sábado, 2 de março de 2019

1º de março - THE WASHINGTON POST, EUA

 
 



Fonte: carta maior

Nós precisamos voltar a sonhar


 
Sonho* 
John Lennon 
(tradução de Flávio Aguiar)

Sonhe que não há paraíso
É fácil, se você tentar.
Abaixo não há inferno
Acima, só estrelas pra se olhar
Sonhe com todo mundo
Vivendo apenas o presente…

Sonhe que não há países
Não é difícil não
Nada por que morrer ou matar
Num mundo sem religião
Sonhe com todo mundo
Vivendo sua vida em paz...

Pode me chamar de sonhador
Mas não estou só não
Quem sabe você um dia
Também nos dê a sua mão...

Sonhe que tudo é de todos
Será que você se esmera?
Um mundo sem ganância ou fome
Onde a fraternidade impera
Sonhe com todo mundo
Dividindo com todos tudo...

Pode me chamar de sonhador
Mas não estou só não
Quem sabe você um dia
Escolha o mundo sem divisão…

*Optei pelo verbo sonhar porque “Sonhe”, em português, tem a mesma sonoridade bonita de “Imagine” em inglês.
“Imagine”, em português, não tem a mesma beleza sonora.

Ouça a música em: https://goo.gl/wptKdB  

Aproveitando a leveza do Carnaval, começo nossa conversa com a belíssima canção de John Lennon, traduzida especialmente para Carta Maior, pelo companheiro Flavio Aguiar. 

Depois de tudo que passamos, das vitórias às derrotas, o sentimento é de que precisamos continuar. E continuar significa, em primeiro lugar, manter nossa capacidade de sonhar. 

Por isso essa canção e a lembrança de que já passamos por situações tão ou mais difíceis quanto esta. E se aqui chegamos é porque nunca deixamos de sonhar com um mundo sem posses, sem ganância, sem fome. 

Um mundo onde possamos viver em paz. 

Sim, nós precisamos voltar a sonhar, afinal, o que seria de nós, da esquerda, sem utopias? 

E foi pensando nelas que criamos a editoria “Debates Maior” que, entre fevereiro e março, traz a seguinte questão aos nossos intelectuais: O que é ser de esquerda?

Segundo Flávio Aguiar, “a primeira condição para ser de esquerda hoje é parar de falar ´na esquerda´ e passar a falar ´nas esquerdas`. É preciso acabar com o que chamo de ´síndrome do banco da frente´, descrita mais ou menos assim: na nossa Kombi (sou do tempo das heróicas Kombis) é de esquerda quem senta comigo no banco da frente; dali pra trás e pra fora é tudo traidor do proletariado e da revolução que está nos esperando já no primeiro cruzamento. O diabo deste tipo de pensamento, que vigorou e ainda vigora por áreas do sentimento de ser ´vanguarda´, é que não há cruzamento: esta estrada não tem fim”.

Já o senador Saturnino Braga avalia como “de esquerda” “todos aqueles que não aceitam como natural esta grande divisão da sociedade entre pobres e ricos, por considera-la uma teratologia do próprio sistema capitalista, do sistema de propriedade privada; e exigem, enquanto durar este sistema, a intervenção explícita do Estado, através de políticas econômicas e sociais que sejam eficazes na correção desta injustiça, na redução das diferenças de classe”.

Reginaldo Moraes, por sua vez, afirma que ser de esquerda é ter a atitude do time visitante, de quem sabe que joga no campo do adversário. “Sua torcida é minoritária dentro do estádio, ainda que ela tenha muito mais gente ‘do lado de fora’ da bilheteria. Jogar como time visitante é catimbar o adversário e irritar sua torcida. Se percebemos que não é isso que está acontecendo, melhor desconfiar. Essa esquerda pode estar fazendo o jogo conveniente para os homi. Nesse caso, ela é o visitante ideal para os donos do campo”.

Trazendo um excelente exemplo do que seria “catimbar o adversário”, Fernando Nogueira da Costa propõe pensarmos “no que fazer?”. “No debate público-parlamentar a ser enfrentado, aqui-e-agora, será pertinente à esquerda propor um avanço civilizatório. Na reforma da Previdência Social, aceitar 65 anos como idade mínima para se aposentar tendo como compensação 4 dias com 9 horas de jornada de trabalho por semana. Toda a sociedade ganhará!”, propõe.

Liszt Vieira lembra que “tradicionalmente a direita tem 30% do eleitorado, a esquerda idem, e os 40% restantes constituem o chamado ´centro´”; e aponta como erro persistente da esquerda chamar o centro de direita. “Um erro de raízes históricas. As analogias são sempre perigosas, porque os contextos históricos são diferentes. Mas vale recordar o famoso erro do partido comunista alemão nos anos 30 que identificou como inimigo principal seus concorrentes mais próximos, os socialistas e os social democratas. Veio o fascismo, e destruiu todos”, complementa.

Roberto Bueno, por sua vez, avalia que a esquerda “não poderá realizar a sua identidade ideológica sem dispor de amplos espaços de comunicação social”. “Sem mídia forte, a população não dispõe de meios de concretizar a si enquanto povo, a sua cultura e sua história quando não seja através de meios de comunicação não controlados pela plutocracia. A transformação da mídia oligopolizada controlada pela plutocracia deve permitir reconfigurar o campo semântico e ideológico popular, em que hoje aparece a descrição de que o liberalismo capitalista equivale à democracia”.

E esses são apenas alguns aspectos levantados por eles. Aproveito e já faço um apelo à participação das nossas intelectuais neste debate que estenderemos, dada sua importância, até o mês de abril. 

Convido todos vocês à leitura da nossa editoria Debates Maior. Aproveitem para conferir nossa página especial de Carnaval que entra no ar a partir deste fim de semana.

Por fim, peço novamente sua colaboração. Ajude-nos a chegar a 2.000 parceiros doadores. Caso contrário, seremos obrigados a transformar a Carta Maior um veículo com conteúdo aberto apenas para seus parceiros-doadores.

Fonte: CARTA MAIOR

POLÍTICA Para Eduardo Bolsonaro, Lula em velório é “larápio posando de coitado”

sexta-feira, 1 de março de 2019

Justiça autoriza Lula a ir ao velório do neto. Ex-presidente viaja ainda hoje

latuff
Ele será transportado ainda nesta sexta-feira de Curitiba para a região do ABC. Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, morreu vítima de meningite meningocócica
São Paulo — A Justiça Federal do Paraná acaba de autorizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comparecer ao velório e enterro de seu neto Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, vítima de meningite meningocócica. Arthur era filho de Sandro Luis Lula da Silva, um dos três filhos do ex-presidente com Marisa Letícia, e de Marlene Araújo Lula da Silva. Ele foi internado no Hospital Bartira, em Santo André, na região do ABC, nesta sexta-feira (1º) de manhã, e morreu por volta do meio-dia. 
O ex-presidente Lula seguirá para São Paulo em avião do governo do Paraná. A aeronave foi liberada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), atendendo a pedido da superintendência da Polícia Federal no Paraná. O apoio para o deslocamento permitirá que o ex-presidente participe do velório do neto. 
A forte ligação de Lula com a família tem desencadeado uma onda de manifestações de tristeza e solidariedade. A negativa para que o ex-presidente acompanhasse o velório do irmão Vavá, em 30 de janeiro, causou apreensão ante o risco de seu direito a velar um ente familiar ser novamente negado. Desta vez, a liberação ocorreu de maneira mais rápida.

Recordação 

Mais cedo, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), lembrou das horas que antecederam a prisão de Lula no dia 7 de abril de 2018, quando o ex-presidente estava cercado por seus familiares, incluindo o neto Arthur. 
"Lembrei-me hoje do dia em que o ex-presidente Lula foi se apresentar à Justiça. Acompanhei juntamente com outros, em São Bernardo do Campo, um pedido de bênçãos de Deus depois de muitas agendas. E seus últimos minutos antes da apresentação, foram com a família: filhos e filha, noras e genro, irmãos – e lá estava o Vavá, que nos deixou recentemente – e seus netos e netas. 
Presenciei ali dois momentos duros, além da hora da despedida: a lembrança da dona Marisa... muitas lágrimas. E o Arthur, seu neto, estava no seu colo. E num dado momento quando Lula disse que precisava ir, o neto perguntou: "Vovô, domingo o senhor está de volta? Vai lá em casa brincar comigo?" O coração amoleceu. Todos choramos.  
É uma tristeza receber a notícia do falecimento do Arthur. Não consigo imaginar tamanha dor. Que Deus possa dar forças para a família neste momento. Estamos te enviando muito amor e orações, Lula!”, escreveu o governador.
Lula e seu neto Arthur
Lula e seu neto Arthur, que no último ano chegou a visitar o ex-presidente duas vezes em Curitiba
Fonte: Rede Brasil Atual
RICARDO STUCKERT

BRASIL: QUEM MANDOU, JAMAIS, DEIXAR DE SER UMA RELES COLÔNIA, GRANDE E BOBA?



Quem mandou jamais deixar de ser uma reles colônia, grande e boba?


Brasil e Estados Unidos são economias basicamente concorrentes, não complementares, Exportam proteína animal e vegetal (soja, milho, frangos, carnes de porco e de boi), suco de laranja e outros insumos que embutem tecnologia agrícola e processamento industrial para mercados consumidores do Oriente, de onde importam máquinas, eletrônicos, petróleo e complementos alimentares.

Quando Estados Unidos e China começaram a se estranhar, o Brasil cresceu como fornecedor alternativo e houve o boom das exportações de soja. As carnes iam pelo mesmo caminho, apesar dos esforços do governo americano, através de seus agentes nas procuradorias e judiciário brasileiros, para sabotar os grandes exportadores nacionais. As compras chinesas de soja nos Estados Unidos chegaram a estancar e se abriu a perspectiva de grandes investimentos da China na expansão da infraestrutura de transporte e energia do Brasil.

Aí veio essa pústula olavista dos bolsonaros e seu perdido amor pelo Trump.

Diante da crescente e maníaca estupidez brasileira – que é una esperteza americana, porque o Brasil alienou sua inteligência – os chineses voltaram a se acertar com os Estados Unidos,. O aporte de proteína é questão fundamental para eles e, tanto quanto os americanos, são pragmáticos, ainda que mais sinceros e com escassa cobrança de subserviência política.

O lado bom é que o agronegócio com cara de latifúndio se ferra, com ele um tanto da cultura do boi, da bala e dos oligarcas xucros.

O lado ruim é que o Brasil se ferra junto, perde credibilidade, encolhe … e assim caminha para trágico destino.

Quem manda ter assinado aquele malfadado acordo jurídico (e policial) com os Estados Unidos, em 2001, nos anos de entrega desvairada do FHC, ao preço do sacrifício de secular cultura judiciária?

Quem manda ter forças armadas com generais que vivem se esfregando em empresários e picaretas, ricos, odeiam o povo simples do país, não têm a menor noção de geopolítica e se orientam pelo que os “amigos americanos” ensinam?

Quem mandou ter uma imprensa servil e venal, pendurada em Miami?

Quem mandou jamais ter deixado de ser uma reles colônia, grande e boba?


"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma." (Joseph Pulitzer).

Fonte: A JUSTICEIRA DE ESQUERDA

Deputados do RN aprovam 13º e férias para si próprios

Os deputados estaduais do Rio Grande do Norte aprovaram nesta semana um projeto para receber 13º e férias. O projeto admite a aplicabilidade para os parlamentares o mesmo direito dos trabalhadores brasileiros. Atualmente um deputado estadual potiguar recebe mensalmente R$ 25.322,25. A matéria foi aprovada quase a unanimidade na última terça-feira (26), tendo apenas a abstenção do deputado Sandro Pimentel (PSOL).
De acordo com o texto, o pagamento seria retroativo a 2015, mas cada caso seria tratado de forma particular. Os pagamentos não representariam elevação de despesas e tudo correria por conta das dotações orçamentárias já consignadas ao Legislativo.
A lei aprovada pela Assembleia atende a recomendação feita pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte em julho de 2018 e faz parte de um conjunto de 20 pedidos. Isso foi resultado de uma auditoria que revelou os pagamentos de 13º e férias sem lei específica.
O deputado Sandro Pimentel, único a se abster na votação, publicou um depoimento em vídeo em que diz que nenhum dos novos deputados, que se elegeram pela primeira vez para a Assembleia, irá receber nenhum tipo de vantagem retroativa. Ele diz ainda que não houve discussão em plenário porque a matéria foi deliberada pelo colegiado de líderes e que ele não faz parte desse colegiado.
O projeto depende da sansão da governadora Fátima Bezerra.
Por Robson Pires

Lula solto - Por ROBSON PIRES

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi autorizado, nesta sexta-feira (1º), a sair temporariamente da prisão, na Polícia Federal em Curitiba, para ir ao velório e enterro do neto.
A autorização foi concedida com base na Lei de Execução Penal, que estabelece a previsão de saída temporária de presos para velórios e enterros de familiares, incluindo descendentes.
Ele seguirá para São Paulo em aeronave do governo do Paraná, cedida a pedido da Polícia Federal, pelo governador Ratinho Júnior (PSD).