
josias de souza
FACEBOOK DEIXA ENREDO DE BOLSONARO SEM NEXO
A Covid-19 não
conseguiu tirar do ar a live semanal de
Jair Bolsonaro. Mesmo tossindo, o presidente realizou sua tradicional
transmissão das noites de 5ª feira.
Falou sobre a decisão do Facebook de
desligar da tomada a rede de desinformação vinculada ao Planalto, aos seus
filhos e a parlamentares aliados.
O discurso de Bolsonaro envelheceu.
Soou desconexo. O presidente calou sobre o essencial.
Não disse nada a respeito do seu
assessor especial Tércio Arnaud Tomaz, a face do Planalto na rede tóxica do
bolsonarismo.
Desafiou a imprensa a apontar mensagens
de ódio no seu Facebook ou nas páginas dos filhos. Elas até existem. A questão
é que as contas desativadas não são as oficiais, mas as falsas, concebidas com
o propósito deliberado de ludibriar.
Bolsonaro defendeu a liberdade de
expressão. Mas o que se bloqueou foi a liberdade de empulhação.
O presidente declarou, de resto, estar sendo perseguido. O diabo é que a ação decorre de auditoria encomendada pelo Facebook, que alcançou 11 países.
O presidente declarou, de resto, estar sendo perseguido. O diabo é que a ação decorre de auditoria encomendada pelo Facebook, que alcançou 11 países.
Para que a tese da perseguição
ficasse em pé seria necessário incorporar ao rol de perseguidores de Bolsonaro
os cerca de 400 grupos econômicos que ameaçaram cortar ou cortaram verbas
publicitárias do Facebook, para forçar a plataforma a agir contra a
desinformação e o ódio.
A lista inclui Coca-cola, Unilever, Ford, Volkswagen, Starbucks, Adidas...
A lista inclui Coca-cola, Unilever, Ford, Volkswagen, Starbucks, Adidas...
Além de não haver comunistas na
relação de hipotéticos perseguidores de Bolsonaro, o WhatsApp, aplicativo
pertencente ao Facebook, desabilitou há 15 dias uma dezena de contas do PT.
Alegou-se que operavam de maneira automatizada.
Quer dizer: Bolsonaro precisa atualizar o seu enredo. O atual perdeu o prazo de
validade.

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