CRÉDITOS: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS
Bolsonaro afirmou que não faz mais sentido
ficar em casa ou pensar em lockdown. O País tem 61.884 mortos e mais de 1.4
milhão de casos.
Bolsonaro afirmou que não faz mais
sentido ficar em casa ou pensar em lockdown. O País tem 61.884 mortos e mais de
1.4 milhão de casos.
O presidente Jair Bolsonaro declarou
nesta quinta-feira 2 que desconhece vítimas da covid-19 por falta de UTI ou
respirador no Brasil. A afirmação foi feita durante sua live semanal
reproduzida por sua página no Facebook.
“Desconheço pessoa que tenha
perdido a vida por falta de UTI ou respirador”, disse, afirmando que o
isolamento social ou o lockdown não fazem mais sentido.
“A história do lockdown ou de ficar em casa era pra
fazer com que os hospitais se preparassem com leitos e UTIs”, justificou,
alegando que o País não enfrentou esse tipo de problema.
Para o presidente, o maior problema brasileiro em meio à pandemia foi a perda dos postos de trabalho, momento em que novamente responsabilizou governadores e prefeitos pelas consequências da pandemia. “O grande problema que tivemos foi a destruição de empregos. Os informais, por exemplo, 38 milhões tiveram a renda diminuída a zero ou reduzida drasticamente”, disse. “Agora, essa medidas medidas de fechar comércio, não deixar ir à praia, couberam a governadores e prefeitos”.
Em abril, o estado do Amazonas foi um dos primeiros a declarar situação de colapso em sua rede de saúde, chegando a 91% da ocupação dos leitos de UTI. Na época, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), confirmou por suas redes sociais o aumento do número de pessoas que estavam morrendo sem conseguir internação.
➤ Leia também:
Outro estado que também anunciou colapso no sistema de saúde em abril foi o Ceará, com fila de pacientes em busca de leitos de UTI.
Este mês, o estado de Minas Gerais sinalizou possível colapso de sua rede pública de atendimento, ao também superar os 90% de sua capacidade de leitos de UTI.
Desde o início da pandemia, a imprensa também noticiou casos de pacientes que morreram por falta de acesso a leitos ou a respiradores, ao contrário do que afirma o presidente. Há casos relatados no Rio de Janeiro, Pernambuco e Amazonas.
Fonte: Carta Capital

Nenhum comentário:
Postar um comentário