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O factoide de despedida do Rodrigo Janot, de quem a República afinal se livrará no próximo domingo (17), foi exatamente o que previam tantos quantos dão crédito a pérolas da sabedoria popular como a de que cesteiro que faz um cesto, faz um cento.
Daí o assunto poder ser esgotado num punhado de linhas. Trata-se de:
Daí o assunto poder ser esgotado num punhado de linhas. Trata-se de:
— uma mera catilinária contra Temer, ao invés de uma denúncia com um mínimo de rigor técnico;
— mais uma peça produzida de afogadilho e que, com idêntica rapidez, desabará como um castelo de cartas (a exemplo da denúncia anterior);
— uma mistura indigesta de novas suspeitas suspensas no nada com o refugo nauseabundo de uma delação premiada crapulosa; e
— uma total perda de tempo, pois a Câmara JAMAIS autorizará a abertura do processo de impeachment do Temer a partir de tal pacote de vento.
Nem mesmo a Globo conseguirá manter Janot por muito tempo no noticiário, desmoralizado como está. Seu destino é o limbo dos trapalhões fracassados.
Quanto à última flecha que ele disparou antes de o bambu acabar, o Supremo Tribunal Federal terá uma chance de ouro para servir bem à Nação e preservar o equilíbrio da balança da Justiça, ao julgar na próxima 4ª feira (20) se partes do cadáver de uma delação deformada por tantas ilicitudes como a de Joesley Batista & asseclas podem ser transpostas para a nova denúncia sem, digamos, algum tipo de controle de qualidade. O bom senso diz que não.
Se o STF, contudo, decidir que sim, estará validando o modus operandi do dr. Victor Frankenstein, aquele que fabricava monstros encaixando restos mortais como se fossem peças de quebra-cabeças...
O sensato seria entregar-se o material à sucessora do Janot, para que ela, após passar calmamente um pente fino em tudo, entregasse uma denúncia capaz de sustentar-se em pé. Afinal, a lição de casa foi tão malfeita que isto pode comprometer as chances de condenação do Temer quando ele perder a imunidade.
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| Janot contempla extasiado sua derradeira denúncia |
Quanto à última flecha que ele disparou antes de o bambu acabar, o Supremo Tribunal Federal terá uma chance de ouro para servir bem à Nação e preservar o equilíbrio da balança da Justiça, ao julgar na próxima 4ª feira (20) se partes do cadáver de uma delação deformada por tantas ilicitudes como a de Joesley Batista & asseclas podem ser transpostas para a nova denúncia sem, digamos, algum tipo de controle de qualidade. O bom senso diz que não.
Se o STF, contudo, decidir que sim, estará validando o modus operandi do dr. Victor Frankenstein, aquele que fabricava monstros encaixando restos mortais como se fossem peças de quebra-cabeças...
O sensato seria entregar-se o material à sucessora do Janot, para que ela, após passar calmamente um pente fino em tudo, entregasse uma denúncia capaz de sustentar-se em pé. Afinal, a lição de casa foi tão malfeita que isto pode comprometer as chances de condenação do Temer quando ele perder a imunidade.
Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br


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