Gastos pagos com recursos públicos foram referentes às horas
extras pagas aos funcionários da Câmara durante a sessão que aceitou a
admissibilidade do impeachment nos dias 15,16 e 17 de abril
A ideia encabeçada pelo presidente afastado da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de acelerar o processo de impeachment da
presidente eleita Dilma Rousseff, gerou um gasto extra para a Casa de R$
3,5 milhões em despesa de hora extras de funcionários.
As informações foram coletadas pelo site Livre.jor
via Lei de Acesso à Informação. Segundo o Departamento de Material e
Patrimônio (Demap), a Câmara dos Deputados gastou somente na sessão dos
dias 15, 16 e 17 de abril mais de R$ 3,2 milhões com despesas de horas
extras de membros do quadro efetivo da Casa e R$ 189 mil com empregados
de natureza especial, que não precisam de concurso público.
De acordo com o Departamento de Material e Patrimônio
(Demap), que responde pela manutenção e asseio do espaço a Câmara, não
houve custos com horas extras para os terceirizados que atuam nos
serviços gerais. O órgão informou que os funcionários receberão
compensação de jornada. Já os custos com os materiais de expediente,
como o Demap recebe semanalmente, fica “inviável individualizar o custo
gerado pelo consumo desses materiais durante as sessões de votação do
processo”.
O Departamento de Finanças (Defin) alegou que não
houve pagamento de diárias de viagens aos deputados “especificamente
relacionadas às sessões de votação do impeachment”. A Coordenação de
Gestão de Cota Parlamentar afirma que não há como “estabelecer relação
entre os gastos realizados por meio da utilização de recurso da Cota”.
Foto de Capa: Valter Campanato/Agência Brasil
Fonte:Revista Fórm

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