domingo, 24 de setembro de 2017

Caos na Rocinha: o que Bolsonaro fez pela segurança do Rio em 26 anos de Câmara? Nada


Jair Bolsonaro foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro em 2014, com mais de 464 mil votos.

Em seu sétimo mandato, Bolsonaro está na Câmara há 26 anos. Quando chegou a Brasília, no início da década de 1990, atendia os interesses dos militares.

Mais recentemente, passou a incluir qualquer coisa em sua agenda, desde que renda assunto nas redes sociais entre seus seguidores de extrema direita.

A tragédia na Rocinha é uma oportunidade excelente para saber: o que Jair fez pela segurança de sua terra? Quais suas propostas nesse sentido? Ao longo de mais de duas décadas, o que ele conseguiu implementar para tornar o cotidiano do carioca menos apavorante?

Resposta: nada.

Jair é um fanfarrão especializado em tagarelar e angariar apoio e eventual adoração de otários fascistoides com soluções incríveis como castração química de estupradores, pena de morte, fim das cotas e distribuição de armas para a população. Volta e meia põe um nióbio ou um grafeno no meio.

Na hora de legislar, de trabalhar, um fiasco.

Desde 1991, Jair apresentou 171 projetos de lei, de lei complementar, de decreto legislativo e propostas de emenda à Constituição (PECs). O número é auto explicativo.

Apenas dois foram aprovados: o benefício de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática e a autorização para o uso da chamada “pílula do câncer”, a fosfoetanolamina sintética.

A primeira emenda de sua autoria, aprovada em 2015, determina a impressão de votos das urnas eletrônicas.

Ele se defende dizendo que “tão importante quanto apresentar propostas, é rejeitá-las”. Assim tenta vender o peixe de que acabou com o “kit gay”, material didático contra a homofobia vetado na gestão de Dilma Rousseff, em 2011.

Bolsonaro é um populista desmiolado, limítrofe e despreparado. Numa entrevista ao amigo Danilo Gentili, falou sobre sua “plataforma” para 2018: “Muita coisa está ligada à violência (…) Vivendo num país inseguro como o nosso, você não tem turismo. (…) Precisamos dar um cavalo de pau na política de direitos humanos. (…) Precisamos acabar com o estatuto do desarmamento”.

Como seu eleitorado é feito de gente como ele, o que o sujeito precisa é apenas repetir a retórica do “bandido bom é bandido morto”. Nenhuma ideia concreta. Não é necessário que ele trabalhe em Brasília pelo estado e a cidade que o elegeram. Basta vomitar ódio e burrice.

Você ganha um pirulito se adivinhar o que ele declarou sobre a Rocinha nestes últimos dois dias de tiroteio.

Exato: o mesmo que apresentou em quase três décadas como parlamentar.

Kiko Nogueira
No DCM

sábado, 23 de setembro de 2017

CPC/RN PROMOVEU A I NOITE DAS HOMENAGENS EM NATAL

 Foto: Mesa de abertura, homenageados e Eduardo Vasconcelos-CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Claudio Lima e imagem da mesa de abertura
 Manoel Euflausino - SINTEST/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Reitor do IFRN, professor Wyllys Tabosa
 Ex prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA
 Egídio Jr - SINDSAÚDE/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Dr. CID ARRUDA
 Deputada Federal, ZENAIDE MAIA
 EDINALDO GOMES - SENALBA/RN
 Radialista, CLAUDIO LIMA
 JOSÉ ALVES (Biró) - SINTAMACOMM
 Assessor da Sen. FÁTIMA BEZERRA, Fábio Henrique
 MANOEL EUFLAUSINO - SINTEST/RN
 Sandoval Lopes - HOTELEIROS-RN
SANTINO ARRUDA - SINAI-RN
MOACIR SOARES - Dirigente da CTB/RN recebendo do Eduardo Vasconcelos, Diploma de HONRA ao MÉRITO

Aconteceu na noite da sexta feira, 22, no auditório do IFRN, na Cidade Alta em Natal, a I NOITE DAS HOMENAGENS promovida pelo Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, em que foram agraciados com Certificado de Honra ao Mérito vários líderes sindicais, lideranças políticas e artistas, marcando as justas homenagens a aqueles que direta ou indiretamente apoiaram ou promoveram ações culturais no nosso estado.

A solenidade foi presidida por Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e teve como participantes da Mesa de Honra: O Sr. Fábio Henrique, representante da Senadora Fátima Bezerra, a Deputada Federal Zenaide Maia, a representante da ADUERN, Andréia Jane, o Sr. Manuel Euflasino do SINTEST, Santino Arruda do SINAI/RN, e do Professor Willys Abel Farkatt, reitor do IFRN.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares”.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

É HOJE (22) NOSSA I NOITE DAS HOMENAGENS!!!

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL

Hoje (22) de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN - Campus da Cidade Alta - Natal/RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizaremos a I NOITE DAS HOMENAGENS, cuja finalidade é reconhecer através de DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, entidades de classes, artistas culturais e políticos que tem serviços prestados de forma direta ou indireta apoios as iniciativas do CPC/RN, bem como promoveram e com certeza continuarão promovendo mais ações em defesa e resgate da CULTURAL BRASILEIRA!

Os agraciados foram escolhidos na reunião dos dirigentes do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, realizada dia 11 de julho do ano em curso, cuja pauta foi APROVAÇÃO de nomes de personalidades ilustres que atuam na política e nos movimentos sociais, entre eles o sindical, educacional e cultural.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Distritão é derrotado na Câmara e em 2018 valerá o sistema eleitoral atual


A Câmara dos Deputados acaba de rejeitar a proposta que previa o chamado distritão para 2018 e o voto distrital misto para 2022. A mudança valeria para escolha de deputados e vereadores.
Pelas regras atuais, deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. Ou seja, faz-se cálculo que leva em conta os votos no candidato e no partido. E aí defini-se quantos parlamentares uma coligação elege. Os mais votados são os eleitos.
No distritão, enterrava-se a lista partidária e a das coligações. Os mais votados seriam os eleitos. Isso acabaria fazendo com os atuais deputados tivessem mais chances. Como também pessoas famosas e sem compromisso algum com processos coletivos e públicos.
A proposta teve o apoio de PMDB, PP, PTdoB, PSDB, PSD, DEM, Podemos e Solidariedade. Ou seja, a base de Temer. Partidos como PT, PR, PSB, PRB, PDT, PTB, PROS, PSL, PCdoB, PPS, PHS, PV, PSOL e PEN orientaram as bancadas a votar contra o texto.
Se quiser entender mais o que seria o distritão, fiz um Fala Rovai sobre o Tema:

Lula vira réu em outro processo no mesmo dia em que dispara em pesquisa


Como tem acontecido quase sistematicamente, uma notícia positiva do ex-presidente é sempre acompanhada, na sequência, por mais uma “bomba”. Desta vez, petista vira réu por corrupção passiva na Zelotes .
Por Redação*
Já há uns bons meses que toda notícia positiva que gira em torno de Lula é abafada, logo na sequência, por uma “bomba” vinda de algum político ou da Justiça brasileira. Assim aconteceu na divulgação das últimas pesquisas de intenção de voto para a presidência em 2018 ou ao longo de sua bem sucedida caravana pelo Nordeste.
Não foi diferente nesta terça-feira (19), que amanheceu com as manchetes de que Lula lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno para presidente, de acordo com a pesquisa CNT. Bastaram algumas horas para que, no final da tarde, a Justiça Federal de Brasília aceitasse denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o petista e contra o ex-ministro Gilberto Carvalho por corrupção passiva em um dos processos da Operação Zelotes.
De acordo com a denúncia, Lula, Carvalho e mais cinco investigados são acusados de beneficiar montadoras de veículos por meio da edição de medidas provisórias. As empresas automobilísticas, segundo os procuradores, teriam prometido R$ 6 milhões a Lula e ao ex-ministro em troca de benefícios para o setor.
A defesa de Lula nega. Em nota, o advogado Cristiano Zanin afirmou que denúncia, como as outras, faz parte da perseguição política que vem sendo praticada contra o ex-presidente.
“A inocência do ex-presidente Lula deverá ser reconhecida também neste processo porque ele não praticou qualquer ilícito. A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal não tem materialidade e deve ser compreendida no contexto de lawfare [guerra jurídica, em tradução livre] que vem sendo praticado contra Lula, usando de processos e procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”, diz a nota.
*Com Agência Brasil 
Fonte: Revista Fórum

Movimento por anulação do impeachment cresce e cria comitês no Brasil e no exterior


Para militantes, só restituição do cargo à presidenta eleita resgataria democracia. Para Eugênio Aragão, Temer não é adversário: "Ele assaltou o poder e deve ser tratado como inimigo"

por Cida de Oliveira, da RBA

A derrubada do impeachment de Dilma Rousseff é o único caminho para a saída dos golpistas do poder, o resgate do projeto aprovado e reeleito por 54 milhões de votos, o restabelecimento da democracia, a consolidação do estado democrático de direito e a garantia de que o povo vai poder escolher o futuro que quer para o país. Uma nova eleição, em meio ao avanço do golpe sobre os direitos, seria manipulada pelos golpistas para a sua permanência no poder. Este é o consenso defendido na noite de ontem (10) no primeiro ato-debate oficial realizado pelo Movimento pela Anulação do Impeachment.

O jurista e procurador da República Eugênio Aragão, que foi o último ministro da Justiça do governo Dilma, dividiu a mesa de debate com o jornalista e presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, a enfermeira aposentada e militante do PT Edva Aguilar, idealizadora das ventarolas distribuídas durante os jogos olímpicos do Rio de Janeiro com a estampa “Fora Temer”, e a artista, compositora e ativista digital Malu Aires.

Na plateia que lotou o auditório da Apeoesp (o sindicato dos professores da rede pública estadual), na Praça da República, região central de São Paulo, representantes de movimentos de mulheres, de moradia e da periferia da capital, do interior e de outros estados, além de integrantes do PT e do PCO – que organizou o evento –, e dirigentes do sindicato dos psicólogos, de professores e de sociólogos. Participaram ainda representantes da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). A ex-ministra de Políticas para as Mulheres e amiga pessoal de Dilma Eleonora Menicucci não pôde comparecer, mas enviou mensagem na qual destaca que as duas agradecem e apoiam a mobilização. Um nome conhecido presente foi o ex-deputado estadual petista Adriano Diogo.

Entre as estratégias do movimento para viabilizar a volta de Dilma estão a ampliação e intensificação e intensificar de debates e a realização de grandes atos e manifestações em várias cidades do país para dar mais peso às pressões que alguns de seus militantes já vem fazendo sobre o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, onde estão parados processos que questionam o impeachment por não haver crime de responsabilidade. Além disso, levar a questão para cortes internacionais por meio de um pedido de liminar na Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica.

Estão sendo criados comitês em diversas cidades pelo país e até no exterior, os quais começam a agendar eventos. Nesta sexta-feira (13) à noite, haverá debate na sede da CUT, em Brasília, e em Belo Horizonte, a partir das 20h, no Restaurante do Ano, com a presença de Edva e Malu, na chamada Sexta Valente. Entre os próximos dias 27 e 29, elas estarão no 1º Encontro Internacional pela Democracia e Contra o Golpe em Amsterdam, na Holanda, com ativistas brasileiros que moram na Europa. 
É possível reverter o golpe?

Para Eugênio Aragão, é possível. "Se não tivéssemos condições de enfrentar a Globo, o Sergio Moro, Rodrigo Janot, Gilmar Mendes, não deveríamos estar aqui, e sim estar em casa, vendo novela", disse. "Mais do que acreditar nisso, temos de ter fé de que é possível a partir de uma consciência revolucionária. Não se trata de religião. Nossa fé é uma fé ditada, que nasce de um processo histórico, e a gente sabe que as coisas só mudam na luta. Não existe nada que é dado de graça."

Essa consciência revolucionária, segundo ele, é o caminho para uma democracia alternativa à atual, moldada para impedir que os excluídos cheguem ao poder. "Vivemos em uma sociedade escravocrata, pré-histórica em muitos aspectos. Para chegarmos à democracia que queremos, temos de restabelecer a que tínhamos. E para isso precisamos nos organizar e modular o nosso discurso. A gente tem todas as condições na proporção de força para assumir o poder que nunca assumimos", afirmou, ressaltando que, no seu entender, a esquerda nunca esteve no poder, tampouco as massas. "As massas que fazem a crítica ao movimento, que oxigenam o movimento, nunca ditaram as políticas. Apenas tiveram parte nas suas discussões."

Só a organização da sociedade, com participação das massas, pode trazer resultados, conforme o ex-ministro. Ele não acredita que medidas levadas às cortes internacionais possam surtir efeito. O Comitê de Direitos humanos ao qual os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreram contra os abusos na Operação Lava Jato é "apenas mais um elemento, uma pedra no caminho da reação".

"Não podemos ter esperança porque o comitê não tem poderes importantes. Faz um parecer sobre a situação e faz recomendações aos governos. Se os governos não acatarem, o comitê nada pode fazer. No máximo declarar que o governo esta descumprindo um tratado. Ponto. A menos que esteja em jogo interesses estratégicos de grandes potências centrais, o que não é o caso do Brasil."

Diferenciados os conceitos de inimigo e adversário, Eugênio Aragão destacou que o governo Temer é inimigo. E que oposição cabe apenas quando a democracia está em vigor, o que não acontece agora. “Quando a democracia é derrotada, quem resiste é inimigo do golpe. Não temos de ser oposição a Michel Temer porque ele assaltou o poder e se comportou como inimigo, deve então ser tratado como inimigo."

Ele conclamou os movimentos sociais, que participaram, mas não ditaram as políticas nos governos petistas, a relevarem as divergências para a derrubada do golpe. “Volta de Dilma é imperativo, é a partir daí que a gente volta a conversar, a definir o que queremos para revigorar a democracia. Não podemos vacilar agora. Num duelo, quem vacila leva o tiro.”
Ele lembrou episódios da ditadura, como a ocasião em foi humilhado e xingado por militares por não cantar o hino nacional quando se apresentou para o serviço militar. “Não podemos permitir que esse estado de coisas volte”.

E destacou  a diferença entre os setores progressistas e a ala conservadora que teve participação nos governos petistas e que apoiaram o golpe e agora participam de seu governo. “Somos como água e óleo. Temos de nos voltar para as massas, das quais nunca deveríamos ter nos afastado.
100% de chance

Rui Costa Pimenta também acredita na reversão do golpe. "Um movimento formado pelas bases tem "100% de chances de prosperar", diz. Crítico dos governos do PT principalmente pelas alianças com setores da direita, pelo afastamento dos movimentos sociais e mais recentemente pela falta de empenho das lideranças da legenda para conter a instalação e o avanço do golpe, ele declara que não votou em Dilma – assim como todos do PCO, segundo diz. No entanto, defende a volta da presidenta eleita para a expulsão dos golpistas e o fim do avanço dos ataques à democracia e aos direitos.

Para ele, o momento é propício porque, conforme acredita, o governo golpista entrou em uma espiral da crise que aponta para o fracasso do golpe. "Há diversos choques entre o governo, o congresso e o Judiciário, em que a mídia golpista noticia que Temer tem o controle sobre o legislativo. E há até colunistas conservadores já escrevendo sobre a necessidade de o governo dar marcha à ré e fazer política igual à do PT para evitar o colapso total. É a oportunidade para reverter o impeachment. E se não fosse possível, este auditório não estaria lotado  a uma hora dessas, em início de janeiro. A chance de este movimento formado pelas bases dos movimentos, sindicatos e partidos."

Na avaliação de Pimenta, a maior parte da esquerda não dimensionou a real amplitude do impeachment. "É um típico golpe de estado que avança rapidamente com medidas já aprovadas e outras em andamento para modificar profundamente as relações existentes no país, principalmente trabalhistas e sociais, que colocam em risco até mesmo a sobrevivência da esquerda na legalidade. A depender do plano que minimiza os riscos que o povo está correndo, a esquerda vai ficar à margem de um estado que podem inclusive, vir a sofrer uma intervenção militar."

A grande questão, para ele, é a facilidade com que o impeachment foi assimilado por políticos e pela maioria da esquerda. "Ninguém poderia ter aceitado o golpe desse grupo conspirador. Não podemos recuar diante do golpe que não se esgota com a retirada da presidenta eleita reeleita com 54 milhões de votos mas que nos leva a todos a um beco sem saída. Se não houver resistência, eles vão avançar e engolir  tudo o que foi conquistado com muita luta para derrubar a ditadura” .

Dúvidas

Edva Aguilar afirmou duvidar do apoio de Dilma a novas eleições e criticou seu partido e a maioria da esquerda em dar o golpe como consumado. "Grande parte das lideranças do PT e da esquerda não se empenham na luta pela restituição do mandato de Dilma. Por que não unir forças numa grande mobilização para anular o impeachment?", propõe.
A militante leu uma carta em que questiona a postura dos integrantes do STF e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em relação às ações que questionam o impeachment. 

"As perícias do Senado inocentaram Dilma das supostas acusações de crime de responsabilidade que a tiraram do cargo. Isso torna o impeachment ilegal, ilegítimo e inconstitucional. Por isso os ministros do STF, que são partícipes do golpe, devem acatar a ação que pede o cancelamento do impeachment que é um golpe contra o voto popular, que dá um ponta pé na democracia e um sinal verde ao golpismo. Anular é importante para a democracia porque não há garantias de um processo eleitoral isento e livre."
Processo xexelento

Uma das autoras de Crônicas da Resistência 2016 – Narrativas de uma Democracia Ameaçada, Malu Aires acredita que as pessoas estão finalmente despertando para uma nova realidade. "Parece que estão começando a perceber a mesma coisa, que parece não haver mais leis, ou que as leis não são nossas, e que os brasileiros não têm mais direito a nada.", diz.

A ativista não cogita a possibilidade de eleições. “Não vai haver 2018 porque a democracia acabou em 2014. Se a Dilma voltar, se esse processo xexelento for anulado, com um país desse tamanho, muito maior que o Congresso e o STF, nós vamos fazer o que deveríamos ter feito desde o começo: governar junto com ela."

Fonte: desabafopais.blogspot.com.br

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Terremoto de 7,1 graus no México já deixou ao menos 106 mortos

Ao menos 106 pessoas morreram no terremoto de 7,1 graus que sacudiu nesta terça-feira o México, afetando a capital e os estados de Puebla e Morelos, informaram as autoridades locais. 

O estado de Morelos informou 42 óbitos, Puebla, 26, o Estado do México, oito, e a Cidade do México, 30, enquanto prosseguem os trabalhos de resgate em numerosos prédios que desabaram

Ao menos 106 pessoas morreram no terremoto de 7,1 graus que sacudiu nesta terça-feira o México, afetando a capital e os estados de Puebla e Morelos, informaram as autoridades locais. 

O estado de Morelos informou 42 óbitos, Puebla, 26, o Estado do México, oito, e a Cidade do México, 30, enquanto prosseguem os trabalhos de resgate em numerosos prédios que desabaram.

O Centro Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey) estimou a magnitude do tremor em 7,1, enquanto o Instituto Sismológico do México o calculou em 6,8. O Centro Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey) também estimou a magnitude do tremor em 7,1. O instituto informou que o epicentro do tremor localizou-se 7 km a oeste de Chiautla de Tapia, no vizinho estado de Puebla.

O abalo sísmico ocorreu justamente no aniversário de 32 anos do maior terremoto que atingiu o país. O fenômeo devastou o México e matou milhares de pessoas, em 19 de setembro de 1985. Ironicamente, na manhã desta terça, horas antes do abalo, a Secretaria de Proteção Civil mexicana realizou uma simulação de um terremoto de magnitude 8.0, com epicentro em Guerrero. 

"Estou consternada, não consigo conter o choro, é o mesmo pesadelo de 1985", disse à AFP, entre lágrimas, Georgina Sánchez, de 52 anos, chorando em uma praça da Cidade do México. Até agora, as autoridades não deram nenhum informe de danos ou vítimas.

Informações que circulam nas redes sociais mencionam o desabamento de vários edifícios, enquanto funcionários da Defesa Civil advertem a população para o risco de vazamento de gás. "Não fumem! Há vazamentos de gás!", gritavam os socorristas, enquanto corriam pelas ruas na região de Roma Norte.

Na praça Cibeles, crianças com crise de pânico foram evacuadas da escola, enquanto os pais, angustiados, as buscavam em meio à multidão, constatou um jornalista da AFP.

"Estava caminhando pela (rua) Colima e as janelas começaram a se mexer. Vi as pessoas correndo, começaram a gritar. Ficou muito feio. Não queria me aproximar de nenhuma árvore. Tive que me jogar no chão", contou Leiza Visaj Herrera, de 27 anos.

"Ficou bastante forte. Os edifícios começaram a se mexer. As pessoas estão muito nervosas. Vi uma senhora que desmaiou", contou Alfredo Aguilar, de 43 anos.

Nas redes sociais, moradores publicam vídeos e fotos das consequências do terremoto e, com a hashtag #TenemosSismo, demonstram solidariedade ao país e às vítimas do fenômeno.  

Fonte: Correio Braziliense