
Foto divulgação
Brasil tem de tomar
medidas para que Lula exercite seus direitos políticos da prisão como
candidato, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido
político
Escrito por Redação da CUT Nacional
O Comitê de Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) acolheu pedido liminar feito
pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir sua
participação nas eleições deste ano. A informação foi divulgada nesta
sexta-feira (17) pelos advogados do ex-presidente Valeska Teixeira Zanin
Martins e Cristiano Zanin Martins, que fizeram o pedido em 25 de julho, em
conjunto com o advogado Geoffrey Robertson.
O Comitê determinou que o Estado Brasileiro “tome todas as
medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus
direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018,
incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido político”.
As autoridades brasileiras devem, ainda, tomar medidas para “não
impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que
todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados
em um procedimento justo e que a condenação seja final”.
Segundo os advogados de Lula, a decisão reconhece a existência
de violação ao artigo 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de
danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições
presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua
coligação política durante a campanha.
De acordo com a nota que os advogados Valeska Teixeira Zanin
Martins e Cristiano Zanin Martins divulgaram nesta sexta, por meio do Decreto
nº 6.949/2009, o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo
Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a
obrigatoriedade de suas decisões.
Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro
poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-presidente Lula possa
concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão
transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário
franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação
política durante a campanha.
Perseguição de parte do
Judiciário
O ex-presidente Lula é mantido preso político na sede da
Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril, após
confirmação da condenação em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá. A
condenação se baseou em uma denúncia nunca confirmada de que uma reforma feita
no tríplex por uma construtora teria beneficiado o ex-presidente.
A defesa de Lula vem denunciado desde então que o julgamento do ex-presidente é uma farsa , que não foi encontrada nenhuma
contrapartida para os supostos atos de corrupção atribuídos a ele e que tudo
não passa de uma manobra para impedi-lo de ser candidato.
No Brasil, a luta do povo que reconhece em Lula o melhor
presidente que o país já
teve é para que o Supremo Tribunal Federal (STF) paute as Ações Declaratórias
de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, que tratam da prisão após condenação em
segunda instância, como é o caso de Lula, para que o ex-presidente responda o
processo em liberdade e participe do processo eleitoral.
Um grupo de sete pessoas se mantém em greve de fome desde o dia
31 de agosto para pressionar o STF a pautar as ações. Esse foi também o pedido
que milhares de pessoas que participaram da marcha nacional a Brasília, no dia 15, em apoio ao
registro da candidatura de Lula fizeram na esplanada dos ministérios e na Praça
dos Três Poderes.
Lula, que para a maioria dos brasileiros é perseguido porque fez
um governo voltado para a classe trabalhadora e para os mais pobres, é o
primeiro colocado em todas as pesquisas de intenções de votos - na última
rodada da pesquisoa CUT/Vox Populi
alcançou 41% das intenções de votos em todo o país. Por isso, acreditam tanto a defesa com
milhares de brasileiros, querem impedir sua candidatura, agora ratificada pela
ONU.
Fonte: CUT Nacional
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