janeiro, faz parte de um grupo de policiais civis e militares suprapartidário, autointitulado “Policiais Antifascismo”, que propõe o debate de uma nova política de segurança, tendo a garantia dos direitos humanos como prioridade. Para ele, a morte de Marielle Franco tem forte conotação política.
O delegado participa do Fórum Social Internacional, em Salvador (BA), e falou com exclusividade para a RFI Brasil.
RFI: O senhor acha que foi uma execução?
Orlando Zaccone: Pelas primeiras informações, a forma como os disparos foram efetuados, como a ação ocorreu, a probabilidade é imensa de ter sido uma execução. Isso abre um campo para o debate político, onde temos dados de que o Brasil é um dos países onde militantes de direitos humanos estão em situação de risco e onde há mais números de homicídios no setor. No caso da Marielle, nós teríamos ainda um aspecto específico. Ela não era uma defensora dos direitos humanos de gabinete. Ela era uma pessoa, uma mulher negra, com origem na favela da Maré, e ela colocou toda a sua militância, mesmo como parlamentar, dentro das comunidades. Nós aqui do Rio de Janeiro já tínhamos notícias, há pelo menos mais de dois anos, de ameaças constantes a coletivos de jovens que militam pelos direitos humanos dentro das favelas. A execução da vereadora Marielle apresenta um quadro político onde o acirramento da disputa política no Brasil passa pela ideia de que precisamos estender a ordem constitucional e suspender direitos humanos para garantir a governabilidade. Isso é algo que tem sido construído pelo menos desde a década de 90, através do discurso de que direitos humanos atrapalham a segurança pública. Isso associa como inimigos os defensores dos direitos humanos. É bastante provável que essa execução tenha motivação nas atividades desenvolvidas pela vereadora Marielle na luta pelos direitos humanos.
RFI: Marielle fazia parte de uma comissão e já tinha mostrado uma posição muito crítica em relação à intervenção militar no Rio de Janeiro. O assassinato teria relação com essa posição?
OZ: Não é possível fazer essa afirmação neste momento. O que pode ser dito e construído politicamente é que existe, junto com a chegada da intervenção militar, um discurso que aponta para a restrição de direitos nas comunidades. Isso vem com a movimentação que os militares estão fazendo, para que sejam construídas, em pautas legislativas, a suspensão de direitos e garantias dentro das comunidades, como é a questão do mandado de busca coletivo, a questão da lei do abate, que permite que uma pessoa que seja suspeita de portar uma arma, possa ser atingida letalmente numa ação policial. Então nós temos aí, na chegada da intervenção, um reforço do discurso de que temos que restringir direitos e garantias individuais para a manutenção de uma certa ordem. Nesse contexto, aqueles que se opõem a essa construção, passam a estar no outro campo político.
RFI: Quando o senhor fala em “aqueles que se opõem”, podemos nos referir a quem? A carteis do tráfico, a grupos militares, paramilitares, forças extremistas?
OZ: A ideia que se constrói em relação aos que se opõem é que são criminosos – traficantes, milicianos – e aí você joga no mesmo pacote aqueles que defendem políticas de direitos humanos. Ou seja, você joga, ao lado de traficantes e milicianos, os defensores de direitos humanos. Aí você constrói esses últimos como inimigos. A partir do momento que você localiza interesses contrários à intervenção em grupos criminosos, sejam de traficantes de drogas, sejam de milicianos, e a partir do momento que você tem defensores de direitos humanos contra a forma com que está sendo construída a intervenção, é muito fácil você construir que os defensores de direitos humanos estão ao lado de criminosos.
RFI: Estamos vendo forças extremistas a favor da candidatura de Jair Bolsonaro, que são de uma extrema virulência contra as normas democráticas e contra defensores de minorias. O que aconteceu poderia ser uma exacerbação da ação desses extremistas, que vêm ganhando terreno?
OZ: Sim, o trabalho deles é de muitos anos, com a elaboração de que temos, de um lado, os defensores dos direitos humanos, e, do outro, a ordem, a segurança. Vem se construindo, desde os anos 1990, de que a defesa dos direitos humanos é um estorvo para a segurança pública, para a ordem. Ou seja, se constrói, no ambiente social, que os direitos humanos atrapalham a segurança pública. E o discurso, portanto, extremista, que quer suspender a ordem constitucional para estabelecer uma certa ordem, ganha impulso. Isso contribui evidentemente para que grupos que objetivem ações como essas, que no Brasil não são casos isolados, uma vez que somos um dos países com maiores índices de violência contra defensores de direitos humanos. Isso é muito grave. A Marielle não ficava em gabinete, não era de uma ONG, mas uma parlamentar que ia para as comunidades, conversava com a população pobre, que é o alvo dessas políticas de suspensão. Ela, por conta disso, da sua origem, da sua condição de mulher, negra, passa a ser um alvo potencializado.
RFI: Então o senhor acha que esse crime foi contra a Marielle defensora dos direitos humanos ou é também contra a Marielle mulher e negra, que incomoda?
OZ: Sim, isso é um contexto só. Essa separação não deve existir, pois a defesa dos direitos humanos contempla a questão de gênero, de raça. Ela tinha a vivência da favela, sabia como a polícia operava nesse ambiente, trazia as denúncias de pessoas que estavam lá dentro. Ela não era só um discurso favorável aos direitos humanos.  Ela era um discurso que apontava a forma como esses direitos humanos estão sendo constantemente violados dentro das favelas. Por isso ela passou a ser um alvo. Embora a gente ainda não tenha a conclusão das investigações, tudo aponta que há uma motivação política por trás dessa execução. E digo mais uma coisa: espero que eu esteja enganado.
RFI: Poderia existir alguma participação do narcotráfico?
OZ: Para ser sincero, o tráfico não opera da forma como se deu a mecânica da execução da Marielle. O carro emparelhou, eles observaram o interior do veículo, concentraram todos os tiros na Marielle. O tráfico opera de uma outra forma. Iam sequestrar o carro, levar para dentro de uma comunidade, iam fazer micro-ondas [no jargão policial: colocar vítima dentro de um pneu e atear fogo]. Não existe nenhuma informação em concreto que justifique a possibilidade disso ter sido praticado sem motivação política. Tudo aponta para uma ação de retaliação. Mas, repito, espero do fundo do coração que eu esteja errado.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

Na hora que isto aqui explodir, Ruanda vai ser pouco

POR EUGÊNIO ARAGÃO, ex-ministro da Justiça

“Terror? Niemals. Es ist Sozialhygiene. Wir nehmen diese Individuen aus dem Umlauf, wie ein Mediziner einen Bazillus aus dem Umlauf nimmt.”
[Trad. “Terror? Jamais! Isso é higiene social. Nos retiramos esses indivíduos de circulação, como um médico retira um bacilo de circulação.”] – Benito Mussolini, apud Joseph Goebbels, citado no artigo “Der Jude”, in Der Angriff, 21.1.1929.
Segunda feira estive no Rio de Janeiro para um debate sobre a intervenção militar. Entre os debatedores estava Buba, moradora de Acari e ativista comunitária. Seu relato sobre a situação dos moradores de favelas e da periferia me deixou sem palavras. Não tinha nada a dizer diante do descalabro do drama vivido por essa enorme maioria de brasileiras e brasileiros, espremidos entre as balas da polícia-bandida e do tráfico opressor.
Buba vive perto de um beco que exala fedor de sangue coagulado, suor e fezes. Lá é frequente serem “desovados” cadáveres de moradores sumariamente executados pela criminosa repressão e pela repressão dos criminosos. A morte a tiros ali é rotina e, como disse Buba, não sabem os moradores diferenciar entre o que é uma ditadura e a tal “democracia” por que clama a burguesia da Zona Sul, ávida por consumir e viajar a Miami e Europa. Em Acari não há democracia e nunca houve, seja com Lula, com Dilma ou com os golpistas de hoje.
A execução da vereadora Marielle Franco causou-nos comoção. Figura pública, lutadora contra a violência e pelos direitos LGBT, tinha muito a contribuir para o Brasil e para o Rio de Janeiro em especial. Foi assassinada covardemente por quem certamente não estava gostando de sua atuação à frente de comissão de monitoramento da intervenção militar no Rio. Denunciou com veemência a violência letal em Acari e por isso morreu a tiros. Os moradores do bairro de certo a pranteiam, mas encaram sua morte como apenas mais um triste sinistro da rotina de execuções que experimentam cotidianamente.
O que o povo do asfalto não consegue assimilar da sua redoma de bem-estar é que Acari constitui a maior parte do Brasil. É como vive a grande massa de nossas patrícias e nossos patrícios no entorno de Brasília, na Baixada Santista, nos Alagados de Salvador; é na Zona Sul de São Paulo, em Santa Rita ao lado de João Pessoa, no Complexo do Curado em Recife… e por aí vai.
Brasileiras e brasileiros, em sua maioria, vivem com o reto na mão, não sabendo se hoje será, ele ou ela, escolhida para morrer a bala. E entre um tiroteio e outro têm que trabalhar, cuidar da família, pagar impostos e cumprir com suas obrigações cívicas. Tempo para fazer política, se instruir, para participar de debates não têm. Acordam cedo, se espremem suados em péssimas conduções públicas, se alimentam mal e chegam a altas horas da noite da labuta diária, para, depois, serem chamados de vagabundos por escravocratas endinheirados, meganhas, bandidos ou governantes que não lhes permitem aposentar. Alguns preferem, até, dormir na sarjeta, perto do local de seu trabalho, não porque não tenham teto ou sejam moradores de rua, mas porque o transporte para casa é tão caro, que subtrairia parte significativa do sustento familiar. Em São Paulo, são acordados com jatos de água gelada a mando do prefeito milionário que acha que pobreza ofende a estética urbana.
A violência urbana, entre nós, é fruto e instrumento do apartheid social a que nossa paleo-escravocracia cultiva. No asfalto, acostumamo-nos à indiferença pela pobreza, dividimos a sociedade entre ganhadores e perdedores sem qualquer remorso. Os mais aquinhoados se cercam de muros e arame eletrificado, andam em carros blindados, para que os que supõem perdedores não os vejam e neles não se encostem.
A justiça de classe enche as cadeias de miseráveis, vistos como perigo em potencial para a manutenção do status quo. As penitenciárias e os presídios são verdadeiros aterros sanitários de gente, lixeiras da sociedade. Pouco interessa se onde cabem dez venham a se espremer sessenta ou setenta baratas humanas. Os juízes e promotores que os pilam ali estão mais preocupados com seus auxílios-moradia, seus carrões e as viagens duas ou três vezes ao ano para o exterior.
É, o povo do asfalto, um amontoado de limpinhos e cheirosos cercados de lixo e excremento. E vivem felizes com esse descaso, de dedo em riste contra qualquer político de esquerda que coloque essa realidade em cheque. Presidentes da República, então, que fazem um mínimo de esforço para diminuir o peso nos lombos da massa, são destituídos e perseguidos, acusados de corruptos pelos operadores do direito mais decaídos da história do Brasil.
E così la nave va.
Por que tem-se a certeza de que isso não mudará nunca? Será que os de cima da carne seca estão tão certos de sua impunidade, como poderosos que são? Afinal, quando a plebe for muito atrevida e se mexer mais do que seria “razoável” tolerar, decreta-se intervenção com uso das forças armadas, outra instituição que aceita bem seu papel da ditadura de classe. O pobre então recebe o tratamento de inimigo e seu bairro é chamado de terreno hostil. O resto é só mandar bala para acabar com os topetudos. Para isso, o comandante exige regras de engajamento robustas que nem em operação de uso de força imposta pelo Conselho de Segurança da ONU – triscou na repressão, morre!
É da natureza de forças armadas se apegarem ao direito de matar. Assim, além da polícia bandida e do tráfico opressor, a população marginalizada tem que aturar a tropa do exército apoiada por ar, a transformar sua vida num campo de batalha sem lei.
O que não pode deixar de estranhar é o fato de haver atores sedizentes de esquerda que, talvez por medo de perderem votos ao irem contra a maré midiática, apoiam a intervenção militar como uma “necessidade” para acalmar o Rio de Janeiro. Isso é conversa tão velha quanto a repressão dos desvalidos no Brasil. E nunca funcionou para controlar a violência urbana.
Vale a frase atribuída a Lafayette, “com baionetas pode-se fazer quase tudo, menos sentar-se em cima delas”. O que é preciso para “acalmar” não é mais tiro, não é mais bala. É política social urgente para devolver a humanidade às comunidades escolhidas para serem o lixo de nossa escravocracia. É preciso médico, professor, lazer, saneamento e urbanização que recupere a autoestima dos marginalizados. É imperioso abolir a escravidão na prática e em definitivo.


Pois, se assim não for, bala chama bala, violência chama violência. Os oprimidos são a maioria e se não quiserem mais continuar nessa condição, vão ter que se aprumar e reagir. O ódio que neles foi cultivado por séculos a fio sairá, então, de uma vez só, como um grito de “basta!”, com um vulcão em erupção a tragar com sua lava tudo que encontra pela frente. Que se cuidem nossos garbosos cheirosos, as instituições da ditadura de classe que os apoiam, pois Ruanda será fichinha diante do que nos espera. E não haverá Conselho de Segurança capaz de editar regras de engajamento para garantir o poder dos ricos.
Fonte> diariodocentrodomundo.com

quinta-feira, 15 de março de 2018

A luta de Marielle: um mandato dedicado aos direitos humanos

Marielle.jpg
Reprodução/Facebook
Vereadora assassinada no Rio apresentou 16 projetos em um ano, sendo uma das mais atuantes da Câmara carioca.

"A gente tem lado, tem classe e tem identificação de gênero." Com essas palavras, Marielle Franco discursou pela primeira vez no plenário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, no início de 2017. "É dessa forma, a partir das soluções coletivas, que a gente vai traçar esse mandato. É isso que nos coloca enquanto mulher negra, origem na Favela da Maré, com o debate de valorização das identidades", acrescentou. O projeto foi abrupta e tragicamente interrompido pouco mais de um ano depois, com o assassinato da vereadora, de 38 anos, e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, no centro da capital fluminense.   

Em pouco tempo de mandato, no entanto, Marielle se apresentou para a luta de forma intensa. Com 16 projetos de lei registrados, ela foi uma das mais atuantes no período, enquanto se desdobrava para manter a presença nos encontros com a comunidade. Nos planos do mandato, as pautas pelas quais sempre lutou: defesa dos direitos humanos, feminismo, defesa da população negra e combate à homofobia.

Leia também:

Como consequência dessa atuação, ela se envolveu diretamente na fiscalização da atuação das polícias e, posteriormente, na tentativa de monitoramento da ação das Forças Armadas durante a intervenção decretada pelo governo Temer - tornando-se relatora da Comissão de Representação para representar a Câmara Municipal em Brasília para acompanhar a Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Quatro dias antes de ser assassinada, Marielle lançou luz sobre abusos cometidos em Acari pelo 41° Batalhão da Polícia Militar - o batalhão, que fica em Irajá, é o que mais mata no Estado. Em março do ano passado, dois policiais do 41º já haviam sido presos por terem executado um homem em frente à Escola Municipal Daniel Piza, numa ação durante a qual a adolescente Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, também morreu ao ser atingida por disparo.


Além da mensagem sobre os PMs de Irajá, Marielle postou nos últimos dias contra a morte de Matheus Melo, morto no Jacarezinho - segundo a tia do rapaz, ele foi assassinado por policiais militares.

Marielle Franco
na terça
Mais um que pode estar entrando para a conta de homicídios da polícia. Quantos jovens precisarão morrer para que essa guerra aos pobres acabe?
Matheus Melo, de 23 anos, frequentava a Igreja Evangélica Missão da Fé, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, onde havia sido consagrado auxiliar de obreiro —...
EXTRA.GLOBO.COM
Atos públicos foram convocados para ocorrer na tarde desta quinta-feira em diferentes cidades do país após a notícia da morte de Marielle. Em São Paulo, a concentração está marcada para o MASP, na Avenida Paulista, às 17h. No Rio, o ato foi iniciado às 11h, horário de início do velório de Marielle, na Câmara Municipal.
"Neste momento em que a democracia se coloca frágil, se questiona se vai ter processo eleitoral ou não, onde a gente vê todos os escândalos com relação ao Parlamento, falar das mulheres que lutam pela outra forma de fazer política no processo democrático é fundamental". Foram algumas das últimas palavras pronunciadas por Marielle na Câmara, horas antes de seu assassinato. E é uma das bandeiras levantadas pela militância de esquerda pouco após a notícia da morte: "Marielle, presente!"  

Confira abaixo os principais projetos de lei apresentados por Marielle Franco: 

00711/2018
CRIA O PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL DO FUNK TRADICIONAL CARIOCA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

00642/2017
INSTITUI A ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA PARA PROJETO E CONSTRUÇÃO DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PARA AS FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

00555/2017
CRIA O DOSSIÊ MULHER CARIOCA NA FORMA QUE ESPECIFICA E DÁ PROVIDÊNCIAS

00515/2017
INSTITUI O PROGRAMA DE EFETIVAÇÃO DAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 

00493/2017
ESTABELECE PRIORIDADE PARA PAGAMENTO DOS SERVIDORES ATIVOS, INATIVOS E PENSIONISTAS, NA FORMA QUE MENCIONA

00437/2017
RESTRINGE O OBJETO DE CONTRATOS DE GESTÃO CELEBRADOS ENTRE O MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁREA DE SAÚDE, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

00417/2017
CRIA A CAMPANHA PERMANENTE DE CONSCIENTIZAÇÃO E ENFRENTAMENTO AO ASSÉDIO E VIOLÊNCIA SEXUAL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

00288/2017
INCLUI O DIA MUNICIPAL DE LUTA CONTRA O ENCARCERAMENTO DA JUVENTUDE NEGRA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00103/2017
INCLUI O DIA DE TEREZA DE BENGUELA E DA MULHER NEGRA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00082/2017
INCLUI O DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00072/2017
INCLUI O DIA DA LUTA CONTRA A HOMOFOBIA, LESBOFOBIA, BIFOBIA E TRANSFOBIA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00017/2017
INSTITUI O PROGRAMA ESPAÇO INFANTIL NOTURNO - ATENDIMENTO À PRIMEIRA INFÂNCIA - NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

00016/2017
INSTITUI O PROGRAMA DE ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTO LEGAL E JURIDICAMENTE AUTORIZADO NO AMBITO DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO

Fonte: CARTA CAPITAL

terça-feira, 13 de março de 2018

Clipping Internacional - LEIAM VÁRIAS MATÉRIAS EM UM SÓ LUGAR!

Reprodução
Por CARTA MAIOR

100 anos de intromissão dos EUA em outros países mudando regimes, do Irã à Nicarágua para o Havaí e Cuba. Como o conselheiro especial Robert Mueller continua sua pesquisa na intromissão russa nas eleições de 2016, resolvemos examinar o registro de Washington de se intrometer em eleições em todo o mundo. Por uma contagem, os Estados Unidos interferiram em mais de 80 eleições estrangeiras entre 1946 e 2000. E isso não conta com golpes e invasões apoiados pelos EUA

OUTRAS NOTÍCIAS DO MUNDO 
DEMOCRACY NOW, EUA
100 anos de intromissão dos EUA em outros países mudando regimes, do Irã à Nicarágua para o Havaí e Cuba. Como o conselheiro especial Robert Mueller continua sua pesquisa na intromissão russa nas eleições de 2016, resolvemos examinar o registro de Washington de se intrometer em eleições em todo o mundo. Por uma contagem, os Estados Unidos interferiram em mais de 80 eleições estrangeiras entre 1946 e 2000. E isso não conta com golpes e invasões apoiados pelos Estados Unidos. 
ESQUERDA.NET, PORTUGAL
M5S, um novo partido “apanha todos” e a esquerda à procura de credibilidade. A fuga do eleitorado de centro-esquerda para o Movimento 5 Estrelas e a hegemonia da direita xenófoba no centro-direita são a herança deixada por Renzi e Napolitano
LA VANGUARDIA, ESPANHA
A Frente Nacional de Marine Le Pen passará a se chamar Reagrupação Nacional. O novo nome está associado a o nome de um partido colaboracionista nazista na França ocupada entre 1941 e 1944. O partido então se chamava Reagrupação Nacional Popular. Abriu-se nova crise na antiga Frente de Marine Le Pen, ao que tudo indica, em desacordo com o novo nome.
THE GUARDIAN, INGLATERRA
Milícia Nacional da Ucrânia: "Nós não somos neonazistas, só queremos tornar nosso país melhor". O grupo ultranacionalista com ligações neonazistas diz que foi levado a ação pela impotência da política.
PÁGINA 12, ARGENTINA
Cinco anos de papado de Francisco. Os traços deixados pelo papa Francisco após cinco anos. Francisco transformou Bergoglio, radicalizou sua perspectiva em favor dos pobres, dos excluídos e dos seus direitos. Seus gestos e mensagens podem ser vistos desde a primeira viagem a Lampedusa, terra imigrante. Seu discurso sobre "os três Ts" na Bolívia foi memorável.
LE MONDE, FRANÇA
Cinco anos após sua eleição, o papa Francisco quer mais mudar as práticas que a doutrina. Diante da resistência dos conservadores, o Sumo Pontífice move o Vaticano mudando suas estruturas e empurrando-o para se abrir para fora.
EL PAÍS, ESPANHA
América Latina se queda sin presidentas. Con la salida de Michelle Bachelet como mandataria de Chile, la región se queda sin mujeres en la jefatura del Estado. Foram cinco: Bachelet no Chile; Dilma Rousseff no Brasil; Cristina Kirshner na Argentina; Laura Chinchilla na Costa Rica; e Myreia Moscoso no Panamá.
THE NEW REPUBLIC, EUA
Os republicanos já estão se acusando mutuamente na eleição especial da Pensilvânia.  Condor Lamb, um democrata, não deveria ter qualquer chance no 18o distrito da Pensilvânia. O distrito votou em Mitt Romney por 17 pontos em 2012 e por Donald Trump em 2016. Mas com menos de 24 horas até as pesquisas abrirem, Lamb está  empatado com Rick Saccone, o republicano que corre para preencher o assento de Tim Murphy, que renunciou depois que revelou que ele tinha uma amante e pediu-lhe que tivesse um aborto.
LA REPUBBLICA, ITÁLIA
Bombas no Texas. Um menino morto e duas mulheres feridas. Horas depois uma segunda explosão deixando outra mulher ferida. Os dois episódios, de acordo com a polícia, podem estar ligados a uma outra explosão ocorrida há uma semana em que morreu um homem. A polícia especula sobre uma motivação racial para os episódios. Todas as vítimas eram negros.
WASHINGTON POST, EUA
Trump bloqueia a proposta da Broadcom, sediada em Cingapura de US $ 117 bilhões para a Qualcomm, norte-americana, alegando questões de segurança nacional, em movimento incomum. Em sua ordem presidencial, Trump citou "evidências acreditáveis" de que a aquisição "ameaça prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos". A fusão teria colocado um dos maiores fabricantes de chips móveis da América nas mãos de uma empresa com sede na Ásia, uma região que vem correndo contra as empresas americanas para desenvolver a próxima geração de tecnologia móvel.
EURONEWS, PORTUGAL
EUA ameaçam com intervenção na Síria, Rússia promete contra-atacar. Nikki Haley garante que o Pentágono está pronto para agir na Síria se as Nações Unidas falharem na implementação do cessar-fogo em Ghouta Oriental. Rússia responde a Washington.
EL ESPECTADOR, COLOMBIA
Trudeau, primeiro ministro do Canadá, convoca Trump e pede explicações pela “guerra econômica”. Ele manifestou-se preocupado sobre as intenções de Trump ao elevar as tarifas do aço e do alumínio. O maior fornecedor desses produtos dos Estados Unidos é o Canadá.
NOTÍCIAS SOBRE O BRASIL
EL PAÍS, ESPANHA
Brasil no vácuo. A incerteza eleitoral se agiganta pela consolidação da condenação de Lula após o STJ ter deixado livre a possibilidade de sua prisão apenas com a condenação em segunda instância.

Fonte: Carta MAIOR

segunda-feira, 12 de março de 2018

Os militares estão voltando a dar as cartas na América Latina?

Após anos de confrontação na sociedade brasileira, corroída pela corrupção, que afeta também Michel Temer, não se descarta um golpe militar à moda antiga, que implementaria uma severa repressão contra partidos de esquerda, deixando apenas Nicarágua, Equador e Bolívia como os únicos países fora do eixo rearmado pelos EUA

O Brexit e o triunfo de Trump ficarão marcados na história como o ponto que encerrou o “cenário teleológico” no qual a finalidade dos processos criativos era planejada por modelos finitos, que podiam moldar ou simular vários futuros alternativos e nos que primava a intenção, o propósito e a previsão, o que agora foi substituído pelo “cenário teleonômico”, marcado por doses extremas de volatilidade. Assim, assistiremos o final da hegemonia dos Estados Unidos e de seu papel de guardião, que dará lugar a uma nova doutrina multipolar, uma geopolítica baseada no reequilíbrio entre o trio Estados Unidos, China e Rússia (G3), o que, na América Latina, tende a significar uma nova onda involucionista, com o inequívoco objetivo de derrubar os governos insubmissos aos interesses norte-americanos e dar lugar a renovados regimes militares autocráticos, o que afetará países como Brasil, Venezuela, Equador, Nicarágua e Bolívia.

México, o Estado falido

Devido ao “caos construtivo” exportado pelos Estados Unidos, e plasmado na guerra contra os cartéis do narcotráfico – que se fortaleceu no país a partir de 2006 –, o México passou a ser um Estado falido, tendo como grande paradigma a Cidade de Juárez, a mais insegura do mundo, com uma média anual de mortes violentas superior ao total do Afeganistão em 2009. Para evitar o previsível auge dos movimentos revolucionários anti estadunidenses, acontecerá um processo de intensificação da instabilidade interna do México, até completar sua total balcanização e submissão aos ditados norte-americanos. Assim, a política anti imigração de Trump, aliada ao protecionismo econômico – com a redefinição do NAFTA, o tratado de livre comércio da América do Norte – e a implementação de taxas aduaneiras aos produtos mexicanos, levará a uma severa constrição das exportações de produtos mexicanos aos Estados Unidos, e também da entrada de remessas de dólares ao México, o que poderia aprofundar a crise econômica e social, desencadeando conflitos e distúrbios sociais, além de uma provável regressão das liberdades democráticas e um possível regresso a cenários que se pensavam já superados, como a intervenção do Exército nas instituições, como “garantia da ordem constitucional”.

Cuba e a Crise dos Mísseis

Na suposição de que Donald Trump mantenha intacto o anacrônico embargo sobre a ilha, poderia surgir o desapego afetivo do regime cubano a respeito dos Estados Unidos, e será aproveitado pelo hábil estrategista geopolítico Vladimir Putin para assinar um novo tratado de colaboração militar russo-cubana (rememorando o Pacto Secreto assinado em 1960, em Moscou entre Fidel Castro e Nikita Khrushchov) que incluiria a instalação de uma base de radares na abandonada base militar de Lourdes, para escutar comodamente os sussurros de Washington, além de outras bases dotadas com mísseis Iskander, podendo reviver a famosa Crise dos Mísseis de outubro de 1962, e a posterior assinatura do Acordo de Suspensão de Provas Nucleares, entre Khrushchov e Kennedy.

Nicarágua na mira do Pentágono

A China havia assumido o desafio de construir um novo canal na Nicarágua (Grande Canal Interoceânico) – similar ao canal do istmo de Kra, que tem projetado para a região entre Tailândia e Birmânia, buscando driblar o Estreito de Malaca, que se tornou uma via marítima saturada e afetada por ataques de piratas. Em 2010, foi inaugurado o gasoduto que une a China com o Turcomenistão, que rodeia a Rússia, para evitar que o país seja dependente da Rússia energeticamente, ao mesmo tempo em que diversifica suas compras. Com tudo isso, os Estados Unidos pretendem desestabilizar o governo de Daniel Ortega, dentro de sua estratégia geopolítica global de secar as fontes energéticas chinesas. Por outra parte, a instalação, em abril passado, de uma estação de satélites russa em Managua, para “controlar o narcotráfico e estudar os fenômenos naturais” havia provocado o nervosismo do Pentágono, que acusa a Rússia de “estar usando a Nicarágua para criar uma esfera de espionagem militar”, mediante o Sistema Global de Navegação por Satélites (Glonass), o equivalente ao GPS estadunidense. Em consequência, o Congresso norte-americano aprovou recentemente o projeto de lei conhecido como Nica Act (Nicaraguan Investment Conditional, ou “Condicional de Investimentos na Nicarágua”), que segue a estratégia kentiana de congelar os empréstimos internacionais de instituições satélites dos Estados Unidos (Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento) à Nicarágua com o objetivo claro de provocar sua inanição financeira e posterior asfixia econômica.

O futuro incerto da Venezuela

Na Venezuela, a decisão de Maduro de confiscar a planta da General Motors será vista pela Administração Trump como um atentado contra os interesses das multinacionais estadunidenses, cenário que será aproveitado pelo Secretário de Estado Rex Tillerson – que era CEO da Exxon Mobil quando esta foi nacionalizada por Hugo Chávez, em 2007 – para tentar um golpe contra o país sul-americano. A Exxon Mobil formaria parte de um grupo que é um verdadeiro poder entre as sombras, que toma as decisões na política exterior através de Tillerson. A revolução chavista já foi declarada “inimiga perigosa dos Estados Unidos”. Assim, após uma sistemática e intensa campanha desestabilizadora, que incluirá o desabastecimento seletivo de artigos de primeira necessidade, a amplificação nos meios do crescente clima insegurança e das sanções econômicas, poderíamos assistir a uma intervenção mais forte, para acabar de vez com o legado chavista na Venezuela.

Novo governo militar no Brasil?

O Brasil forma parte dos chamados BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e embora se descarta que esses países formam una aliança política como a União Europeia ou a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, em sua sigla em inglês), tais países têm o potencial de formar um bloco econômico com um status maior que o do atual G8 – estima-se que em 2050 essas cinco nações juntas terão mais 40% da população mundial, e um PIB combinado de 34,9 trilhões de dólares). O Brasil tem um papel fundamental neste novo tabuleiro geopolítico desenhado pelos Estados Unidos para a América Latina, já que o considera um aliado potencial na cena global, ao qual poderia apoiar para sua aceitação como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o que levaria a um aumento do peso específico do Brasil na geopolítica mundial, caso o país aceite cumprir a tarefa de ser o guardião dos neoconservadores na América do Sul.

Entretanto, Dilma Rousseff exigiu dos Estados Unidos explicações convincentes sobre as razões da Agência de Segurança Nacional (NSA) para violar as redes de computadores da petroleira estatal Petrobras, o que foi o estopim do “caos construtivo” criado para desestabilizar o país e levar à derrubada do mandato da presidenta. Após anos de confrontação na sociedade brasileira, corroída pela corrupção, que afeta também o atual presidente Michel Temer, não se descarta um golpe militar à moda antiga, que implementaria uma severa repressão contra os partidos de esquerda, deixando apenas Equador, Nicarágua e Bolívia como os únicos países fora do eixo rearmado pelos Estados Unidos, mas que terminariam sendo presas fáceis.

Assim, venceria novamente a máxima perseguida pela Doutrina Monroe: “a América para os americanos”.

Fonte: CARTA MAIOR