domingo, 21 de fevereiro de 2021

A longa noite de uma nação chamada Esculhambaquistão - Por Wellington Duarte

Prof. da UFRN - Wellington Duarte

Pindorama, a terra das palmeiras, local mítico dos povos tupis-guaranis, que seria uma terra livre dos males, foi conspurcada pela chegada dos selvagens vindos da península Ibérica e que trouxeram a civilização cristã e mais um monte de milacrias e que resultou, seiscentos e oitos anos depois, resultou numa nova invasão, desta feita através de uma coisa chamada eleição, feita sob o reino das Fake News, e que elegeu para a presidência um outro selvagem: o mandrião do Planalto.

Até poucas horas atrás, 243.457 brasileiros tinham perecido, abatidos pela COVID-19 e certamente, conforme atestam todos os documentos e posicionamentos públicos destes governantes, assassinados pela sabotagem escancarada do governo central, que fede a genocídio. De março para cá, mais de VINTE E DOIS MIL morreram a cada mês, e mais de NOVECENTOS MIL foram contaminados a cada mês.

O país, que está como um bêbado no que se refere à vacinação, é um chafurdo completo, com as instituições cada vez mais desmoralizadas pelos agentes públicos, a maioria eleitos pelo povo, e que estão sendo, de novo, atacada pelos selvagens de 2018. Um governo central completamente errático, com um presidente mandrião, cuja única ação visível e uma “live” grotesca das quintas-feiras; que tem um ministro da Economia que simplesmente está aguardando o país sucumbir, para que ele possa vender todo o patrimônio público.

A cada dia que passa o chafurdo vira banzé, barafunda, assuada, azáfama ou qualquer outro substantivo que melhor represente essa esculhambação com consequências macabras. Nessa semana foi a vez dos combustíveis, que estão com reajustes quase semanais, não por causa dos impostos, e sim pela política da Petrobrás de alinhar preços ao mercado internacional de petróleo, e que muitos, inclusive gente de boa índole, acabaram endossando o discurso mequetrefe do mandrião, que ameaçou “zerar os impostos”, ou seja, Bolsonaro, mentiroso contumaz, joga a responsabilidade destes e dos próximos reajustes, que certamente virão, nas costas dos governadores e escamoteia que sua “bela” proposta atinge a sociedade sem mexer nos lucros das distribuidoras e dos produtores de álcool e muito menos dos que recebem os dividendos gerados pelas vendas da empresa, que já foi estatal.

O parlamento, que hoje se ocupa em julgar um safardana fascista, e que promete chafurdar a vida de 11 milhões de servidores públicos ao ameaçar concretamente em reduzir os seus salários em até 25%, se a situação fiscal assim exigir, coloca a guilhotina na cabeça destes braZileiros, agora colocados como bodes expiatórios das mazelas produzidas pela incompetência dessa equipe econômica, que sinceramente beira ao ridículo.

Espertamente o mandrião mistura tudo e joga para cima, pois já afirmou, em diversas ocasiões, que não tem capacidade de governar e sim de enchafurdar, adora a confusão e que, no seu delírio de poder, quer é o país entre em “parafuso político” e que os milhões que se encontram na miséria olhem para ele e no seu desespero, o escolham como o “salvador”, ou seja, Bolsonaro, responsável direto por ter jogado esses milhões de volta à pobreza e à miséria, os “salvará”.

Diante desse quadro bizarro, um colega me perguntou onde ficava Pindorama, pois ele queria fugir da República do Bolsonaristão ou, como já se fala lá fora, Esculhambaquistão. 

Prá Frente BraZil!

Fonte: Potiguar Notícias

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