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| “Não estamos mais recolhendo casos de jovens pobres que passaram no vestibular, mas sim que passaram em primeiro lugar”. (Foto: Caroline Ferraz/Sul21) |
Por Marco Weissheimer, no Sul21*
“A nossa aposta tem que começar lá atrás, com as crianças de zero a seis
anos”
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello,
veio a Porto Alegre na semana passada para participar do Fórum Social Temático,
em especial de um debate sobre o filme “Que horas ela volta?”, de Anna
Muylaert. Um filme que, na visão da ministra, mostra um Brasil em transição com
personagens que retratam o impacto que as políticas sociais de combate à fome e
à pobreza tiveram no país na última década. Uma das coisas que mais chamou a
atenção de Tereza Campello no filme é que as duas mulheres,
mãe e filha, têm uma trajetória de deslocamento do Nordeste para São Paulo com
objetivos bem diferentes.
A mãe, Val, foi trabalhar de empregada doméstica. Já
a filha, Jessica, foi fazer vestibular na USP. Histórias como a de Jessica,
assinala a ministra em entrevista ao Sul21, não são mais
casos isolados.
“Nós temos dezenas de histórias Jessicas por esse Brasil afora. Estamos
recolhendo esses casos. Temos um menino que mora há 530 quilômetros de Teresina
e que passou em Medicina no Piauí, e uma menina cotista de escola pública que
passou em primeiro lugar em Medicina no Ceará. Não estamos mais recolhendo
casos de jovens que passaram no vestibular, mas sim que passaram em primeiro
lugar”, diz Tereza Campello. Na entrevista, ela fala sobre o impacto geracional
que programas como o Bolsa Família já causou no Brasil:
“Em 2001, quando começou o Fórum Social Mundial, considerando os 20%
mais pobres da população, tínhamos um pouco mais de 20% de jovens que
terminavam o ensino fundamental até os 16 anos. Doze anos depois, esse índice
subiu para quase 60%. Multiplicamos por três o número de jovens terminando o
ensino fundamental até os 16 anos, nos setores mais pobres da população”. (...)
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