| Por Vinícius Torres Freire |
Um
tanto como no junho de 2013, no maio de 2018 há uma revolta quase geral dos
brasileiros contra si mesmos, mas os revoltados não sabem disso.
Acreditam que a culpa de tudo
que está aí é do bode expiatório de duas cabeças, a
corrupção e a política, que nos impede de chegar até o fim do arco-íris, onde
se encontra o pote de ouro a ser aberto e dividido para benefício geral, sem
conflitos.
Pesquisa Datafolha mostra que 87% dos brasileiros são a favor da paralisação dos caminhões. Também 87%
recusam a solução de aumentar impostos ou cortar gastos a fim de pagar a conta
do diesel.
Caso os caminhões continuem parados, 88% acham que
o governo deve continuar a negociar uma solução, sem recorrer à força.
Mais da metade dos brasileiros, 56%, acha que o
paradão caminhoneiro deve continuar, sem mais.
Quase nove em dez brasileiros estão em revolta
desnorteada, uma escassa explicação restante para o apoio quase irrestrito a um
protesto que está ou esteve à beira de levar economia e relações sociais ao
colapso.
Anos de recessão, de escândalos corruptos e a nova
revolta contra impostos e governantes em geral acabaram com a paciência.
Uma elite política quase toda desprezível e que
sequestrou o país acabou com a esperança.
A classe dirigente toda, elites de variada espécie,
não são muito melhores, pois tolera essa escória, quando não é cúmplice.
Mas o povo que se revolta contra a mão pesada dos
impostos é o mesmo que quer a mão do governo a balançar o berço, subsídios para
todos.
O neopopulismo diz que não há conflito social e
político na disputa por recursos públicos e privados. O inimigo é o governante
malvado, o corrupto.
As principais lideranças políticas, numa combinação
de ignorância, irresponsabilidade e oportunismo demagógico, deixam circular por
aí a ideia de que há maná para todos, que não há apropriação excessiva ou
indevida de recursos públicos ou injustiças outras.
Essa fantasia está para acabar, de um modo ou de
outro. Os recursos públicos chegarão ao limite no ano que vem ou em 2020.
Sem cortes e rediscussão da divisão do bolo, a
disputa será feroz e nenhuma saída será indolor.
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Candidatos a presidente ratificam a ilusão geral de que combater a corrupção ou cortar cargos comissionados pode dar conta do problema. Líderes do Congresso dizem que há sobras orçamentárias.
O paradão caminhoneiro e suas repercussões são um
ensaio geral para a crise fiscal que virá.
Pode ser uma explosão, se tentarem resolvê-la por
meio de mais endividamento. Pode ser uma agonia crônica, morte nacional lenta,
se for resolvida apenas no corte de gastos, sem mudanças estruturais. Pode ser
uma inflação, com o que a vida será um inferno, mas um tanto mais fresco para
os ricos, com a miséria ficando para os mais pobres.
Mas a crise virá. Como eu já escrevi em julho de
2013: “O povo das ruas vai descobrir que o pote de ouro é pequeno; que
redividi-lo vai exigir conversa ou conflito. Talvez descubra que boa parte do
ouro não está no castelo estatal. No fundo desse castelo do tudo
que está aí, enfim, tem um espelho”.
Fonte: Náufrago da Utopia
" Não sou economista, nem tão pouco matemático, sou apenas um cidadão que se preocupa com o Brasil e o futuro dos meus filhos, por isso estou na LUTA POR DIAS MELHOR, OU SEJA, ESTOU NA LUTA POR BRASIL MELHOR! Mas gostaria de "sugerir", se possível, se é que posso, já que sou apenas um brasileiro como milhões que estão sem esperança de um Brasil melhor, principalmente agora depois dessas políticas adotadas pelo atual governo! Me diga um coisa senhores presidentes da República, Senado, Câmara e STF. Por que vossas excelência não começam a dar exemplo, começando na diminuição de seus salários, das mordomias, das emendas que quase não chegam nos municípios? Por que os senhores/as não diminuem suas constantes viagens de ida e volta para seus estados de origens para de 15 e 15 dias? Por quê os senhores/as não buscam aprovar leis mais rígidas para aqueles que ROUBAM e DESVIAM os recursos destinados a EDUCAÇÃO, SAÚDE, ETC? Por que o STF não confiscam os bens desses "bandidos de terno" que desviam dinheiro do SUS e da EDUCAÇÃO brasileira e aplicam nas áreas essenciais da população brasileira, como a EDUCAÇÃO, SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL, entre outras? Essa senhores/as são apenas palavras de desabafo de um brasileiro que ainda SONHA POR BRASIL DOS BRASILEIROS, UM BRASIL HONESTO E SOLIDÁRIOS, COM HOMENS SÉRIOS E COMPROMETIDOS COM A NAÇÃO!" - Eduardo Vasconcelos - blogueiro e radialista.


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