quarta-feira, 2 de março de 2016

BRASIL:Eduardo Cunha vira réu em processo do STF

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela abertura de ação penal contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a ex-deputada federal e atual prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida.

Os ministros Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Marco Aurélio e Cármen Lúcia acompanharam voto do relator, ministro Teori Zavascki. O ministro votou pelo recebimento parcial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, por entender que há indícios de que o presidente da Câmara pressionou um dos delatores da Lava Jato para receber propina.

Teori afirmou, em seu voto, que “elementos básicos para recebimento da denúncia [contra o deputado] encontram-se presentes”. Primeiro a votar, o relator disse ainda ser consistente a acusação de que Cunha pressionou o empresário Julio Camargo via requerimentos na Câmara para receber propina. Desta forma, recebeu a denúncia de que o deputado usou seu cargo para cometer crime.

O magistrado disse ainda que há indícios suficientes para receber a denúncia contra Cunha também por lavagem de dinheiro. Ele rejeitou a acusação contra o peemedebista por crimes relacionados à celebração de contrato fraudulento.

Ainda na sessão desta quarta, o Supremo decidiu manter em tramitação na Corte o inquérito em que a ex-deputada federal e atual prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, é acusada de corrupção. A questão do desmembramento foi suscitada pelo voto divergente do ministro Marco Aurélio, uma vez que Solange não tem foro privilegiado, mas o ministro foi vencido sob o argumento de que o caso é muito ligado ao de Cunha.

A sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (3), com os votos dos demais ministros que compõem a Corte: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Celso de Mello. 
 
Depois da sessão, o deputado federal Wadson Ribeiro (PCdoB-MG) publicou um vpideo em sua página no Facebook, no qual lembra que Cunha é o primeiro presidente da Câmara a virar réu em um processo no Supremo. 

"Isso cria um ambiente no qual o presidente da Câmara não tem mais condições de conduzir as importantes votações de que o Brasil precisa para retomar seu crescimento econômico e estancar a crise", disse, defendendo a saída de Cunha do comando da Casa. "Esperamos que isso possa prosseguir e, em breve, tenhamos outro presidente, que não Eduardo Cunha". 

Matéria atualizada às 19h20, para acréscimo de informações.

 Do Portal Vermelho, com Agência Brasil e Brasil 247


Nenhum comentário:

Postar um comentário