Restrição também alcança fornecimento de alimentos no dia do pleito.
Objetivo é impedir qualquer interferência na vontade do eleitor
A Constituição Federal, em seu artigo 14, garante ao eleitor o direito
de votar e escolher seus representantes políticos por meio do voto direto e
secreto. Para garantir esse direito político, a legislação eleitoral estabelece
regras que devem ser obedecidas por partidos e candidatos, muitas com o
objetivo de impedir qualquer tipo de crime eleitoral, como, por exemplo,
tentar interferir na vontade do eleitor.
Um exemplo disso é a proibição de transportar eleitores até o local de
votação. Prática comum no início do século passado, a instalação de seções
eleitorais em fazendas, sítios ou qualquer propriedade rural privada passou a
ser proibida pelo Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965).
A legislação prevê que, no campo ou na cidade, somente a Justiça
Eleitoral poderá fornecer transporte e alimentação no dia da votação. Para não
privar o eleitor que reside nessas localidades do exercício do voto no dia da
eleição, a Lei nº 6.091/1974 – regulamentada
pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 9.641/1974 – passou a
prever o fornecimento de transporte e alimentação a eleitores em zonas rurais.
Conforme a Lei nº 6.091/1974, artigo 1º, “os veículos e embarcações,
devidamente abastecidos e tripulados, pertencentes à União, estados,
territórios e municípios e suas respectivas autarquias e sociedades de economia
mista, excluídos os de uso militar, ficarão à disposição da Justiça Eleitoral
para o transporte gratuito de eleitores em zonas rurais, em dias de eleição”.
Também não se incluem na regra “os veículos e embarcações em número
justificadamente indispensável ao funcionamento de serviço público insusceptível
de interrupção”.
O Código Eleitoral também estabelece que ninguém poderá impedir ou
atrapalhar outra pessoa de votar. Em caso de comprovação, o autor do crime
poderá pegar até seis meses de detenção.
Compra de votos
A partir do registro da candidatura até o dia da eleição, aqueles que
buscam um mandato eletivo devem ter cuidado redobrado com a forma que buscam o
voto do eleitor. Isso porque a legislação prevê que a compra de voto não ocorre
apenas quando o candidato oferece dinheiro em troca. Entende-se por “captação
de sufrágio” a doação, o oferecimento, a promessa ou a entrega, pelo candidato,
ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, de bem ou vantagem pessoal de
qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública. Se tal irregularidade for
comprovada, poderá haver a cassação do registro ou do diploma - caso já tenha
tomado posse - e ainda aplicação de multa. A regra está prevista na Lei das
Eleições Lei nº 9.504/1997 e também no Código Eleitoral.
O general soletrou que às Forças Armadas cabe verificar se o resultado do pleito será aceitável ou não do alto de uma posição de árbitro irrecorrível. O subtexto proclama aos berros a ameaça golpista, reforçada pelas repercussões da entrevista.
Os anos 2016 e 1964 são dos golpes, mas aquele é diferente deste, embora ambos sejam vincados pela tradicional hipocrisia brasileira, pelo apoio praticamente maciço da mídia e pela óbvia presença, por trás de tudo, da casa-grande.
Cinquenta e quatro anos atrás, alegou-se o propósito de “pôr o País em ordem”, estancar a hemorragia inflacionária e impedir a comunistização do Brasil. O golpe dentro do golpe de 1968 multiplicou a fúria ditatorial.
Manteve cinicamente, porém, a presença de dois partidos na arena política e um calendário eleitoral para a renovação do Congresso até uma eleição para o governo dos estados em 1982
Não poderia haver engano em relação à verdadeira natureza da ditadura, mesmo porque o regime torturou e matou, censurou parte da mídia resistente e chegou a enviar seus mestres em tortura para o Chile para prestarem a Pinochet seus precisos serviços.
Já em 2016, a hipocrisia atingiu seu zênite, legalizou-se e mais escancarada ilegalidade com o objetivo final de impedir a candidatura de Lula em 2018. Pela hedionda tramoia atingiram o alvo e nem por isso a vitória eleitoral. O desastre golpista motiva hoje a inquietação dos estrelados.
Alcançamos um momento crucial da nossa atormentada história. A pesquisa mais recente prova que, para desespero dos atuais donos do poder e da mídia nativa, Lula transfere seus votos a Fernando Haddad. Em uma semana depois da oficialização da candidatura, ele já amealhou metade da porcentagem alcançada nas pesquisas pelo ex-presidente ainda candidato.
Gostaria de poder imaginar, como cidadão e jornalista, uma sólida união no campo progressista na hora do embate final de um pleito polarizado abruptamente entre petistas e antipetistas, como escreve Marcos Coimbra na sua coluna à página 33. Permito-me um reparo: entre lulistas e antilulistas.
Recordo as eleições de 1974, em plena ditadura. O generoso MDB do doutor Ulysses abrigava todos os resistentes e venceu em São Paulo e outros estados. Dias após, encontrei em Brasília o general Golbery, chefe da Casa Civil de Ernesto Geisel. Fez questão de sublinhar que aquele resultado sugeria intensificar a chamada abertura.
E o Merlin do Planalto sorriu na ponta dos lábios e comentou, como se falasse consigo mesmo: “Eu sou mesmo um parlapatão”. Logo sofreria o descolamento da retina e por longos meses ficaria longe do governo, até o começo de agosto de 1975, quando Geisel pronunciou o fatídico discurso da “pá de cal”, a significar o enterro da abertura, por mais lenta, gradual e segura que fosse.
Enquanto o doutor Ulysses comparava o nosso ditador com Idi Amin, Golbery previu a escalada do terror de Estado que culminou com a morte de Vlado Herzog e Manuel Fiel Filho.
Após a destituição do general Ednardo D’Ávila Mello, comandante do II Exército, o projeto da abertura foi retomado até a saída do general Figueiredo pela porta dos fundos do Planalto, em março de 1985.
Hoje, diante da calamidade provocada pelo golpe de 2016, a união das forças progressistas é indispensável para evitar a ameaça Bolsonaro e iniciar uma ciclópica operação para devolver o País à observância da Constituição e recompô-lo das injúrias materiais e morais padecidas na mão dos golpistas. Tarefa imponente e certamente de longa duração.
A determinação dos resistentes, sua capacidade representar a maioria é fundamental diante das incógnitas do pós-eleição. Qual haverá de ser a reação da casa-grande devota do deus mercado? E como encarar o aparente despertar do fantasma fardado?
Procurados, quatro assessores de Bolsonaro não responderam aos pedidos de esclarecimento da reportagem até o meio da tarde.
De acordo com reportagem de O Globo, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) omitiu da sua declaração à Justiça Eleitoral duas casas que juntas valem R$ 2,6 milhões. O jornal cruzou as declarações de Bolsonaro à Justiça Eleitoral com um levantamento em cartórios do Rio de Janeiro. Procurados, quatro assessores de Bolsonaro não responderam aos pedidos de esclarecimento da reportagem até o meio da tarde.
Bolsonaro e Ana Cristina Siqueira Valle, então sua mulher, compraram, em 2002, um imóvel na rua Maurice Assuf, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A casa estava avaliada em R$ 1,6 milhão, segundo o processo da partilha de bens, aberto em 2008, quando o casal se separou. Detalhes da ação foram publicados pela revista “Veja” desta semana. Baseada nos papéis, a reportagem diz que o presidenciável ocultou bens.
Alguns meses antes, em 21 de janeiro de 2009, Bolsonaro comprou a casa 58 num condomínio de frente para o mar. Ele declarou ao Registro de Imóveis ter pago R$ 400 mil. A guia do imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) mostra que a casa tem preço de mercado de R$ 1,05 milhão.
Alguns meses antes, em 21 de janeiro de 2009, Bolsonaro comprou a casa 58 num condomínio de frente para o mar. Ele declarou ao Registro de Imóveis ter pago R$ 400 mil. A guia do imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) mostra que a casa tem preço de mercado de R$ 1,05 milhão.
Haddad cresceu 7,6% neste levantamento com relação ao último, em 17 de setembro.
Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão tecnicamente empatados na disputa à Presidência da República, conforme os resultados da pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada neste domingo (30). Bolsonaro aparece com 28,2% das intenções de voto e Haddad com 25,2% da preferência dos entrevistados.
Ciro Gomes (PDT) surge em seguida com 9,4%, tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin (PSDB), que marcou 7,3%. Marina Silva (Rede) registrou 2,6%.
Jair Bolsonaro (PSL): 28,2%
Fernando Haddad (PT): 25,2%
Ciro Gomes (PDT): 9,4%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7,3%
Marina Silva (Rede): 2,6%
João Amoêdo (Novo): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Alvaro Dias (Podemos): 1,7%
Cabo Daciolo (Patriota): 0,7%
Guilherme Boulos (PSOL): 0,4%
Vera (PSTU): 0,3%
José Maria Eymael (DC): 0,1%
João Goulart Filho (PPL): 0,1%
Branco/Nulo: 11,7%
Indeciso: 8,3%
Haddad vence Bolsonaro no segundo turno:
Fernando Haddad: 42,7% Jair Bolsonaro: 37,3% Branco/Nulo: 16,1% Indeciso: 3,9%
A última pesquisa MDA/CNT de intenções de voto dos candidatos à Presidência foi divulgada em 17 de setembro. Ela trazia Bolsonaro em primeiro lugar, com 28,2% das intenções, seguido por Haddad, com 17,6%, e Ciro, com 10,8%.
Segundo o levantamento divulgado neste domingo, Bolsonaro e Haddad são os candidatos cujos eleitores se declaram como os mais decididos a confirmar o voto neles: acima de 80% para ambos.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas nos dias 27 e 28 de setembro em 137 municípios de 25 unidades da federação. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03303/2018 e tem nível de confiança de 95%.
Madonna se uniu à campanha das mulheres brasileiras contra Jair Bolsonaro
A diva pop Madonna aderiu à campanha #EleNão e se posicionou contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). A artista compartilhou uma foto em que aparece amordaçada com a palavra “liberdade”. Na imagem creditada a Aldo Diaz, Madonna usou a hashtag e os dizeres: “ele não vai nos desvalorizar”, “ele não vai nos oprimir”, “ele não vai nos calar”. Abaixo da imagem, Madonna ainda pede que “acabem com o fascismo”.
Divulgação
Além de Madonna, outros artistas internacionais também têm se posicionamento contra o posicionamento reacionário e autoritário de Bolsonaro. A atriz Ellen Page lembrou que entrevistou o candidato para o seriado Gaycation em 2016 e teve a seguinte percepção: “Ele é um homem perigoso, homofóbico, racista e misógino que atualmente lidera a corrida presidencial no Brasil”.
A cantora e compositora Cat Power também se uniu à campanha das mulheres brasileiras e postou “#EleNão” em suas redes pedindo para outras pessoas que tenham amigos no Brasil façam o mesmo.
Já a cantora, compositora e modelo britânica, Dua Lipa, destacou em suas redes alguns comentários já feitos por Bolsonaro para ilustrar o quão grave é o Brasil ter um candidato como este liderando as pesquisas para a presidência.
Madonna contra o machismo Não é novidade o posicionamento firme de Madonna contra o machismo e a homofobia. Ao longo de sua carreira, a cantora sempre deixou clara sua opinião sobre os temas e, em 2016, ao receber o prêmio de Mulher do Ano da Billboard, fez um discurso inspirador sobre a luta diária das mulheres por direitos iguais e liberdade.
Leia o discurso na íntegra: “Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante.
As pessoas estavam morrendo de AIDS em todos os lugares. Não era seguro ser gay, não era legal ser associada à comunidade gay. Era 1979 e Nova York era um lugar muito assustador. No meu primeiro ano [na cidade] eu fiquei sob a mira de uma arma de fogo, fui estuprada num terraço com uma faca na minha garganta e tive meu apartamento invadido e roubado tantas vezes que parei de trancar as portas. Com o passar do tempo, perdi para a AIDS ou para as drogas ou para as armas quase todos os amigos que tinha. Como vocês podem imaginar, todos esses acontecimentos inesperados não apenas me ajudaram a me tornar a mulher ousada que está aqui, mas também me lembraram que sou vulnerável, e que na vida não há segurança verdadeira exceto sua autoconfiança.
Eu me inspirei, é claro, em Debbie Harry e Chrissie Hynde e Aretha Franklin, mas meu muso verdadeiro era David Bowie. Ele personificava o espírito masculino e feminino e isso me agradava. Ele me fez pensar que não havia regras. Mas eu estava errada. Não há regras se você é um garoto. Há regras se você é uma garota. Se você é uma garota, você tem que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não pareça muito esperta. Não aja como você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objetificada pelos homens e pode se vestir como uma prostituta, mas não assuma e se orgulhe da vadia em você. E não, eu repito, não compartilhe suas próprias fantasias sexuais com o mundo. Seja o que homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis por você estar perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado. Você vai ser criticada e humilhada e definitivamente não tocará nas rádios.
Eventualmente fui deixada em paz porque me casei com Sean Penn e estava fora do mercado. Por um tempo eu não fui considerada uma ameaça. Anos depois, divorciada e solteira, fiz meu álbum ‘Erotica’ e meu livro ‘Sex’ foi lançado. Eu me lembro de ser a manchete de cada jornal e revista. Tudo que lia sobre mim era ruim. Eu era chamada de vagabunda e de bruxa. Uma das manchetes me comparava ao demônio. Eu disse ‘Espera aí, o Prince não está correndo por aí usando meia-calça, salto alto, batom e mostrando a bunda?’ Sim, ele estava. Mas ele era um homem. Essa foi a primeira vez que eu realmente entendi que mulheres não têm a mesma liberdade dos homens.
Eu me lembro de desejar ter uma mulher para me apoiar. Camille Paglia, a famosa escritora feminista, disse que eu fiz as mulheres retrocederem ao me objetificar sexualmente. Então eu pensei, ‘Se você é uma feminista, você não tem sexualidade, você a nega’. E eu disse ‘Dane-se. Eu sou um tipo diferente de feminista. Sou uma feminista má’.
Eu acho que a coisa mais controversa que eu já fiz foi ficar aqui. Michael se foi. Tupac se foi. Prince se foi. Whitney se foi. Amy Winehouse se foi. David Bowie se foi. Mas eu continuo aqui. Eu sou uma das sortudas e todo dia eu agradeço por isso. O que eu gostaria de dizer para todas as mulheres que estão aqui hoje é: Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena. Como mulheres, nós temos que começar a apreciar nosso próprio mérito. Procurem mulheres fortes para que sejam amigas, para que sejam aliadas, para aprender com elas, para as inspirem, apoiem e instruam.
Estou aqui mais porque quero agradecer do que para receber esse prêmio. Agradecer não apenas a todas as mulheres que me amaram e me apoiaram ao longo do caminho; vocês não têm ideia de quanto o apoio de vocês significa. Mas para aqueles que duvidam e para todos que me disseram que eu não poderia, que eu não iria e que eu não deveria, sua resistência me fez mais forte, me fez insistir ainda mais, me fez a lutadora que sou hoje. Me fez a mulher que sou hoje. Então, obrigada.”
Militantes do PSOL e do MTST junto ao PT, em reunião de preparação do ato de mulheres, defenderam que figuras tão escravistas e reacionárias quanto o próprio Bolsonaro tenham espaço para falar no dia 29, como a amiga dos latifundiários Ana Amélia, vice de Geraldo Alckmin. Cada vez mais se mostra que, longe de combater a extrema direita, a política do PSOL, ao defender que representantes políticas da burguesia machista e racista apareçam como porta-vozes da luta das mulheres, defende uma unidade sem critérios que é funcional à política de conciliação de classes do PT com os golpistas e capitalistas, aliando-se a quem se sustenta sobre suor e sangue de milhões de mulheres trabalhadoras.
Ana Amélia, do PP, golpista apoiadora da ditadura militar e vice de Alckmin, que aderiu na televisão à campanha #EleNão, defendeu no Senado os atentados à caravana de Lula em março deste ano, dizendo que era hora de “levantar o chicote [rebenque] para mostrar o Rio Grande” ao povo que defendia um "condenado" em suas palavras, no caso Lula. Chegou a dividir partido com Bolsonaro. Também Marina Silva, golpista, financiada pelo Itaú, coloca-se abertamente em defesa das reformas de Temer e contrária à legalização do aborto. Por outro lado, Kátia Abreu, do PDT, “rainha do agronegócio”, é vice de Ciro Gomes, conhecida pela “motosserra de ouro”. O que todas elas têm em comum? Que não estão ao lado das mulheres trabalhadoras, pobres e negras que mais sofrem com as crises capitalistas e este sistema de exploração.
Em meio a essas eleições manipuladas pelo judiciário golpista, que se apóia na crescente politização das Forças Armadas, são esses os setores a quem o PSOL defendeu, junto ao PT, espaço no ato de mulheres no próximo sábado. Na prática defendem que Sônia Guajajara divida palanque com Kátia Abreu. Vale lembrar que foi também com o PDT de Kátia Abreu que o PSOL assinou o Manifesto programático “Unidade para Reconstruir o Brasil” no início deste ano, que nós criticamos duramente. Nada mais na contramão do combate à extrema direita.
Não suficiente, o PSOL também defendeu que apenas as candidaturas, com suas presidenciáveis e vices, tivessem voz, calando assim milhares de trabalhadoras, jovens e estudantes que quisessem se expressar. Vemos o PSOL defender por conveniência uma política que considera fazer frente com setores reacionários em nome de supostamente combater um “mal maior” (a extrema direita). Só não consideram que Bolsonaro não caiu do céu. Muito pelo contrário, teve seu caminho aberto pelo próprio PT que, em seus 13 anos governando com a direita e com a burguesia, rifando os direitos das mulheres, fortaleceu o judiciário golpista e abriu espaço para o golpe institucional, o que, por sua vez, tem como um de seus subprodutos uma extrema-direita fortalecida e, por consequência, Bolsonaro.
O ato das mulheres contra Bolsonaro, que pode mostrar a força das mulheres jovens e trabalhadoras e seu ódio contra a extrema-direita, pode vir a romper com a independência de classe se transforma o ódio das mulheres que querem lutar em palanque eleitoral pra que sejam mulheres como essas que tenham voz pra encerrar a manifestação, e da mesma forma se se encerra a manifestação com Manuela D’Avila, por exemplo, para defender a política entreguista do PT, que busca um pacto com golpistas e capitalistas. Uma “frente ampla” para repactuar com aqueles que se empenharam em degradar o já extremamente limitado regime político brasileiro, que atacou o direito elementar ao voto de milhões. Nós do Pão e Rosas nessa reunião rechaçamos essa política e defendemos que é preciso ter independência de classe e construir um movimento democrático: microfone aberto, que falem as mulheres trabalhadoras, pobres e negras, e defendemos que as organizações que defendem a legalização do aborto, o que não inclui o PT que em 13 anos não legalizou, possam ter direito a voz.
Frente ao altamente provável segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, o petista sinaliza ao mercado financeiro, à mídia golpista e aos partidos da ordem que governará com “responsabilidade (fiscal)” e seguirá descarregando a crise sobre as costas dos trabalhadores, tendo as mulheres que pagarem duplamente. O PSOL, por sua vez, já prepara, dando aval à conciliação petista nesse ato, seu voto no “mal menor” no segundo turno. “Mal menor” esse que mais uma vez comprova que servirá para abrir espaço à direita, longe de combater o que Bolsonaro significa.
Enquanto várias candidaturas do PSOL expressam que é necessário lutar por “mulheres no poder”, nós do Pão e Rosas sempre defendemos que não somos uma no poder, mas sim queremos ser milhares pelas ruas, enfrentando os patrões, a extrema direita e os golpistas na luta de classes, de maneira independente daqueles que, como o PT, querem conciliar e rifar a vida das mulheres, em defesa dos lucros dos capitalistas. Mas esse lema “mulheres no poder” significa que Ana Amélia, Kátia Abreu e Marina Silva possam falar no encerramento do ato em nosso nome? Isso não podemos aceitar. Somos contra qualquer noção de “sororidade” com mulheres burguesas, que se sustentam sobre a exploração e a opressão da maioria de nós. Batalhamos pela aliança entre o movimento de mulheres e a classe trabalhadora e a juventude, retomando os sindicatos e as entidades estudantis, contra as burocracias que existem para trair nossos embates. Frente a um fenômeno internacional de luta das mulheres, enquanto o PSOL defende vergonhosamente espaço para essas mulheres, apenas na independência de classe está a força imparável que pode de fato combater a extrema direita, o patriarcado e o capitalismo. Chamamos o PSOL a rever essa política e chamamos a todas as mulheres a não aceitarem que transformem as manifestações de mulheres em palanque eleitoral, seja para o mal menor, seja para mulheres burguesas reacionárias.
Bolsonaro, um dos personagens do golpe institucional no país, poderia enfrentar em sua própria chapa, sem nem mesmo ter sido eleito, um levante? As dúvidas surgem por declarações ambíguas protagonizado por seu vice, o general reformado do Exército Hamilton Mourão.
Diante da hospitalização do candidato após o atentado, o general entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral em que requisita substituir o deputado em entrevistas à TV e debates eleitorais. O candidato à vice, no entanto, não consultou a cúpula de Bolsonaro ou seu partido, o PSL, antes de protocolar a ação judicial.
O general já vinha dando mostras de acreditar que o foco excessivo da campanha em Bolsonaro pode não ser o melhor caminho para a chapa. Para ele, “esse troço [o atentado contra o candidato] já deu o que tinha que dar. É uma exposição que eu julgo que já cumpriu sua tarefa. Ele [Bolsonaro] vai gravar vídeo no hospital, mas não naquela situação, não propaganda. Vamos acabar com a vitimização, chega”, disse.
A veia golpista do general do Exército foi um dos atrativos para Bolsonaro consumar a aliança, nas palavras de seu filho Eduardo: “tem que ser alguém que não compense correr atrás do impeachment”. Entretanto o golpismo do general, notório por defender a intervenção militar, pode-se voltar contra o deputado antes mesmo de sequer ser eleito. Obsessão de Mourão, em entrevista à Globonews, ele defendeu que um “autogolpe” de Estado poderia acontecer em 2019 em caso de “anarquia”.
O PT pavimentou o caminho ao golpe institucional mantendo uma política de aliança com a direita golpista que se voltou contra o partido. Por isso para rechaçar o autoritarismo da extrema direita representado por Bolsonaro e Mourão é necessário um projeto de independência de classe à esquerda do PT, e que a classe trabalhadora esteja organizada em seus locais de trabalho e estudo para barrar o avanço das contrarreformas pretendidas por eles, desde privatizações até reforma da previdência.
Sobre o tema, Maíra Machado, candidata a deputada estadual pelo MRT em SP, disse que: "Estas eleições estão manipuladas pelo judiciário e a direita golpista, que deram mais um passo na continuidade do golpe ao excluir Lula arbitrariamente das eleições. A mídia golpista, em especial a Rede Globo, agora flerta com a candidatura de Jair Bolsonaro - e seu vice, o ex-general Hamilton Mourão, que também defende torturadores - para seguir os ataques de Temer, já que o tucano Alckmin não sobe nas pesquisas. O Alto Comando das Forças Armadas cumpre papel auxiliar no golpismo. Não há dúvida que o PT fortaleceu o autoritarismo judicial e ajudou as Forças Armadas a ’estenderem as asas’ sobre a política. A política petista em 13 anos de governo abriu o caminho ao golpe institucional, tendo governado junto à direita e assimilado os métodos de corrupção próprios do capitalismo. É incapaz de enfrentar seriamente essa tirania golpista. Por isso, não votamos em nenhuma das candidaturas do PT".
Flávia Valle, candidata a deputada estadual pelo MRT em MG, também disse que "Não votamos no PT, mas denunciamos o avanço da direita golpista, do autoritarismo judicial e a politização reacionárias das Forças Armadas: se atacam os direitos políticos de um líder popular reformista que reúne mais de 40% das intenções de voto no país, o que não farão com os trabalhadores em luta, a esquerda e os sindicatos? Precisamos enfrentar seriamente essa direita e os empresários, e para isso precisamos construir correntes anticapitalistas e socialistas nos sindicatos, contra a burocracia sindical, inclusive do PT, e preparar o terreno para as lutas que virão. O MRT, que impulsiona o Esquerda Diário, a principal imprensa à esquerda do PT, e as candidaturas anticapitalistas nestas eleições manipuladas, busca preparar, teórica e praticamente, uma esquerda anticapitalista e revolucionária, que aposte na luta de classes dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e LGBTs, para quando as massas terminem de fazer sua experiência com o PT".
E pela construção dessa voz ligada às lutas e independente do PT que levantamos nossas candidaturas anticapitalistas.
Senhores e senhoras candidatos/as as Eleições 2018, chamo-me Eduardo, ativista, radialista, blogueiro, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, sonhador, com muita FÉ que um dia meus sonhos, que tenho certeza, é também de milhões de brasileiros possam ser realizados. Que um BRASIL PARA O BRASILEIROS, assim como um Rio Grande do Norte para o POTIGUARES!
Pois nosso povo vem sofrendo, sonhando, lutando, chorando e continuando com FÉ por um mundo melhor, ocupando assim seus espaços e procurando vencer na vida!
Diante do exposto peço-lhes que procurem fazer um exame de consciência, procurando fazer algo de concreto para o POVO! O nosso Brasil, apesar das roubalheiras, ainda somos um País rico e com um potencial ainda invejável no cenário internacional! SOMOS RICOS EM CULTURA, RIQUEZAS NATURAIS, entre outras coisas mais.
Vocês em sua maioria já estão bem de vida e o que o brasileiro, quer ´é igualdade de oportunidades, com justiça social.
Portanto, conclamo-os! FAÇAM JUSTIÇA SOCIAL PARA TODOS SEM DISCRIMINAÇÃO ! O povo brasileiro estar ficando cansado de tanto enganação.
E para finalizar, queremos dar-lhe um voto de confiança nessas eleições de 2018, caso contrário iremos tomar conta da ruas para protestar contra as injustiças que vocês em sua maioria vem fazendo com o nosso POVO BRASILEIRO!
Que DEUS iluminem VOSSAS CONSCIÊNCIAS e procurem fazem o melhor pelo nosso POVO!
A luta dos estudantes residentes na Casa do Estudante do Rio Grande do Norte - CERN, ganha a toda hora apoio.
O presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos ainda pouco conversou com a presidenta da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte), Yara Costa, que encontra-se de quarentena na CERN, juntamente com outras lideranças estudantis, adiantou para o Eduardo Vasconcelos, que a UEE, juntamente com a UBES, UNE, DCEs, APES, UMES-Natal , CPC/RN e representantes de estudante da CERN, irão brevemente ao MP/RN, solicitar uma reunião emergencial, claro após a sentença do juiz sobre a intervenção para compor a comissão e buscar rapidamente solução para o problema.
É bom lembrar que o MP/RN, tem como objetivo sanar a situação da casa e que tomou essa atitude em virtude de denúncias, mas que está aberto ao diálogo e com isso solucionar o mais rápido a situação da CERN.
É bom lembrar que o próprio MP/RN, através do Dr. Jann Polacek esteve pessoalmente visitando a casa e constatou que muita coisa precisa ainda ser feita, inclusive a legalidade definitiva da CERN e até intervenção de parte da casa, que ainda precisa urgentemente de reparos.
O CPC/RN, através de seu presidente, vem desde do ano passado acompanhando essa resistência, inclusive se reunindo com membros da casa, procurando ajudar na legalidade da CERN, mas recentemente a coisa desandou e chegou a esse ponto, mas já manteve contato com o MP/RN e as entidades envolvidas no caso e só estão aguardando sair a decisão em juízo para marcar audiência com o promotor, JANN POLACEK e propor a participação das entidades na comissão que será formada, mas acreditamos que isso não será problema.
Enquanto isso, Eduardo Vasconcelos conversou por telefone com a presidente da UEE/RN, Yara Costa, nos adiantou que a instituição, juntamente outras entidades representativas terão plenárias ainda essa semana e um dos temas será a INTERVENÇÃO DA CERN. Os mesmos encontram-se alojados na CERN.
O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN sempre apoiou a luta da CERN, Eduardo Vasconcelos, disse que o momento é de união e solidariedade e é preciso baixar a guarda e unir-se todos na defesa da CERN, uma instituição que tem uma história linda, de luta, de perseverança, de conquistas, formando vários profissionais de nomes nas áreas de direito, medicina, entras e que a CASA é maior do que imaginamos. Vamos á LUTA! VIVA A CERN!
O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, em reunião realizada no dia 01 de setembro do ano em curso em sua sede - Nova Cruz/RN, deliberou convocação de Assembleia Geral, que ocorrerá dia 20 de outubro próximo, conforme Edital Publicado no Diário Oficial do Estado (DOE/RN), no último dia 22 de setembro, conforme EDITAL e CARTAZ acima exposto.
Dando assim ciência nos termos estatutários aos demais diretores, associados, convidados.e a sociedade em geral.
Jean-Paul Prates, que pode assumir se
Fátima Bezerra vencer eleições no RN, é identificado com ideias “liberais”,
como a privatização.
Por NONATO VIEGAS, publicado em 06/02/2018.
A
bancada de senadores do PT está preocupada com a candidatura da senadora Fátima Bezerra ao governo do Rio Grande
do Norte. A preocupação, surpreendentemente, passa pela eventual vitória da
petista. Isso porque, em caso de sucesso, Jean-Paul Prates assumiria a vaga de
Fátima no Senado. Ele é tido como um “estranho no ninho” do PT. Segundo
senadores da legenda, Prates é simpático a ideias “liberais”, como a
privatização de empresas estatais. Os parlamentares já falam em enquadrá-lo.
Fonte: epoca.globo.com
Jean-Paul Prates foi candidato a Senador 1º Suplentedo Rio Grande do Norte pelo Partido dos Trabalhadores.
O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN vem de público declarar que é TOTALMENTE CONTRA a INTERVENÇÃO na Casa do Estudante do Rio Grande do Norte. O MP/RN deve rever esse pedido e procurar outras formas de solucionar a "Crise" que vem ocorrendo e não interditar! Por que não interditaram quando estudantes residentes na casa vivia em estado de calamidade pública?
Não se pode fazer uma intervenção sem diálogo, é preciso ouvir as partes, a sociedade e o principal, é preciso respeitar a HISTÓRIA DA CASA!
Vamos resistir! Não podemos deixar isso acontecer; O MP deveria buscar outras formas. A Casa do Estudante do RN, teve, tem e terá um papel importante na história do nosso estado.
Na casa passaram muitos jovens oriundos das regiões diversas do nosso estado, resistindo e se tornando, após muitas lutas se formarem e hoje são exemplos de superação, como hoje temos juízes, advogados, professores, políticos, entre outros, que moraram na CASA DO ESTUDANTE.
O MP/RN tem mais é defender a CASA, patrimônio do POVO POTIGUAR!
Surgiremos que a SOCIEDADE SEJA OUVIDA, através de entidades representativas, os poderes Legislativo, Judiciário, Executivo e o principal a SOCIEDADE e é claro os ESTUDANTES!
Claudimar Jefferson foi visto pela
última vez no sábado (22), no município de Parelhas.
A família do adolescente Claudimar Jefferson da Silva
Melo procura pelo rapaz há dois dias, desde que ele desapareceu, no sábado
(22), em Parelhas, no Seridó potiguar. Ele tem 17 anos foi visto pela última
vez em casa, pelo pai, por volta de 11h.
Claudimar é estudante do curso de
Informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Norte (IFRN) em Parelhas. Segundo o pai dele, Cláudio Melo, o
adolescente saiu sem dizer para onde ia.
Caso alguém tenha notícias do
jovem, a família divulgou dois números para contato:(84) 99685-4411e(84) 99978-7151.
Eduardo Vasconcelos-CPC/RN: "A importância da juventude no resgate da cultura é primordial"
Eduardo - CPC/RN e
Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos
Jovens presentes ao seminário
Plenário do seminário
Participantes atentos as discussões
Estudantes, sindicalistas e artistas das regiões agreste e litoral sul se reuniram na cidade de Baía Formosa, durante todo o dia do sábado, 22 de Setembro no auditório da Escola Estadual Paulo Freire para debaterem o Sindicalismo e a Cultura atuais.
O evento foi promovido pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN que tem sede em Nova Cruz.
Os estudantes a sua maioria da Escola Estadual Rosa Pignataro de Nova Cruz, pioneira no ensino integral na região, tiveram uma participação bastante ativa nos debates o que chamou a atenção dos organizadores.
Intervenções ótimas do diretor da E. E. Rosa Pignataro - Nova Cruz/RN
Para Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura, o evento foi um sucesso o que demonstra o crescimento das ações do mesmo em prol da cultura potiguar. Dirigentes sindicais do SINDAS/RN
Entrega dos certificados
Uma lembrança de Baía Formosa/RN - Mirante - Praia do Porto
No último sábado (22), o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, promoveu mais um evento, desta vez foi Seminário, cujo tema foi "Sindicalismo e a Importância da Cultura". O evento foi realizado na Escola Estadual PAULO FREIRE - Baía Formosa, litoral sul potiguar.
O EVENTO
O evento é uma das etapas que o CPC/RN pretende desencadear nas regiões, cujo objetivo é de incentivar as entidades sindicais a transmitir através de suas secretarias ou departamentos culturais atos/ações que possam repassar através de uma peça teatral, dança, música, entre outas suas lutas, preocupações, o mesmo mostrar talentos entre os seus filiados ou mesmo entre suas famílias pessoas que tem talento. Outros virão!
A participação do SINDAS/RN e membros da Escola Estadual ROSA de NOVA CRUZ foram fundamentais para o debate. Foi criado uma comissão que em breve irão visitar a comunidade indígenas de Sagi - Baía Formosa.
Estiveram presentes as cidades de Baía Formosa, Nova Cruz, Natal, Nisia Floresta e Arês.
Nossos agradecimentos aos SINDICATOS - SINDAS/RN, CTB/RN, ADURN, SINDHOTELEIROS/RN, SINTE/RN, SINTRACOMM-Mossoró, SENALBA/RN, STRAF/NOVA CRUZ, SINTE/REGIONAL DE NOVA CRUZ, Prefeitura de Nova Cruz, SME - SMAD, SMAS - Escola Estadual PAULO FREIRE - BAÍA FORMOSA, Escola Estadual ROSA PIGNATARO, Escola Municipal NESTOR MARINHO, ambas de Nova Cruz; Escola Estadual ÀGUIDA SUCUPIRA e Escola Municipal JOÃO ANACLETO ambas de Baía Formosa e ao comércio: Material de Construção GOMES e aos Supermercados FIGUEREDO, Quero Mais e Vera Avelino e família.