terça-feira, 14 de novembro de 2017

Com PSDB no ápice da ruptura, FHC e Goldman iniciam estratégia

Foto: Reprodução
Luis Nassif Online


Jornal GGN - 
Tentando dissimular a ruptura interna do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu aliar-se ao ex-governador paulista Alberto Goldman, atual presidente interino da sigla, para articular uma chapa única na convenção que ocorre em dezembro deste ano.
 
Os dois nomes fortes representam alas distintas do partido: uma mais próxima ao governo atual de Michel Temer, com Goldman nomeado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) a ocupar a presidência do partido enquanto não chega a convenção, e outra liderada por FHC, que defende a autonomia da sigla do atual mandatário. 

FHC e Goldman trabalhariam, lado a lado, para definir nomes como o presidente do PSDB, vice, secretário-geral e tesoureiro, a fim de dissimular a ruptura hoje deflagrada e amenizar o racha que poderia prejudicar a sigla a levantar nomes para as eleições de 2018.
 
Se os cargos do partido seriam meras formalidades, este ano a situação é diferente. A Presidência da sigla é fundamental para o apoio ao candidato ao Planalto no próximo ano, o que, como sempre ocorre, gera divisões internas pela disputa.
 
Lembrando que a presidência do partido é estratégico para viabilizar a candidatura ao Planalto do grane interessado Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo saiu em defesa de Tasso Jereissati (CE), que foi recentemente destituído por Aécio do posto da Presidência interina.
 
Em nota oficial, disse que não foi consultado da decisão e que "se fosse, teria sido contra, porque não contribui para a união do partido". Não foi apenas Alckmin que assim se manifestou, a decisão de Aécio Neves, na última semana, gerou uma das principais brigas internas do PSDB, relacionadas às eleições do próximo ano.
 
Tasso decidiu disputar a Presidência da sigla novamente, mas desta vez não na condição de interino. Contra ele, aparecem figuras como Marconi Perillo, governador de Goiás.
 
Parte de frentes distintas do PSDB, Tasso, por exemplo, tem o apoio do ex-presidente Fernando FHC e o os tucanos que defendem o rompimento definitivo do partido com Temer. Enquanto Aécio, responsável por boa parte das nomeações tucanas do governo atual, e Aloysio Nunes, ministro de Relações Exteriores, não querem a ruptura brusca, e apoiam Goldman.
 
Caciques antigos da sigla, Goldman e FHC decidiram, então, criar uma única chapa, que atenda todas as alas do PSDB. A decisão ocorre paralelamente à outra polêmica, que deverá ser definida até o limite da convenção: a data do desembarque do governo pelos tucanos.
 
O tema se tornou mais urgente com a saída espontânea do ministro das Cidades, o tucano Bruno Araújo, que entregou uma carta de demissão formal do governo, nesta segunda-feira (13). "Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida pública, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa", escancarou Bruno.

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