| Naura estrela filme sobre violência contra mulher |
Esta semana ouvimos a cineasta e jornalista Naura Schneider que está a frente do filme “Louco Amor”, inspirado na Lei Maria da Penha e que retrata a violência doméstica no Brasil. Naura é formada em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria e chegou no Rio de Janeiro aos 25 anos. Foi lá que interpretou sua primeira personagem na minissérie O Portador, produzida pela TV Globo e dirigida por Herval Rossano em 1992. Sucederam-se várias personagens e participações em novelas, minisséries e especiais para a televisão. Produziu e protagonizou o longa metragem “Dias e Noites” que teve lançamento nacional em outubro de 2008. Este 2 Dedos de Prosa é uma produção do repórter João Pedro Werneck. Veja!
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João Pedro Werneck: Qual a importância da Lei Maria da Penha, de autoria da deputada Jandira Feghali, para o movimento feminista?
João Pedro Werneck: Qual a importância da Lei Maria da Penha, de autoria da deputada Jandira Feghali, para o movimento feminista?
Naura Schneidr: Acho fundamental, pois a deputada foi a relatora e esta lei transformou uma questão social muito importante e hoje é referencia no mundo nesta área. A deputada Jandir,a como parlamentar e mulher, abraçou uma causa que interfere diretamente na família e na sociedade brasileira.
JP: O que representa para você interpretar uma mulher que sofre violência no filme ” Vidas Partidas”?
NS: Uma chance de mostrar as mulheres que, permanecer nesta situação não é o caminho certo. A personagem “Graça”, apesar de amar este homem e querer preservar a união familiar, denuncia seu marido e luta para sair desta situação e as mulheres precisam ter coragem e saber que não vale a pena viver com alguém que não as respeite.
JP: Qual papel exercido pela mídia na divulgação deste tema?
NS: Fundamental é mostrando exemplos, divulgando que essas mulheres começam a ter coragem e podem tomar a atitude de romper este ciclo. Quanto mais falarmos, mais estaremos chegando perto de uma solução.
JP: Qual recado que você poderia dar para as mulheres que ainda se sentem tímidas de incriminar seus agressores?
NS: Que elas se amem, que pensem que são importantes e que terão uma vida melhor sem sofrer este tipo de violência. O medo intimida, paralisa e destrói a autoestima e elas são pessoas que podem e devem ser amadas e respeitadas. Não tenham medo de mudar esta situação, pois vocês se sentirão livres e aprenderão a ver o quanto são importantes.
Fonte: Site da Deputada Federaç -PCdoB/RJ, Jandira Feghali
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