sábado, 7 de julho de 2018

O empresariado ligou o foda-se


Pouco importa se as mãos de quem dirigirá o país estiverem sujas de sangue, se há apologia de Brilhante Ustra, ou se há pregação misógina, homofóbica ou de ódio aos pobres. Isso é bobagem. Estamos falando de negócios. E negócios são coisa séria! 

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Por Gilberto Maringoni*
 
 Os aplausos histéricos do empresariado a Jair Bolsonaro indicam algo muito grave, para além da simbiose do liberalismo com a extrema-direita ou com a perda de escrúpulos de uma classe que nunca renegou a escravidão.
 
O entusiasmo mostra que pode haver um movimento para se ter como "normal" ou "aceitável" para "pessoas de bem" o apoio a um notório defensor da tortura, do extermínio e do permanente estado de guerra como forma de convívio social.
 
Ou seja, a normalização de Bolsonaro busca tornar palatável ao jogo democrático a ideia de não haver nada demais em se pregar o fim da democracia.
 
A - digamos - burguesia brasileira aderiu de mala e cuia ao golpe de 1964 e deu apoio entusiasmado ao mais liberal dos cinco governos da ditadura, o de Castello Branco. Ninguém tentou salvar as aparências.
 
A contrariedade só começou a se manifestar a partir de 1974.
 
Embora a gestão de Ernesto Geisel (1974-79) tivesse na eliminação física da oposição sua ação política de última instância, o projeto econômico centrado no Estado é que indispôs frações crescentes da burguesia com o regime.
 
Censura, cassações, prisões, tortura, assassinatos, impedimento de eleições, nada disso preocupava a plutocracia da época. 
 
A pedra no sapato se deu quando a ditadura começou a se afastar do alinhamento automático a Washington e a mostrar que o mercadismo absoluto não era a senda a ser seguida.
 
Eugênio Gudin, o grande ideólogo do neoliberalismo brasileiro desde os anos 1930, ao receber o prêmio Homem de Visão, disse o seguinte em seu discurso, no final de 1974:
 
"O capitalismo brasileiro [era] mais controlado pelo Estado do que o de qualquer outro país, com exceção dos comunistas.
 
Setores industriais, como os de energia elétrica, siderurgia, petróleo, navegação, portos, estradas de ferro, telefones, petroquímica, álcalis e grande parte do minério de ferro, que nos Estados Unidos estão nas mãos das empresas privadas, foram no Brasil absorvidos pelo Estado. 
 
Bem assim, em grande parte, a rede bancária que controla o crédito para as empresas privadas".
 
Mais de quarenta anos depois, essa classe degradada e decadente tem os mesmos objetivos, além de buscar subsídios estatais e tentar vender suas lojinhas a algum grupo gringo.
 
Pouco importa se as mãos de quem dirigirá o país estiverem sujas de sangue, se há apologia de Brilhante Ustra, ou se há pregação misógina, homofóbica ou de ódio aos pobres. 
 
Isso é bobagem. Estamos falando de negócios.
 
E negócios são coisa séria!
 
*Jornalista -via Carta Maior

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Com queda do Brasil, Copa 2018 terá final inédita

Copa do Mundo de 2018, na Rússia, terá uma final inédita. Com a eliminação do Brasil para a Bélgica, não há mais possibilidade de uma decisão repetida no maior torneio de seleções do planeta, que tem ainda quatro “não-campeões” na disputa.
A única possibilidade de final que já ocorreu era Brasil e Suécia, que decidiram a edição de 1958, a primeira vencida pela seleção. Independentemente de quem vença os confrontos daqui em diante, a decisão da Copa de 2018 será inédita.
Além de França e Bélgica, que farão uma das semifinais, seguem na briga Rússia, Croácia, Suécia e Inglaterra, que definem o outro confronto da próxima fase neste sábado (7). Dessas seis, apenas França (1998) e Inglaterra (1966) já foram campeãs mundiais.
Também é a primeira vez desde 1930 que Brasil, Itália ou Alemanha, donos de 13 títulos, não ficam entre os quatro primeiros colocados. Já a última decisão inédita ocorreu em 2010, entre Holanda e Espanha. (ANSA).
Robson Pires

Tecladista da Banda Inala é morto por assaltantes no grande Alto de São Manoel em Mossoró-RN

O tecladista Leandro, da Banda Inala, acaba de ser baleado e morto por assaltantes no grande Alto São Manoel em Mossoró. Ainda chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro, mas já chegou sem vida.
SAMU Mossoró confirmou a morte de Leandro.
A informação é que a vítima teria esboçado reação a uma ação de assaltantes e sofrido 3 ou 4 tiros. Baleado, foi socorrido por amigos para a UPA, mas infelizmente não conseguiu resistir.
A Polícia Militar foi acionada e a Policia Civil também. O corpo de Leandro deve ser conduzido para o Instituto Técnico-científico de Perícia, onde será examinado e identificado oficialmente.
Este é o sétimo crime de latrocínino (Assalto seguido de morte este ano de 2018 em Mossoró).
Por Robson Pires

Presidente da ABMCJ/RN, Andrea Nogueira estreia como colunista do Portal PN

A partir deste sábado, 7, o Portal Potiguar Notícias terá uma nova colunista. Trata-se da advogada Andrea Nogueira, presidente da  Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) no RN. 

Ela vai escrever todos aos sábados sobre a Mulher no Direito, carreira jurídica, Justiça e conjuntura nacional.

A Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica é uma organização não governamental de caráter cultural, sem fins lucrativos, fundada em Belo Horizonte (MG) no ano de 1985. São mais de três mil associadas, provindas de cargos e ocupações de natureza jurídica – advogadas, ministras , magistradas, promotoras de justiça, procuradoras, professoras, universitárias, delegadas, entre outras.


A ABMCJ no Rio Grande do Norte é referência em questões de mulheres trabalhando na área jurídica.

Fonte: Potiguar Notícias

quinta-feira, 5 de julho de 2018

III Guerra Mundial: ficção e realidade, por Fábio de Oliveira Ribeiro

No Mundo Antigo a ficção tinha a finalidade de humanizar os povos. Isso pode ser visto claramente na Ilíada, em que as tragédias familiares de Adrômaca (esposa de Heitor, morto em combate) e de Clitemnestra (esposa de Agamemnon, cuja filha é sacrificada pelo próprio pai), simbolizam as tragédias dos dois povos em guerra. Pertencentes a campos opostos, ambas sofrem profundamente os efeitos do mesmo conflito a que não deram causa. Adrômaca e Clitemnestra são irmãs na dor e esse fato predispõe os leitores da Ilíada a questionar a guerra e sua futilidade.
A ficção perdeu a capacidade de humanizar seus consumidores no mundo moderno. Isso fica mais claro quando levamos em conta os filmes norte-americanos. 
Em Elysium (2013) apenas as pessoas muito ricas e aqueles que as servem tem acesso às tecnologias médicas mais modernas, capazes de curar doenças graves e reconstruir corpos mutilados. O filme termina no momento em que a assistência médica se torna um direito universal. Na vida real, porém, a medicina foi totalmente mercantilizada. Apenas quem pode pagar tem acesso aos tratamentos médicos. A desumanização da dor atingiu um ponto em que já começamos ver pessoas gravemente feridas pedir para que as pessoas não chamem uma ambulância com medo de não ter condição de pagar a conta.
Como em vários outros filmes do gênero, Elysium evidencia que a ficção se transformou em mercadoria produzida em massa de maneira rentável. Sua finalidade é apenas proporcionar uma fuga temporária da realidade brutal. A ficção não precisa nem mesmo manter qualquer relação com a realidade. Ela perdeu a capacidade de humanizar seus consumidores. O resultado é trágico: a realidade não pode mais se reconciliar com a humanidade através da ficção como ocorria na Antiguidade.
Os lamentos de Adrômaca e Clitemnestra se tornaram cômicos num mundo que convive com a brutalidade da guerra como se ela fosse algo inevitável, necessário ou normal. Todos os dias nós consumimos, através da internet, fotos e filmes de brutalidades inenarráveis cometidas pelo US Army no Oriente Médio, pelas Forças de Defesa de Israel em Gaza ou pela PM/RJ e pelo Exército Brasileiro no Rio de Janeiro como se tudo aquilo não fosse real ou, pior, como se a dor alheia não pudesse mais nos afetar. Os lamentos das mães das crianças sírias despedaçadas pela guerra são incapazes de nos despertar do torpor em que fomos condenados a viver.
Nós dizemos que somos mais civilizados do que os gregos da antiguidade. Mas a verdade é que a modernidade nos desumanizou totalmente. Tanto que nos últimos anos https://metro.co.uk/2018/04/13/russias-state-tv-tells-people-prepare-wor... https://www.bbc.com/portuguese/internacional-43771683">a inevitabilidade de uma guerra nuclear tem sido intensamente discutida e alguns milionários norte-americanos acreditam que poderão sair ilesos dela. Quando sacrificou a filha para conjurar os deuses, Agamemnon marcou um encontro com a glória em Ilion (Tróia) e com a morte em sua própria casa. Nosso encontro com a III Guerra Mundial não será fictício ou glorioso, nem será capaz de produzir um poema épico.
Fonte: jornalggn.com.br

PF apreende R$ 95 mil em casa de assessor e Yomura nega irregularidades

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal no apartamento do assessor do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) - Foto: Divulgação

Jornal GGN - Alvo de Operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (05), o ministro do Trabalho, Helton Yomura, negou nesta quinta-feira (05) ter cometido irregularidades. Ele é apontado de participar de esquema de organização criminosa envolvendo processos de registros sindicais.
 
O afastamento de Yomura do posto ocorreu durante a 3ª fase da Operação Registro Espúrio, que nesta quinta cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Brasília, na sede do Ministério do Trabalho e no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aonde a Polícia Federal apreendeu R$ 5 mil em dinheiro vivo, e no apartamento de um assessor do parlamentar, aonde os investigadores encontraram R$ 95 mil em espécie.
 
O assessor de Marquezelli é Jonas Antunes Lima, e foi preso na Operação de hoje. A investigação aponta que políticos e servidores públicos cometeram fraudes na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho. Yomura foi indicado pelo PTB para manter o comando do partido na pasta, após a Justiça proibir a posse da deputada Cristiane Brasil, da mesma sigla.
 
As prisões, mandados e a suspensão de Yomura do cargo foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibindo, ainda, o então ministro de frequentar o gabinete e de manter contato com os demais investigados na apuração.
 
O então ministro não foi apenas a solução encontrada pelo PTB na pasta, mas é apontado como próximo de Cristiane e do pai da parlamentar, o presidente nacional da sigla, Roberto Jefferson. Antes de assumir o comando, era secretário-executivo do Ministério, o número dois da pasta.
 
A defesa de Yomura emitiu comunicado, após os mandados da Justiça, afirmando que o ministro tem "a certeza de não ter cometido nenhum ato ilícito e que suas ações correspondem a uma política de valorização dos trabalhadores e das instituições". "O ministro Helton Yomura, mesmo não sabendo de que atos está sendo acusado, nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade", informou.
 
Ainda, de acordo com a nota assinada pelos advogados de sua defesa, "o ministro do Trabalho, Helton Yomura, adotou rigorosas providências institucionais para a garantia do interesse público", entre elas a "exoneração imediata de todos os servidores sob investigação, abertura de sindicância e processos administrativos para averiguação dos fatos e suspensão de todos os atos que pudessem provocar repercussões no âmbito da investigação".
 
Após a repercussão negativa com a já então tentativa de nomear Cristiane Brasil, o mandatário Michel Temer deve agora retirar as indicações do PTB na pasta, nomeando outra pessoa que não tenha ligação com o partido. Temer já teria discutido com assessores e pessoas próximas, nesta quinta (05), nomes do substituto para o Ministério.

Fonte: jornalggn.com.br

O AI-5 da Globo


Por Alex Solnik*

Não satisfeita em autocensurar os conteúdos que seus jornalistas contratados ou colaboradores produzem diariamente para seus jornais, revistas, sites, rádios e emissoras de TV espalhados pela web e por todo o Brasil, a Globo decidiu ressuscitar o AI-5 e proibi-los de emitir opiniões nas redes sociais por meio de um decreto que baixou unilateralmente e que sujeita a demissão aquele que o desobedecer.

Como sabemos, mas a Globo prefere ignorar, a liberdade de expressão é garantida pelo artigo 5º. da constituição federal, cláusula pétrea que não pode ser revogada, mas que ela revogou internamente, implantando a censura em tempos democráticos.

O objetivo é claro: barrar opiniões diferentes das expressas em sua linha editorial, impondo voz única – a de seus donos - sob o pretexto de preservar a "isenção" e a "reputação" dos jornalistas e da empresa.

Não sei como pode falar em preservar alguma reputação a organização que desde 1989 fustiga Luiz Inácio Lula da Silva de forma desproporcional em relação a outros políticos brasileiros e que, desde a redemocratização, tenta impor ao país diretrizes políticas e econômicas, como se fosse um partido político e não uma empresa jornalística, ao mesmo tempo em que mantém monopólio da informação ao arrepio da lei.

A decisão não chega a ser surpreendente, já que a Globo apoiou e defendeu o AI-5 da ditadura militar, decretado a 13 de dezembro de 1968 e que determinou a implantação da censura jornalística e artística no Brasil, além de fechar os partidos e cassar adversários do regime.

Num dos pontos mais humilhantes do Ato Institucional da Globo, o texto sugere que, na dúvida entre publicar ou não alguma coisa nas redes sociais, o funcionário consulte a chefia, como se ele não tivesse condições de tomar decisões por si mesmo.

E determina que as chefias levem os casos de desobediência à direção da organização, para julgamento sumário.

As precauções não se restringem ao campo político. Também há uma recomendação explícita para os funcionários não apontarem falhas em produtos ou criticarem empresas, mesmo que tenham sido prejudicados por elas.

O veto é fácil de entender. Qualquer produto ou empresa já foi, é ou poderá ser anunciante de alguma empresa da Globo.

Como todo ato de censura, o decreto revela fraquezas de quem o impõe. O medo que a Globo tem das redes sociais parece ser maior do que supõe a vã filosofia, como vimos nos casos William Waack e Chico Pinheiro.

Se elas fossem inócuas não teriam de ser tão estritamente vigiadas.
A outra constatação é que a Globo não sabe conviver com o contraditório, prefere censurar a debater e todos os seus editoriais em defesa da democracia não valem um tostão furado.

Se vier outro AI-5, não há dúvida, a Globo vai apoiar de novo.

*Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

Fonte: https://www.brasil247.com 
Por https://jcsgarcia.blogspot.com/