domingo, 29 de setembro de 2019

Ou ficar a Pátria Livre ou morrer pelo Brasil, por Walter Sorrentino

PCdoB e PPL deram um passo de alto significado neste dois de dezembro de 2018. Em reunião conjunta proclamaram a vontade política de se unificar progressivamente e deliberaram o passo jurídico primeiro, o da incorporação do PPL ao PCdoB, adotando seu Programa, Estatuto, legenda e símbolos.
Nas lutas de classes sempre há situações de exacerbação e aparente “calmaria”. O passo entre PCdoB e PPL se dá nos marcos de uma situação gravíssima do país – atormentado pela crise, em perspectiva do autoritarismo para implantar uma agenda ultraliberal e neocolonial – e num ambiente mundial de crescentes tensões.
Isso é o que valoriza ainda mais a corajosa decisão do PPL, de unir forças nesta hora agudização das lutas de classes dos trabalhadores e trabalhadoras, quando atuamos em defensiva tática e estratégica. Não há benesses na união, há promessa de mais lutas consequentes, para nuclear forças amplas em defesa da democracia, da nação e dos direitos sociais como reza o novo programa por eles adotado, o do PCdoB.
A imposição da cláusula de barreira antidemocrática, no caso, saiu pela culatra – ambas nossas organizações, unidas, saem mais temperadas e fortes. Dão nova perspectiva às lutas de massas e às perspectivas eleitorais na luta política.

O ano de 2018 será marcante nas páginas da história do Brasil, pelo resultado eleitoral e por termos travado o bom combate – prenúncio já da vigorosa oposição que receberá o novo governo. No PCdoB, o ano já era histórico: pela primeira vez depois de 1945, lançou-se uma candidata a presidente da República, Manuela D´Ávila, promovendo a política e a imagem dos comunistas e, pela primeira vez, também, sua candidatura a vice-presidente como nova liderança política de esquerda marcou profundamente o país, somando-se à gesta democrática e cívica que legou 47 milhões de votos à oposição que se inicia.
Fechou-se o ano com chave de ouro: o gesto entre PCdoB e PPL é daqueles que fazem história e nos desafiam a perseguir na rota de princípios, de um projeto nacional de desenvolvimento soberano do país, de democracia popular que garanta ao povo a justiça e dignidade para tomar nas mãos os destinos da nação.

Mais brava gente se uniu pela Pátria Livre, consigna central para ambos os partidos, reforçam uma perspectiva revolucionária de transformação do Brasil no caminho do socialismo.

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