Jornal GGN - A Procuradoria Geral da República corre contra o tempo para denunciar Michel Temer antes do fim de mandato de Rodrigo Janot, que acontece em setembro. Por isso, já sinalizou que vai apresentar apenas mais uma, e não duas denúncias contra o presidente.
Segundo informações do Estadão desta terça (25), Janot vai unificar a denúncia por obstrução de Justiça envolvendo a gravação de Joesley Batista, da JBS, com formação de quadrilha, que utiliza informações de um inquérito contra o PMDB na Câmara.
Ao denunciar Temer por corrupção passiva (ser o destinatário final da mala de propina que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures), Janot explicou que a delação de Joesley e aliados mostra que o presidente pode ser considerado o chefe da organização criminosa (o PMDB na Câmara).
Sobre a obstrução de Justiça, Janot deve aprofundar a questão de Temer ter ouvido Joesley afirmar que estava comprando um juiz e um procurador e nada ter feito.
Há um mês, a expectativa em torno das próximas denúncias contra Temer era outra. Janot havia sinalizado que tem material para pelo menos mais uma ação penal, além dessas já citadas.
Trata-se do decreto dos Portos, que Temer assinou pouco antes da delação da JBS vir à tona. A colaboração da empresa mostrou que empresários do setor de portos estavam em constante contato com Loures e teriam insinuado que pagaram e operaram propina a Temer em alguns diálogos gravados. A Rodrimar é uma dessas empresas e já foi investigada junto com Temer em um inquérito encerrado pelo Supremo Tribunal Federal há alguns anos.
Ao apresentar a denúncia por corrupção passiva, Janot ainda pediu um inquérito sobre o pagamento de propina no Cade para beneficiar a JBS. Informações dessa investigação poderiam provar o pagamento de vantagem indevida ao peemedebista.
C/ Agência Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário