Um dos maiores desafios no processo diagnóstico da doença de Parkinson
consiste na identificação dos sintomas. Apesar de o tremor ser o sinal
mais conhecido da enfermidade, o principal indicador é a bradicinesia ou
lentidão dos movimentos. O alerta é da Sociedade Brasileira de
Geriatria e Gerontologia (SBGG) em razão do Dia Mundial da Doença de
Parkinson, lembrado hoje (11).
De acordo com o geriatra e membro da entidade José Elias Pinheiro, a
população em geral tende a associar a lentidão dos movimentos ao
envelhecimento e o sinal de alerta, muitas vezes, não é levantado. “Pode
ser o caminhar mais lento, dificuldade para vestir a roupa, maior tempo
para tomar banho”, explicou.
Pinheiro destacou entretanto que a doença de Parkinson é caracterizada
por pelo menos dois sinais motores e que a lentidão dos movimentos,
portanto, pode vir acompanhada por tremores, rigidez ou instabilidade
postural. Outros sintomas não motores incluem depressão, apatia, face
inexpressiva e alterações na pele.
“É uma doença progressiva e que não tem um tratamento curativo. Os
medicamentos disponíveis hoje tendem a controlar os sintomas e reduzem
um pouco o curso da doença. Mas, à medida em que ela evoluiu, após cinco
ou dez anos, tendem a haver agravos motores e não motores”, disse.
Gilv@n Vi@n@
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