“Quando a gente pensa que não dá para piorar as coisas com esse governo golpista, surge uma nova notícia descabida”, avalia Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Isso porque a educadora baiana mostrou-se estupefata com o ofício (veja abaixo) distribuído pelo Ministério da Educação (MEC), nesta quarta-feira (19), pedindo aos educadores e educadoras uma lista com os nomes dos estudantes que estejam ocupando institutos federais pelo país afora.
O MEC solicita “informação formal acerca da existência de eventual ocupação dos espaços físicos das instituições sob responsabilidade de vossas senhorias, procedendo, se for o caso, a respectiva identificação dos ocupantes, no prazo de 5 dias”.
Para Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), mais uma vez o ministro Mendonça Filho mostra seu apego às práticas nazistas (leia aqui). “Mais uma bola fora desse ministro que não entende nada de educação e ainda quer transformar professores e estudantes em inimigos”.
Já Betros afirma que “jamais os educadores e educadoras do Brasil se proporão ao papel de dedos-duros de nossos alunos. Nem na época da ditadura (1964-1985), os docentes aceitaram esse papel de algoz da juventude, ainda mais de jovens que estão defendendo a educação como prioridade absoluta e estratégicas para o desenvolvimento do país”.
Com a desculpa de salvar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - as provas ocorrem nos dias 5 e 6 de novembro – “o MEC denuncia a face fascista desse governo,
Fonte: Portal da CTB
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