Presidente do Senado russo afirma que Moscou fará tudo para evitar que EUA intervenham militarmente no país sul-americano.
Moscou fará “tudo que estiver a seu alcance” para impedir uma intervenção militar dos EUA na Venezuela, afirmou neste domingo 3 a presidente do Conselho da Federação, a câmara alta do Parlamento da Rússia, Valentina Matvienko, durante encontro com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.
“Em grande parte, nos preocupa que os Estados Unidos possam realizar qualquer provocação para causar derramamento de sangue e encontrar, assim, uma desculpa e um motivo para intervirem na Venezuela. Mas nós faremos o possível para que isso não ocorra”, disse Matvienko, segundo a agência russa Interfax.
Matvienko ressaltou que “é especialmente cínica” a atitude dos EUA, “um país que se posiciona no mundo como defensor da democracia”.
A presidente do Conselho – órgão legislativo equivalente ao Senado – qualificou de “grosseira violação do direito internacional e dos estatutos da ONU” as tentativas de “derrubar ilegalmente o atual presidente” e “a nomeação como chefe do país de um político opositor no exterior”.
“Tudo isso se soma às ameaças de intervenção militar. A Rússia fez o possível, e seguirá fazendo no futuro, para impedir tal evolução dos eventos”, disse a legisladora.
O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, anunciou mais protestos em massa em todo o país durante o Carnaval. Ele pediu que os funcionários públicos protestem na segunda e terça-feira, noticiou no sábado o jornal El Nacional.
Guaidó afirmou que retornará à Venezuela para participar das manifestações, durante entrevista coletiva com o presidente equatoriano Lenín Moreno, na localidade equatoriana de Salinas. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ameaçou prender Guaidó, acusando-o de não ter respeitado uma proibição judicial de deixar o país.
Devido à ameaça, o possível retorno de Guaidó tem sido visto com preocupação por observadores internacionais. Ele viajou para a Colômbia há uma semana, tendo desde então têm se encontrado com chefes de Estado em vários países da América do Sul, incluindo Brasil e Argentina.
Fonte: CARTA CAPITAL

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