Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha: deputados poderão votar em Plenário todos os modelos propostos
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse há pouco
que cumpriu "rigorosamente" a promessa de votar a reforma política no
Plenário, na data marcada, e permitindo que os deputados votem todos os
modelos propostos. O resultado, segundo ele, depende da votação dos
deputados. "Não aprovar nenhum modelo significa votar o modelo de hoje,
uma decisão que a Casa tem de assumir a responsabilidade", disse.
Cunha
também fez questão de desfazer qualquer mal-estar com o deputado
Marcelo Castro (PMDB-PI), relator da comissão especial da reforma
política, cujo texto não foi votado por decisão dos líderes partidários.
A decisão, segundo ele, não tem a ver com o relatório de Castro.
"A
decisão do Colégio de Líderes, que quis trazer a matéria ao Plenário,
não visou subtrair o trabalho de quem quer que seja, mas visou
exclusivamente a um ordenamento que permitisse os destaques
feitos, para que cada um expresse a sua opinião. Nada foi feito contra a
posição do deputado Marcelo Castro ou de quem quer que seja", disse
Cunha.
O Plenário iniciou hoje a votação da reforma política. Neste momento,
está em análise o sistema eleitoral conhecido como distritão, em que os
deputados e vereadores são eleitos apenas pela quantidade de votos
recebidos.
Deputados rejeitam sistema distrital misto
No
momento, está em análise o sistema conhecido como distritão, em que os
deputados e vereadores são eleitos apenas pela quantidade de votos
recebidos
O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por 369 votos a
99 e 2 abstenções, a emenda do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) à PEC
da reforma política (182/07) que propunha o sistema distrital misto.
Segundo
a emenda, cada estado e o Distrito Federal seriam divididos em uma
quantidade de distritos igual à metade das cadeiras a que cada bancada
tem direito na Câmara dos Deputados.
Cada eleitor disporia de dois
votos. Um poderia ser dado a candidatos distritais e outro a uma lista
fechada do partido para todo o estado. Assim, metade da bancada de um
estado seria eleita segundo os mais votados no sistema distrital e a
outra metade pela lista.
Os
partidos não poderiam ser excluídos pelo chamado quociente de votação,
um cálculo que, no sistema atual, impede o preenchimento de vagas por
partidos que não tenham obtido um mínimo de votos.
A emenda previa
ainda que a lista dos partidos deveria ter alternância de gêneros, com
um mínimo de 20% e um máximo de 80% de cada sexo.
Sistema semelhante
Em 2007, na votação do Projeto de Lei 1210/07, a Câmara rejeitou emenda
semelhante a esta, proposta pelo DEM, PMDB, PT e PCdoB. Ela foi apoiada
por 203 parlamentares e rejeitada por 240 deputados. Essa emenda
propunha um sistema híbrido em que metade das vagas a que um partido
teria direito no sistema proporcional ficaria com os candidatos mais
votados individualmente pelo eleitor e outra metade obedeceria à ordem
de uma lista partidária.Distritão
Está em análise, no momento, o sistema eleitoral distrital, segundo o
texto do relator da PEC, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nesse modelo,
conhecido como “distritão”, os deputados e vereadores serão eleitos
apenas segundo a quantidade de votos recebidos. Assim, apenas os
candidatos mais votados são eleitos.
Reportagem – Eduardo PiovesanEdição – Pierre Triboli
Fonte: Agência Câmara Notícias

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