
Há quase um ano todos nós, brasileiros, demos uma resposta contundente nas urnas, dizendo à classe política que estávamos cansados de tanto escracho com o país. Cansaço esse amplamente demonstrado nas ruas, ainda na gestão da, então, presidente Dilma Rousseff – que acabou sofrendo o segundo impeachment da história recente brasileira.
Não que a escolha pelo “capitão” tenha sido unanimidade nacional, mas diante do que tínhamos na mesa de escolhas, foi o que era possível para aquele momento. Não obstante não ser a “escolha ideal”, ficou claro que o melhor a fazer era torcer para que o Brasil desse certo, posto que a escolha (embora não massiva) foi feita pela maioria votante do país, como manda a democracia!
Entretanto, nosso presidente parece gostar de circular na polêmica, batendo de frente com tudo aquilo que é “normal”. Enquanto todos esperavam o seu engajamento na aprovação da reforma da previdência (que, bem ou mal, é necessária), ele deixou seu ministro da Economia “apanhar” sozinho no parlamento (exatamente como fez com o “superministro” da Justiça).
Isso sem contar os “pequenos” escorregões em questões desnecessárias em que se meteu, como multas, cadeirinhas, armas, orientação sexual, religião, diplomacia, etc. Aliás, essas duas últimas questões, parece ter despertado especial atenção do presidente: Querer a todo custo empossar um ministro na mais alta corte do país que seja “terrivelmente evangélico” e tornar seu filho, a todo custo, embaixador em Washington.
Por que um ministro do Supremo Tribunal Federal tem que ser, primordialmente, evangélico? Afinal, diz a constituição que esse cargo exige (entre outros requisitos) notável saber jurídico e reputação ilibada… seja ele pertencente a qualquer linha religiosa, até porque o Brasil é um Estado laico. Teria nesse “pré-requisito” do presidente motivação política com alguma bancada parlamentar?
Já na questão da embaixada em Washington (a mais importante de todas), a não ser que tenha sido a coincidência mais espetacular do planeta, fica claro que o presidente deixou o cargo vago até que seu filho completasse a idade mínima para ser indicado. E o pior… mesmo até as pedras dizendo que seu filho não tem a menor qualificação para ocupar o posto, ele insiste – por puro capricho – fazer dele um diplomata! Não há explicação para tamanha insanidade.
E para fechar com chave de ouro, o filho senador teve o inquérito que o complicava há meses, arquivado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, quando – até por uma questão de honestidade e transparência com o povo que elegeu toda a família – deveriam deixar a investigação seguir e ser concluída para que a verdade viesse à tona e o absolvesse de forma plena e absoluta.
Resumo da ópera… Destituímos um governo corrupto e colocamos no lugar uma família que conduz o país de forma quase monárquica, com um pai-presidente que não se entende com seu próprio partido e não conversa com o parlamento, um filho-senador que se esquiva de se defender ante uma grave acusação, um filho-deputado prestes a se tornar embaixador pelo pai (sem o mínimo preparo para isso) e, de quebra, um filho-vereador ausente da câmara que o elegeu, mas constantemente em Brasília, ditando as regras para que o pai sacuda um governo que a gente até torce para que dê certo, mas que fica cada dia mais difícil.
Fonte: https://prsouza.wordpress.com
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